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A IA já está no time. E o treino?

Pesquisa da Pluxee mostra que 81% dos trabalhadores brasileiros já usam ou querem usar IA, mas só 15% receberam treinamento formal das empresas.

19 de agosto, quarta-feira

No dia 19 de agosto, comemoramos o aniversário da assinatura que fundou a Chevrolet em 1911, unindo o piloto suíço Louis Chevrolet e William Durant, ex-fundador da GM pra rivalizar direto com o Ford Model T. A ironia do negócio? Durant usou a fama de Louis nas pistas pra criar a marca, mas os dois brigaram feio por causa do design dos carros. Louis vendeu suas ações baratinho e saiu da empresa, enquanto a Chevrolet crescia até virar uma gigante do ecossistema automotivo e comprar a própria GM anos depois. Uma verdadeira história de reviravolta no board executivo! 🚘🏭

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IA & MERCADO
A IA JÁ ESTÁ NO TIME. E O TREINO?

Giphy

A IA já entrou no expediente e, aparentemente, não pretende bater o ponto na saída. 

No Brasil, 81% dos trabalhadores já utilizam ou demonstram interesse em usar IA no trabalho, segundo a nova pesquisa global da Pluxee, que ouviu 9,6 mil pessoas em 14 países, sendo mil brasileiros

O problema é que a velocidade de adoção está bem maior que a de preparação: só 15% dizem ter recebido treinamento formal da empresa pra usar a tecnologia.

🤖 O funcionário já está usando. E aí?

A questão agora não parece mais ser convencer as pessoas de que IA existe, elas já descobriram. Entre os brasileiros, 61% usam a tecnologia pra gerar ideias e estimular a criatividade, 60% pra aprender e desenvolver habilidades, 58% pra tarefas complexas e 54% pra aumentar a produtividade

Ou seja, o chatbot deixou de ser aquele brinquedo novo pra virar quase um colega de trabalho.

A percepção também é majoritariamente positiva. Pra 88% dos brasileiros, a IA está provocando mudanças benéficas no ambiente profissional, enquanto apenas 1% afirma ter perdido o emprego por causa da tecnologia

Pra Fabiana Galetol, diretora executiva de Pessoas e Responsabilidade Social Corporativa da Pluxee no Brasil, isso muda a discussão pra um ponto mais interessante: “O maior investimento passa a ser nas pessoas”. Na visão dela, como as ferramentas tendem a ficar cada vez mais acessíveis, a vantagem estará menos em ter IA e mais em saber transformá-la em inteligência aplicada ao negócio.

💪 E o treino..?

É aqui que a conta começa a ficar curiosa. Embora a IA esteja sendo incorporada super rápido, apenas 18% dos trabalhadores percebem suas empresas acelerando a transformação digital por meio da tecnologia. 

Ao mesmo tempo, 27% consideram a adoção de IA um dos principais desafios das organizações no próximo ano. E 41% apontam a necessidade de mais treinamento técnico, enquanto 31% querem desenvolver a capacidade de avaliar criticamente o que a IA produz. Traduzindo: não basta entregar a ferramenta e falar “se vira aí”.

Pros líderes, esse talvez seja um dos principais insights da pesquisa. A transformação não termina na contratação de uma plataforma ou na liberação de acesso ao ChatGPT.

É preciso revisar processos, decidir o que realmente deve ser automatizado e, principalmente, pensar o que as pessoas farão com o tempo liberado. Fabiana chama atenção justamente pra esse paradoxo: ganhar eficiência não deveria significar apenas fazer a mesma lista de tarefas mais rápido, mas abrir espaço pra atividades que exigem repertório, julgamento e criatividade. Afinal, se a IA economiza duas horas e ninguém sabe o que fazer com elas, temos um ganho de tempo meio sem função.

🧠 O famoso ‘joguei no Chat’?

Giphy

A liderança também está entrando numa fase nova. 

Hoje, 59% dos trabalhadores dizem que seus gestores incentivam o uso de IA, ainda que com cautela. Mas 30% percebem uma gestão mais exigente desde a implementação da tecnologia, e 24% sentem que os líderes passaram a desconfiar mais da autoria ou da capacidade técnica das equipes. 

O desafio, portanto, é criar uma cultura em que experimentar seja possível sem transformar cada prompt em uma investigação criminal. Pra Fabiana, pensamento crítico, criatividade, repertório e discernimento serão justamente as capacidades que precisarão ser fortalecidas.

Tem ainda uma questão que merece atenção especial dos executivos: o uso de IA fora dos ambientes corporativos. Segundo os dados discutidos por Fabiana, 93% dos colaboradores usam IA pelo menos uma vez por semana, enquanto 49% têm acesso à tecnologia fornecida pela própria empresa

O descompasso abre espaço pra um velho problema com roupa nova: funcionários usando ferramentas externas pra trabalhar e, potencialmente, inserindo nelas informações corporativas que não deveriam sair da empresa

No fim, a pergunta estratégica não é mais “vamos usar IA?”. É “como vamos ensinar as pessoas a usá-la bem, com segurança e propósito?”. E, pelo que a pesquisa mostra, essa segunda pergunta está chegando bem antes das respostas.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

📈 Imprimindo dinheiro em escala

A Anthropic ultrapassou a marca de US$ 65 bilhões em receita anualizada no final de julho, multiplicando seu ritmo de faturamento por mais de sete vezes em relação ao final do ano passado. O impulso veio principalmente do forte avanço da IA corporativa e de ferramentas voltadas para programadores, superando os números recentes da rival OpenAI e pavimentando o caminho para uma futura abertura de capital na bolsa.

