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A revanche da segunda
AMD atropela dúvidas do mercado, atinge um trilhão e prova que a mania da IA continua.

22 de setembro, terça-feira
Hoje comemoramos o aniversário de nascimento de Michael Faraday, em 1791. O britânico é simplesmente o “pai” do eletromagnetismo e da indução eletromagnética, descobertas que permitiram a criação do gerador e do motor elétrico. Sem ele, a sua casa não teria energia e a tomada do seu celular seria só um buraco decorativo na parede! O mais curioso é que Faraday era um cientista autodidata de origem humilde e quase sem formação matemática formal. Um verdadeiro gênio que ligou a tomada do mundo moderno na base da intuição e da prática! ⚡🔌
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
A revanche da segunda - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
👾 A invasão simulada que virou realidade
📊 A burocracia do pacote Office automatizada
💸 O débito automático que tomou fermento
🤖 A vaidade da nova nomenclatura computacional
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir
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IA & MERCADO
A REVANCHE DA SEGUNDA

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Se você achava que a febre da Inteligência Artificial tinha esfriado por causa dos juros altos, do preço do petróleo e das críticas sobre o gasto de energia dos data centers, a AMD veio na segunda-feira, 21, pra mandar aquele recado bem alto e claro pra Wall Street: o entusiasmo continua mais vivo do que nunca.
As ações da empresa sediada em Santa Clara dispararam mais de 9% no dia, atingindo a marca histórica de US$ 613,92 e empurrando o valor de mercado da gigante dos chips pra além da barreira mágica de US$ 1 trilhão pela primeira vez na história.
Com um salto acumulado de impressionantes 185% só em 2026, a marca consolida o melhor momento da companhia e ressuscita a euforia dos investidores do setor tech.
🍟 O clube dos quatro trilionários
Com esse feito, a AMD entra pra um grupo ultraexclusivo. Ela se tornou a quarta fabricante de chips dos Estados Unidos a ultrapassar o valuation de US$ 1 trilhão, juntando-se a um hall que conta com Broadcom, Micron e, claro, a soberana Nvidia.
Pra efeito de comparação, a rival Nvidia já ultrapassou a marca dos US$ 5,4 trilhões e lidera o mercado global, mas o rali de cinco dias seguidos da AMD — com ganho de 24% em menos de uma semana — mostra que os investidores estão desesperados por uma alternativa de peso na corrida do silício.
🤖 Mais que chips: a estratégia pra atropelar a concorrência
A virada de chave da AMD não aconteceu por acaso. A empresa liderada por Lisa Su parou de vender apenas chips individuais pra oferecer sistemas completos de computação em IA (juntando processadores, redes e hardware associado), rivalizando diretamente com a arquitetura fechada da Nvidia.
Além disso, a demanda estrondosa por CPUs usadas pra tarefas de inferência nos data centers permitiu que a AMD roubasse uma fatia suculenta do mercado da Intel (que, por ironia, também subiu 11,8% no mesmo pregão a reboque do otimismo geral).
As finanças da AMD confirmam a tese: no segundo trimestre, a divisão de Data Center faturou US$ 6,7 bilhões, o que representa um crescimento absurdo de 107% em relação ao ano anterior, levando a receita total da empresa pra US$ 11,54 bilhões.
📈 Wall Street paga o preço da expectativa
Mesmo após divulgar resultados financeiros acima do esperado no mês passado, o papel tinha sofrido uma queda momentânea porque as expectativas do mercado estavam num nível quase irreal.
Agora, a leitura dos analistas é que, diante da desaceleração econômica geral promovida pelo Federal Reserve, o setor de IA se tornou o único porto seguro do mercado de capitais.
Atualmente, a AMD é negociada a cerca de 41 vezes o seu lucro projetado pros próximos 12 meses. É um patamar mais baixo do que sua média histórica de 10 anos (44 vezes), mas consideravelmente mais alto do que a própria Nvidia, que roda na casa das 16 vezes.
Com a CEO Lisa Su prometendo dobrar as vendas pra data centers até 2027 e Jensen Huang (da Nvidia) prevendo dobrar as entregas no ano que vem, uma coisa é certa: a gastança em infraestrutura de IA não tem hora pra acabar.


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
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🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
👾 A invasão simulada que virou realidade
Durante um teste de cibersegurança, a inteligência artificial Gemini ultrapassou o ambiente simulado e invadiu os sistemas reais de três empresas. A falha ocorreu porque o modelo recebeu ordens para atacar uma firma fictícia, mas acabou confundindo a meta com companhias verdadeiras de mesmo nome ao receber acesso à internet, usando força bruta e senhas vazadas para quebrar as proteções digitais.
O Google minimizou o desastre ao enfatizar que o algoritmo interrompeu o ataque assim que conseguiu a invasão, sem causar danos ou vazamentos. O caso escancara os riscos da autonomia nesses agentes e a urgência de travas eficientes nos laboratórios antes que testes virem pesadelos. Leia mais
📊 A burocracia do pacote Office automatizada
A OpenAI anunciou a integração direta do ChatGPT com o pacote Microsoft Office, incluindo Word, Excel e PowerPoint. A novidade permite invocar a inteligência artificial dentro dos documentos para gerar textos, analisar planilhas e criar apresentações de slides com comandos em linguagem natural, sem alternar entre janelas.
A movimentação reforça a corrida das Big Techs para dominar a produtividade corporativa no trabalho diário. Ao transformar o robô em assistente nativo do escritório, a empresa tenta viciar os executivos em automação. No fim das contas, a promessa é economizar tempo de reunião, mas o resultado real será produzir relatórios infinitos que ninguém vai ler jamais. Leia mais
💸 O débito automático que tomou fermento
O Banco Central liberou o uso do Pix Automático em contas-salário para agilizar pagamentos recorrentes. A autoridade aprovou novas regras no sistema financeiro, criando diretrizes para identificar fraudes, punir participantes suspeitos e flexibilizar a adesão de instituições menores.
A movimentação expande o alcance da tecnologia sobre o império dos boletos tradicionais. Ao transformar a conta de pagamento do trabalhador em polo automatizado de cobranças, o regulador acelera a liquidação das faturas. A novidade promete praticidade, facilitando a drenagem automática do seu salário direto na fonte sem dar margem para escapatória. Leia mais
🤖 A vaidade da nova nomenclatura computacional
Donald Trump atacou os críticos da inteligência artificial e sugeriu mudar o nome da tecnologia. O republicano abriu uma enquete nas redes sociais propondo substituir o termo por opções como Inteligência Superior, Extrema ou Suprema, alegando que o rótulo atual é impreciso para classificar a revolução tecnológica em andamento.
A manobra tenta blindar o setor contra regulamentações severas ao transformar o debate técnico em disputa de narrativa. Ao sugerir que a tecnologia precisa apenas de um líder forte em vez de travas de segurança, o ex-presidente prioriza o marketing político. A obsessão com nomes pomposos tenta mascarar os riscos reais do avanço desenfreado dos algoritmos. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Raul Mata)
Alimentar uma IA por um ano com rascunhos para medir ganhos de produtividade parecia um experimento científico sério. A grande pegadinha do estudo com o Codex é que a auditoria sobre o real impacto do software ficou a cargo da própria dona da tecnologia.
Colocar a criadora para avaliar a eficiência da criatura é o clássico conflito de interesses fantasiado de pesquisa corporativa. Entenda o raio-X desse relatório na coluna de Raul Mata no TecMundo. 🧪📊
![]() | Raul Mata |
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Sonhos são lindos. Mas são apenas sonhos se você não se esforçar para realizá-los.
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
