Na Meta o RH é um robô?!

Processo acusa Meta de usar IA com viés pra escolher quem seria demitido de forma injusta.

16 de julho, quinta-feira

O dia 16 de julho marca o ápice do maior e mais secreto projeto de pesquisa e desenvolvimento do século 20. Em 1945, o Projeto Manhattan realizava no deserto do Novo México a Experiência Trinity, a primeiríssima detonação de uma arma nuclear na história. O protótipo, apelidado pelos cientistas de “The Gadget” (O Dispositivo), era uma esfera de plutônio envolvida em uma fiação tão complexa e caótica que parecia uma gambiarra gigante de laboratório. Quando o botão de “play” foi apertado, a explosão foi tão absurda que derreteu a areia do deserto ao redor, transformando-a em um vidro verde e brilhante batizado de “trinitita”. Foi o início oficial da Era Atômica — com um teste de estresse militar que mudou a geopolítica global para sempre. 💥🧪

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IA & MERCADO
NA META O RH É UM ROBÔ?!

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Imagina você ralar pra caramba na firma e, do nada, descobrir que o seu destino foi decidido por um algoritmo que sequer bate ponto. Pois é, caro leitor. 

O babado da vez é que a Meta está enfrentando acusações seríssimas de que teria usado sua própria IA (que convenhamos, às vezes não acerta nem uma receita de bolo) pra passar o facão em milhares de funcionários no início deste ano.

✈️ Férias? Pro robô é demissão

A fofoca jurídica começou quando 26 ex-funcionários, incluindo engenheiros, designers e até um diretor, decidiram processar a gigante da tecnologia

Segundo a Reuters, a galera alega que a Meta usou uma plataforma interna de IA chamada Checkpoint pra definir quem ia pro olho da rua. O critério? Métricas de produtividade super confusas e até o uso de tokens de modelos de linguagem (LLM).

O grande problema é que a IA, além de fria, se mostrou bem incompreensiva, e quase metade dos autores do processo afirma que foi demitida após tirar licença-maternidade ou paternidade. Aparentemente, o algoritmo “Checkpoint” tem a profundidade emocional de uma porta e simplesmente não conseguiu distinguir uma licença médica ou luto de pura falta de engajamento no trabalho.

E a coisa fica ainda mais bizarra: um diretor anônimo revelou que a chefia chegou a desencorajá-lo de tirar uma licença médica recomendada por médicos. O medo do chefe dele era real e bem fundamentado: o robô da Meta veria os dias de folga como inatividade e colocaria o nome do coitado na lista negra da demissão. É mole ou quer mais?

🥊 O contra-ataque dos humanos

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Agora, a galera demitida quer que a justiça impeça a Meta de desligá-los em definitivo enquanto correm os processos individuais

O caminho é longo por conta de acordos legais passados, mas eles não pretendem deixar barato. Do outro lado, o Mark Zuckerberg e sua equipe estão correndo pra apagar o incêndio.

Em comunicado oficial à Reuters, um porta-voz da Meta negou tudo e jurou de pé junto que a IA não teve nada a ver com as decisões do RH. Segundo eles, as escolhas de demissão e gestão de pessoas “eram e são tomadas por humanos”. 

Se foi erro humano ou do robô, a justiça vai decidir, mas que o climão na firma ficou pesado, isso ficou.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

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  • Crítica

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🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

🎢 Montanha-russa dos chips

A SK Hynix resolveu dar um susto de infarto nos investidores. Depois de despencar no início da semana, as ações da gigante sul-coreana subiram mais de 8% em Seul, puxando todo o setor de tecnologia na Ásia de volta para o azul.

O respiro de alívio veio após os papéis da fabricante de memórias para IA dispararem 27% em Nova York. O mercado celebrou a ressurreição, mas os analistas continuam com o calmante na mão. Afinal, a relação do mercado financeiro com a inteligência artificial está igual a namoro de adolescente: um dia é amor eterno com juras de trilhões de dólares, no outro é puro drama e ameaça de término. Leia mais

🪦 Marketing de cemitério

A Anthropic decidiu promover seu chatbot Claude com uma vibe meio gótica. A empresa lançou um comercial bizarro que começa perguntando se a IA é confiável e emenda um “quem vai pisar no freio se precisarmos?” com imagens de centenas de lápides em um cemitério e incêndios.