O crescimento vertiginoso mostra o apetite do mercado corporativo por automação de alto nível. No fim das contas, enquanto o público geral usa IA para gerar piadas, a dona do Claude descobriu que vender código para grandes empresas é o verdadeiro atalho para encher os cofres com bilhões. Leia mais

📱 Luz no fim do túnel

A Xiaomi acalmou o mercado ao declarar que o momento mais crítico da crise de memórias e escassez de componentes já ficou pra trás. A gigante chinesa revelou que o fornecimento global começou a estabilizar, permitindo que a cadeia de produção retome o ritmo normal de fabricação de smartphones e eletrônicos pra os próximos meses.

A melhora no abastecimento deve aliviar a pressão sobre os custos e evitar reajustes pesados nos preços dos celulares. No fim das contas, a marca favorita do custo-benefício finalmente pode respirar aliviada, garantindo que o consumidor continue trocando de aparelho sem precisar vender o próprio rim. Leia mais

⚖️ Tribunal do feed

A Meta começou a ser julgada nos Estados Unidos em uma ação movida por dezenas de estados, acusada de projetar intencionalmente o Instagram e o Facebook pra viciar crianças e adolescentes. O processo alega que a empresa usou recursos manipulativos, como rolagens infinitas e notificações incessantes, mesmo ciente dos impactos negativos na saúde mental dos jovens.

A gigante da tecnologia nega as acusações e defende que desenvolveu diversas ferramentas de proteção e controle parental ao longo dos anos. No fim das contas, Mark Zuckerberg terá que provar aos juízes que seus algoritmos foram criados pra conectar pessoas, e não pra deixar a molecada hipnotizada na tela até as três da manhã. Leia mais

🕊️ Paz selada na Europa

A Apple anunciou uma reformulação completa nas regras e taxas da App Store na União Europeia pra se adequar às exigências regulatórias locais. A partir de outubro de 2026, a empresa substituirá antigas taxas complexas por um modelo simplificado, cobrando comissão de apenas 5% em vendas externas ou lojas de terceiros, além de ajustar as taxas das transações dentro da plataforma pra um intervalo entre 10% e 26%.

A unificação dos termos comerciais tenta encerrar as arrastadas brigas com a Comissão Europeia. No fim das contas, a Maçã percebeu que ceder um pedaço do bolo pros reguladores europeus sai bem mais barato do que continuar acumulando multas bilionárias a cada trimestre. Leia mais

📄 ️COLUNA (por Simone Bervig)

Apesar do entusiasmo com a inteligência artificial generativa no marketing, quase 27% das empresas ainda não saíram da linha de partida. O gargalo para avançar com a IA generativa não é a indisponibilidade de ferramentas no mercado, mas a falta de governança interna, o alinhamento de processos e o receio com a segurança dos dados.

Sem integrar a tecnologia à estratégia central do negócio, o uso se limita a testes isolados e pouco eficientes. Saia da estaca zero e entenda o diagnóstico completo na coluna de Simone Bervig do TecMundo. 🚀📊

Simone Bervig
Executiva com experiência global, atuando em mercados na América Latina e Estados Unidos. Com quase 20 anos de experiência em marketing, branding e tecnologia, passagens por multinacionais de tecnologia como SAP, Citrix e SAS, é colunista da MIT Tech Review, membro da Angel Investor Club e mentora na AngelUs Network. Atualmente é Diretora de Marketing na MakeOne. Além disso, disponibiliza diversas aplicações orientadas à experiência do cliente (Customer Experience - CX), como contact center omnichannel, chatbots e big data analytics.

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • O boxeador polonês

    (livro, 184 páginas, em português)

    Histórias entrelaçadas expõem segredos do passado e dilemas de identidade sob o olhar de um escritor. Encontrar respostas surpreende mais do que encarar a própria memória. 🥊📖

  • De olhos bem fechados

    (filme, 1999, 152 minutos)

    Tom Cruise e Nicole Kidman exploram fantasias sombrias nesta obra de Kubrick. O retrato perturbador de um casamento em que a paranoia ciosa é bem mais perigosa que a tentação. 👁️🗝️

  • O século dos imbecis

    (livro, 344 páginas, em português)

    Valter Hugo Mãe cria uma fábula irônica sobre um nobre que emburrece ao descer a montanha. Uma metáfora precisa para quem vê o QI despencar nos comentários da internet. 🏔️📖

  • Psycho Killer: em busca do assassino

    (filme, 2026, 92 minutos)

    Uma policial rodoviária caça o psicopata brutal que tirou a vida de seu marido. A jornada revela que certas pessoas no trânsito escondem perversões muito piores que uma ultrapassagem perigosa. 🚨🔪

Um sonho não se torna realidade por mágica; exige suor, determinação e trabalho árduo.

Colin Powell, ex-secretário de estado dos Estados Unidos

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