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Calma, Altman: o tri vai ter que esperar

Criador do ChatGPT queria colocar as ações na Bolsa ainda este ano, mas o tombo recente da SpaceX e as contas no vermelho deram aquele banho de água fria.

29 de junho, segunda-feira

Aproveitando que a Seleção joga contra o Japão logo mais, celebramos o dia em que o Brasil finalmente tirou a zica do futebol e conquistou sua primeira Copa do Mundo em 1958, metendo um sonoro 5 a 2 na Suécia. Mas, pra além do show em campo e do surgimento de um menino de 17 anos chamado Pelé, esse evento foi o teste de estresse definitivo para as telecomunicações e transmissões radiofônicas do nosso país. Como a TV ao vivo cruzando o Atlântico ainda era pura ficção científica, os brasileiros dependeram de ondas curtas de rádio para acompanhar os jogos. As emissoras nacionais operaram verdadeiros milagres de engenharia de áudio pra driblar os ruídos, os atrasos e a estática do sinal, fazendo o país inteiro vibrar em tempo real com a narração que vinha direto de Estocolmo. ⚽🎙️

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IA & MERCADO
CALMA, ALTMAN: O TRI VAI TER QUE ESPERAR

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Sabe quando você planeja aquele evento grandioso, mas na última hora percebe que o look não tá combinando e decide cancelar? Pois é, a OpenAI está passando exatamente por isso, segundo uma reportagem do The New York Times.

O plano inicial do CEO Sam Altman era colocar a empresa na Bolsa de Valores (o famoso IPO) ainda no final de 2026, com a meta ambiciosa de alcançar uma avaliação de US$ 1 trilhão. Só que a realidade bateu na porta, os conselheiros pediram calma e o sonho do trilhão foi oficialmente empurrado pro ano que vem.

🕳️ Aprendendo com o tombo do vizinho

O grande culpado por esse surto de prudência atende pelo nome de Elon Musk. 

A SpaceX dele fez o maior IPO da história recentemente, atingindo a marca de US$ 1,77 trilhão, mas logo em seguida as ações entraram em queda livre. Pra completar, o mercado global de tecnologia está super volátil, com os investidores começando a questionar se as promessas de IA vão realmente se pagar

Com medo de flopar na estreia e não encontrar entusiasmo nos investidores comuns, a OpenAI resolveu puxar o freio de mão.

A verdade nua e crua é que a OpenAI gasta dinheiro como se não houvesse amanhã. Embora fature US$ 2 bilhões por mês e espere triplicar a receita de US$ 13 bilhões que teve em 2025, a startup ainda não dá lucro

Eles estão queimando rios de dinheiro construindo novos data centers, investindo em marketing e contratando mentes brilhantes do Google e da Meta. Diante desse cenário de “ostentação no débito”, os consultores sugeriram aceitar uma avaliação menor pra acelerar o IPO, mas Altman bateu o pé: menos de 1 trilhão ele não aceita (humilde, né?).

💸 Procurando o dinheirinho extra

Pra tentar fechar a conta e provar que é uma empresa madura, a criadora do ChatGPT está correndo atrás de novas formas de monetização.

A bola da vez são ideias experimentais, como colocar anúncios dentro do ChatGPT e fechar parcerias de e-commerce com gigantes como Shopify e Stripe, permitindo que você compre coisas direto pelo chat. Até o momento, o aplicativo principal deu uma travada na casa dos 900 milhões de usuários, falhando em alcançar a meta mística de 1 bilhão, o que deixou Wall Street meio desconfiada.

Pra dar a volta por cima, a OpenAI passou por uma limpa geral nos últimos meses sob o comando de Fidji Simo. A ordem agora é cortar as missões secundárias, o que incluiu descontinuar divisões que só davam prejuízo, como o gerador de vídeos Sora.

O foco total virou o mercado corporativo pra bater de frente com a rival Anthropic (criadora do Claude), que está comendo pela beirada e fazendo sucesso entre os desenvolvedores, enquanto o Gemini do Google ganha o público geral.