Nas redes sociais, o clima de velório não caiu muito bem e o comercial virou piada. Até Sam Altman, CEO da OpenAI, não perdeu a chance de alfinetar a rival, comentando que achou que o vídeo “fosse sátira”. A Anthropic jurou que o objetivo era apenas levantar “perguntas difíceis”. Pelo visto, a única pergunta difícil ali é saber quem aprovou esse roteiro. Leia mais

🥱 A grande depressão da firma

O desânimo no escritório custou a bagatela de US$ 10 trilhões à economia global, segundo a Gallup. O relatório mostra que 80% dos trabalhadores do planeta estão desmotivados e operando no mais puro “tanto faz” corporativo.

Mas calma, a culpa não é do trabalho em si: 80% das pessoas dizem gostar do que fazem. O problema é o ambiente e a má gestão. Para o CEO da consultoria, consertar a cultura das empresas e criar líderes decentes pode ser um desafio de engenharia humana mais difícil do que colonizar Marte. Enquanto o RH não descobre a fórmula mágica, o mundo continua pagando trilhões pelo clássico “fazer o mínimo para não ser demitido”. Leia mais

🍏 “Me processa”

A OpenAI respondeu ao processo da Apple afirmando que as acusações de roubo de segredos comerciais não passam de choro sem fundamento. A Maçã acusa a startup de usar informações confidenciais — contrabandeadas pelos ex-funcionários Tang Tan e Chang Liu — para acelerar seus próprios planos de lançar dispositivos de hardware com IA até 2027.

Em sua defesa, a OpenAI garante que fez um pente-fino interno e não achou nenhuma prova de que esses dados tenham cruzado sua fronteira. A dona do ChatGPT diz não ter o menor interesse em segredos alheios. Se a parceria entre as duas no iPhone já estava com clima de casamento frio, agora a relação subiu no telhado de vez. Leia mais

🏷️ Liquidação de tokens

A OpenAI está cogitando baratear as conversas com o ChatGPT. Segundo o Wall Street Journal, executivos da empresa estudam reduzir significativamente o preço cobrado por tokens — a unidade usada para medir e precificar o uso de inteligência artificial.

A ideia é que os usuários consigam acessar modelos mais potentes pagando bem menos. Mas a caridade tem motivo: a pressão das concorrentes chinesas (que oferecem ferramentas equivalentes quase de graça) está tirando o sono de Sam Altman. Só falta combinarem com os investidores se essa queima de estoque não vai derreter de vez as margens de lucro da empresa. Leia mais

📄 ️COLUNA (por Lucian Fialho)

O Hermes é um inovador agente de inteligência artificial criado para transformar fluxos de trabalho ao converter conversas e reuniões em planos de ação práticos instantaneamente. Integrada a plataformas como o Slack, a ferramenta identifica decisões e atribui tarefas de forma autônoma, eliminando o trabalho manual de pós-reunião.

O projeto exemplifica como profissionais podem orquestrar agentes para otimizar processos em vez de apenas executar tarefas. Automatize sua rotina e entenda o impacto desse agente acessando a coluna completa de Lucian Fialho no TecMundo. 💬🤖

Lucian Fialho
CTO e cofundador da Métricas Boss, programador e especialista em tecnologia e dados.

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

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    Cinco jovens em Manhattan tentam equilibrar a obsessão por carreira e a busca por felicidade. A receita perfeita para uma crise de burnout antes mesmo dos trinta anos. 🏙️💼

Percebi que ser feliz não tem necessariamente a ver com chegar lá; tem a ver com como se chega lá.

Ben Huh, empresário sul-coreano-estadunidense e ex-CEO da The Cheezburger Network

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