Eles driblaram todo o mercado!

Como uma empresa “flopada” de notebooks virou o braço direito da Nvidia no boom tecnológico.

29 de julho, quarta-feira

O dia 29 de julho marca a virada de chave no modelo de negócios da maior gigante de softwares do planeta: em 2015, a Microsoft lançava em escala global o Windows 10! A empresa pulou direto do Windows 8 pro 10 (deixando o coitado do “Windows 9” no limbo dos softwares que nunca existiram) pra marcar uma ruptura total com a polêmica interface de blocos do antecessor. O Windows 10 nasceu sob o conceito de “Windows as a Service”, trocando as versões clássicas vendidas em caixinhas físicas por um ecossistema único atualizado continuamente pela nuvem. Foi com ele que a assistente Cortana ganhou espaço no desktop, o navegador Microsoft Edge chegou pra substituir o finado Internet Explorer e o ecossistema do Xbox se fundiu de vez com o PC. 🪟⚡

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IA & MERCADO
ELES DRIBLARAM TODO O MERCADO!

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Sabe aquela história clássica de quem não dá nada por alguém no começo e logo depois, uau, a pessoa aparece luxando em Ibiza? O mundo corporativo também tem dessas. 

Se você acha que a revolução da IA é feita só pelos gigantes do Vale do Silício ou por quem vive postando foto com a jaqueta de couro do CEO da Nvidia, precisa conhecer a Wistron

Essa fabricante taiwanesa era basicamente a rainha de montar computador baratinho e tomar prejuízo, até que resolveu fazer um rebranding de respeito e virou a espinha dorsal de toda a IA mundial.

🐄 A era das vacas magras (e dos iPhones)

Pra entender o babado, a gente precisa voltar um pouquinho no tempo. Lá em 2001, a Wistron nasceu como um braço da Acer focado naquela parte chata da tecnologia: montar o hardware

O problema é que montar PC pros outros dá uma margem de lucro tão baixa que mal paga o café do escritório. Em 2017, eles tentaram virar o jogo fabricando iPhones na Índia, mas o negócio deu errado, teve treta trabalhista e a conta simplesmente não fechou. 

Então, eles pularam fora do barco dos smartphones em 2023, e parecia que a empresa estava destinada ao esquecimento.

Só que o presidente do conselho deles, Simon Lin, já tinha feito a jogada de mestre anos antes. Em 2017, enquanto todo mundo só queria saber de celular, a Wistron fechou uma parceria com a Nvidia pra montar placas gráficas de videogame

Parecia só um negócio ok, até que o ChatGPT deu as caras no final de 2022 e o mundo surtou por chips de IA. Detalhe: esses chips precisam de servidores gigantescos pra funcionar, coisa do tamanho de geladeiras e pesando até seis toneladas. 

E adivinha quem já tinha a expertise de anos pra construir essa estrutura toda? Exatamente, a Wriston.

🧨 Modo turbo

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O resultado dessa amizade? A Wistron simplesmente explodiu em vendas

Os caras fecharam 2025 com uma receita surreal de US$ 70,2 bilhões (com 70% disso vindo direto dos servidores) e pularam quase 300 posições no ranking da Fortune Global 500, parando no 198º lugar

O ritmo está tão insano que a Nvidia já reservou a capacidade inteira da fábrica novinha deles até o fim desse ano. A coisa tá voando de um jeito que eles tiveram que alugar até uma antiga fábrica têxtil do lado só pra dar conta de montar mais servidor. 

O ritmo antigo de lançar produto a cada três anos virou poeira; agora é uma revolução por ano!

E não pra por aí, porque até com a política dos EUA os caras tiveram que rebolar. Quando o fantasma das tarifas de importação apareceu, a Wistron não pensou duas vezes: pegou US$ 761 milhões e foi construir complexos gigantescos no Texas pra montar os supercomputadores da Nvidia direto em solo americano

Tiveram que treinar a equipe toda do zero e importar equipamentos do sudeste asiático, mas deu supercerto. Além de fugir dos impostos, ficou bem mais fácil entregar essas geladeiras tecnológicas de seis toneladas sem ter que cruzar o oceano de navio.

⏳ Preguiça tática e visões de futuro

No fim das contas, Simon Lin se define ironicamente como um CEO meio preguiçoso, aquele tipo de líder que prefere focar no que realmente importa em vez de tentar abraçar o mundo. 

Ele atua como o 'advogado do diabo' nas horas boas e o maior incentivador nas horas ruins. Curiosamente, mesmo sendo o cara que viabilizou a infraestrutura da maior febre tech do século, ele confessa que só usa IA pra fazer pesquisas básicas e duvida que o robô vá tomar o emprego dele tão cedo

Errado não tá!

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

💰 Desafio aceito (ou quase isso)

Elon Musk foi desafiado pelo economista Daron Acemoglu, vencedor do Nobel, a doar toda a sua fortuna de US$ 1 trilhão pra caridade até 2036. A provocação no X veio após Musk soltar que o dinheiro não valerá nada no futuro graças à IA. O bilionário topou o papo, desde que a doação ajude a humanidade de verdade e não alimente burocracia inútil.