📢 Nem tudo é caos no Vale do Silício

Apesar dos dramas dignos de reality show, a OpenAI ainda tem cartas na manga.

O Codex, produto de programação deles, já tem mais de 5 milhões de usuários semanais, e a empresa soma 2 milhões de clientes corporativos. Além disso, eles acabaram de contratar Noam Shazeer, ex-Google e um dos criadores da própria arquitetura que faz o ChatGPT funcionar.

Entre processos judiciais por direitos autorais (inclusive do The New York Times) e muito drama financeiro, a IA continua tentando provar que vale cada centavo.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

📈 Micron passa a Meta

A febre da inteligência artificial fez mais uma vítima no ranking dos bilionários: a Meta. Embalada por resultados financeiros estrondosos e previsões otimistas, as ações da Micron dispararam, empurrando o valor de mercado da fabricante de chips para a casa de US$ 1,398 trilhão — o suficiente para ultrapassar a dona do Instagram e dar um susto momentâneo na Tesla de Elon Musk.

A arrancada consolida a companhia norte-americana como peça fundamental no fornecimento de memórias de alta largura de banda para as requisitadas GPUs da Nvidia. Com os clientes garantindo US$ 22 bilhões em compras antecipadas, o recado é claro: quem controla o hardware da IA dita o ritmo (e o preço) do mercado. Leia mais

🛑 Trump breca a OpenAI

A Casa Branca resolveu dar um “segura o tchan” na OpenAI. A pedido do governo de Donald Trump, o lançamento do novíssimo modelo GPT-5.6 foi freado e não vai chegar ao público geral de imediato, ficando restrito a um grupo seleto de parceiros corporativos pré-aprovados pelo próprio governo.

O motivo do freio de arrumação é a segurança nacional: a IA é tão potente em cibersegurança que Washington teme que ela vire uma arma digital na mão de hackers estrangeiros. Sam Altman aceitou o cala-boca temporário, mas reclamou internamente, avisando que esse tipo de intromissão estatal não pode virar o novo padrão da indústria. Leia mais

⌚ Hora de pagar a conta

A Swatch venceu uma batalha de gigantes nos tribunais e colocou a Samsung contra a parede. A justiça britânica considerou a sul-coreana culpada por violação de marca registrada, tudo porque a loja do Galaxy Watch estava recheada de mostradores digitais de terceiros que “homenageavam” descaradamente designs de grifes suíças como Omega e Tissot.

A brincadeira de imitar os clássicos analógicos induziu milhares de usuários ao erro e gerou uma cobrança salgada: a Swatch está exigindo uma bagatela de US$ 170 milhões em indenização. O tribunal já bateu o martelo sobre a culpa, e agora a dona da linha Galaxy espera para saber o tamanho exato do prejuízo por dar abrigo aos clones digitais. Leia mais

🤖 Adeus, chatbots; olá, agentes

A era dos chatbots comuns parece estar com os dias contados na OpenAI. Um estudo interno da empresa revelou que o uso de agentes de IA — aquelas ferramentas autônomas que realizam tarefas complexas sozinhas — atingiu impressionantes 97,7% entre seus próprios funcionários.

A pesquisa mostra uma migração acelerada para esses assistentes, com destaque para a expansão do uso entre profissionais que não têm nenhuma formação em programação. Além disso, as tarefas de longa duração e os fluxos de trabalho gerados pelo Codex deram um salto na rotina da companhia. Pelo visto, se até a dona do ChatGPT cansou de apenas “bater papo” com a IA, o resto do mercado que se prepare para a invasão da automação total. Leia mais

🌶️ Grok no “modo safadeza”

Elon Musk prometeu uma inteligência artificial sem filtros e o público levou a sério demais. Um relatório revelou que mais de 50% de todo o uso do Grok, a IA do X (antigo Twitter), é direcionado para a criação ou consumo de conteúdo adulto.

A postura “anti-woke” 🙄 e a falta de amarras éticas — que diferenciam o Grok de rivais certinhos como o ChatGPT — transformaram a ferramenta no refúgio favorito da internet para safadezas digitais e fanfics picantes. A xAI queria colonizar Marte e revolucionar a ciência com supercomputadores, mas, por enquanto, o que está pagando os servidores é a mais pura e clássica sem-vergonhice humana em formato de prompt. Leia mais

🧠 IA no “se Deus quiser”

Metade dos chefões corporativos globais está operando no modo de pura fé quando o assunto é governança de inteligência artificial. Uma pesquisa recente revelou que, embora as empresas usem a tecnologia para dar aquele tapa na produtividade diária, 50% delas admitem que falham ao tentar escalar seus projetos de IA por pura falta de estratégia e monitoramento.

A pressa para surfar o hype e não passar vergonha diante dos concorrentes atropelou o básico: a criação de regras claras. Sem governança sobre alucinações, vieses ou falhas nos algoritmos, os projetos bilionários empacam antes de sair do laboratório. No fim, colocar o robô para trabalhar é fácil; o difícil é gerenciar o estagiário digital sem causar um bug geral na firma. Leia mais

📄 ️COLUNA (por Stephanie Kohn)

O mal-estar corporativo contemporâneo reflete uma crise profunda de desconexão entre as expectativas dos profissionais e as exigências das lideranças. O avanço acelerado da automação e da inteligência artificial, em vez de aliviar a carga de trabalho, acabou intensificando a pressão por produtividade e gerando uma constante sensação de obsolescência iminente.

Esse cenário sobrecarrega a saúde mental dos colaboradores, que se veem presos a metas exaustivas e cobranças em tempo real, esvaziando o propósito das funções diárias. Se você quer entender as causas desse sintoma silencioso que adoece as equipes, investigue o diagnóstico na coluna completa de Stephanie Kohn no TecMundo. 🧠📉

Stephanie Kohn
Jornalista, psicanalista e cofundadora da Aurora, consultoria em saúde mental com foco no desenvolvimento de carreiras e culturas organizacionais. Foi Editora-chefe do The BRIEF e Head de Conteúdo da NZN. Com mais de 20 anos de experiência em conteúdo e liderança, atua na interseção entre saúde mental, mercado e tendências que estão mudando a forma como trabalhamos.

🤔 PENSAMENTOS DE SEGUNDA (voltamos pra sua alegria!)

👑 Nunca cometi um erro na minha vida. Pensei que tivesse cometido um uma vez, mas estava enganado.

🗣️ O homem inventou a linguagem para satisfazer sua profunda necessidade de reclamar.

💀 O tempo é um grande professor, mas infelizmente mata todos os seus alunos.

💎 As melhores coisas da vida são de graça. O resto é caro demais.

😇 Uma consciência tranquila é sinal inequívoco de memória ruim.

Imagem: Giphy

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • Produtividade do bem

    (livro, 272 páginas, em português)

    Ali Abdaal chuta o balde da cultura do burnout e prova que o segredo pra render mais não é o sofrimento, mas o bem-estar. Se o trabalho der prazer, as metas se resolvem sozinhas. 🧘‍♂️💼

  • Ameaça profunda

    (filme, 2020, 97 minutos)

    Após um terremoto destruir uma plataforma submarina, Kristen Stewart e a tripulação precisam caminhar pelo fundo do mar pra escapar. O problema? O oxigênio é curto e monstros aquáticos adoram carne humana. 🌊👾

  • Jogo da vida

    (livro, 176 páginas, em português)

    Tiago Brunet usa o futebol como metáfora pra ensinar a lidar com pressão e vencer batalhas internas. O manual pra parar de correr atrás da bola e levantar a taça. ⚽🏆

  • Kevin Can F… Himself

    (série, 1 temporada, 8 episódios)

    Allison McRoberts cansa de ser a esposa apagada de um marido egocêntrico em uma sitcom. Ao notar que seu futuro faliu, ela bola um plano sombrio pra retomar o controle da vida. 📺🔪

Ideias são baratas. Ideias são comuns. Todo mundo tem ideias. O que importa é a execução.

Casey Neistat, cineasta, vlogger e personalidade estadunidense do YouTube

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