Historicamente criticado por doações modestas frente ao seu patrimônio astronômico, Musk já alegou no passado que é difícil fazer filantropia eficiente. Resta saber se o homem mais rico do mundo vai mesmo assinar o cheque ou se é só mais um debate acalorado pra movimentar o algoritmo da própria rede social. Leia mais

⚙️ Impressora de chips

Em um movimento ousado pra driblar os bloqueios dos Estados Unidos e da Europa, a China deu início à produção em massa de suas próprias máquinas de litografia ultravioleta profunda (DUV) por imersão. Liderado pela estatal Shanghai Aishengna, o projeto quer entregar as primeiras unidades ainda este ano pra gigantes locais como SMIC e Hua Hong, com meta de alcançar 20 equipamentos fabricados até 2027.

O avanço não ameaça imediatamente o império da holandesa ASML, mas causou um leve pânico em Wall Street e fez despencar as ações das empresas ocidentais de semicondutores. No fim das contas, Pequim cansou de implorar pela chave do parquinho alheio e resolveu construir a própria fábrica de brinquedos. Leia mais

🕊️ Bandeira da paz

A Anthropic correu pra apagar o incêndio e negou que pretenda proibir modelos de inteligência artificial de código aberto. O CEO Dario Amodei esclareceu que a prioridade da empresa é garantir regras rígidas pra grandes sistemas fechados, sem sufocar a inovação dos desenvolvedores independentes que distribuem códigos livres pelo mundo.

Apesar da fala apaziguadora, a empresa manteve o tom alarmista sobre a China, alertando que o avanço oriental exige vigilância total dos Estados Unidos. No fim das contas, a dona do Claude jura que ama a comunidade dev, mas não perde a chance de jogar uma lenha na fogueira da paranoia geopolítica. Leia mais

🛒 SuperApp de entregas

A 99 lançou oficialmente em São Paulo o 99Compras, novo serviço integrado ao seu aplicativo pra entregar itens de supermercado, farmácia e pet shop. A novidade permite fazer pedidos em grandes redes e receber os produtos em casa de forma rápida, aproveitando a vasta frota de entregadores da empresa na capital paulista.

A expansão coloca a plataforma em rota de colisão direta com gigantes consolidadas do setor, como iFood e Rappi. Com essa cartada, o aplicativo quer provar que não serve apenas pra pedir carona na correria, mas também pra abastecer a despensa sem você precisar sair do sofá. Leia mais

✍️ Chega de plágio

A OpenAI atualizou o ChatGPT pra proibir pedidos que solicitem a cópia do estilo de escrita de autores protegidos por direitos autorais. A partir de agora, o chatbot se recusa a criar textos simulando a voz de escritores consagrados, sugerindo no lugar uma descrição de estilo genérica sem usar o nome do autor original.

A medida tenta aliviar a pressão dos constantes processos judiciais movidos por escritores e editoras contra a empresa por uso indevido de obras. Pelo visto, quem esperava usar a IA pra criar um romance inédito “à la” Stephen King vai ter que aprender a desenvolver a própria voz literária na raça. Leia mais

🏠 Siri de dona de casa

A Apple decidiu invadir a sua sala de vez e prepara o lançamento de três novos dispositivos focados em automação residencial, todos movidos pela nova geração da Siri com inteligência artificial. O carro-chefe será uma central doméstica com tela quadrada de 7 polegadas pra pregar na parede, acompanhada por versões atualizadas da Apple TV e do HomePod mini.

O novo painel inteligente terá reconhecimento facial pra mudar a tela de acordo com quem estiver olhando, permitindo controlar fechaduras, olhar câmeras e atender o interfone. Depois de comer poeira da Amazon e do Google no ecossistema de casa conectada, a Maçã resolveu colocar a Siri pra trabalhar de verdade como governanta do lar. Leia mais

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • Inabalável: como levar uma vida plena e sem estresse

    (livro, 336 páginas, em português)

    Mo Gawdat e Alice Law oferecem ferramentas científicas e práticas pra mudar sua relação com o estresse e viver melhor. Afinal, surtar por qualquer coisa já saiu de moda há tempos. 🧘‍♂️⚡

  • Alerta de textão (do bem) sobre saúde mental

    (e-book, 15 páginas, gratuito)

    Descubra os reais motivos por trás do colapso mental corporativo e como os líderes (daqui e do futuro) precisam agir antes que o turnover vire um deus nos acuda. O download é gratuito! 🤯💼

  • O tempero que faltava no universo dos deliverys

    (matéria, no seu tempo)

    Há um ano, a 99Food chegou prometendo abalar o mundinho de um mercado que parecia acomodado. Clica no link pra ler a matéria completa e conhecer como foram os resultados desse primeiro ano de operação. 🛵 📈

  • O diário de um CEO

    (livro, 320 páginas, em português)

    Steven Bartlett reúne leis atemporais do sucesso baseadas em psicologia e ciência comportamental. O guia definitivo pra prosperar no trabalho sem precisar atualizar o método a cada nova moda de gestão. 💼📊

A fama é uma faca de dois gumes: ela pode te dar status e popularidade, mas também te fazer perder a motivação e a criatividade.

Mouloud Benzadi, autor, tradutor e pesquisador anglo-argelino

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