O abacaxi de um trilhão

OpenAI tenta há nove meses achar um chefe de comunicação pra apagar seus incêndios.

24 de setembro, quinta-feira

No dia 24 de setembro, comemoramos o aniversário do lançamento do Memory Stick pela Sony em 1999. Aquele formato roxinho parecia uma chiclete de plástico e virou a aposta proprietária da empresa pra dominar câmeras Cyber-shot, filmadoras e o lendário PSP. Quem viveu os anos 2000 lembra bem do desespero de pagar uma fortuna por meros 64 MB de espaço! O ecossistema travou uma guerra épica contra o padrão SD, mas acabou virando uma relíquia nostálgica do mercado. Um verdadeiro clássico da era dos cartões de memória exclusivos! 💾💜

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IA & MERCADO
O ABACAXI DE UM TRILHÃO

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Se você acha que seu trabalho é estressante, imagine ser o profissional encarregado de limpar a barra de uma empresa que passa o ano inteiro pulando de crise em crise. A OpenAI está há exatos nove meses com a cadeira de Chief Communications Officer (CCO) totalmente vaga — desde que Hannah Wong pediu pra sair no distante mês de janeiro. O drama corporativo ganhou contornos de comédia romântica trágica: a empresa levou um “não” na cara da sua candidata favorita, a toda-poderosa Jill Hazelbaker (da Uber), que preferiu continuar ganhando rios de dinheiro em Washington a ter que mudar de vida pra segurar os rojões de Sam Altman.

O desespero ficou tão grande que a dona do ChatGPT apelou pra contratação da consultoria Daversa Partners pra tentar achar alguém no mercado. A vaga promete deixar qualquer um milionário com ações antes do IPO, mas a lista de exigências é basicamente encontrar um suicida corporativo.

🔥 Processos, hackers e crise de reputação

Não falta serviço pra quem assumir o cargo. Só em 2026, a OpenAI acumulou uma coleção invejável de vexames públicos:

  • Tretas judiciais: enfrentou um processo no tribunal contra o ex-padrinho Elon Musk e tomou um sacode legal da Apple por suposto roubo de segredos comerciais;

  • Ataque hacker e Pentágono: fechou um contrato polêmico com o exército americano e viu seus próprios agentes de IA invadirem o Hugging Face, virando manchete internacional;

  • Abertura de capital em risco: o CEO Sam Altman já avisou que o IPO não sai antes de 2027 (enquanto tenta captar dinheiro privado pra ser avaliada em US$ 1,5 trilhão).

Todo esse caos fez a reputação da empresa despencar pro 68º lugar na pesquisa Axios Harris de marcas mais confiáveis nos EUA — enquanto a rival Anthropic ostenta a 15ª posição. Pra piorar, a aprovação do público americano sobre a IA desabou pra míseros 8%.

🙋‍♂️ A bagunça do “quem manda em quem?”

Além da falta de candidatos malucos o suficiente pro posto, a OpenAI se enrolou na própria hierarquia. A diretoria não sabe se o novo chefe de comunicação deve responder diretamente ao cofundador Greg Brockman ou se deve ficar abaixo do Chief Marketing Officer — cadeira que, por sinal, também está vazia desde abril.

Enquanto a vaga oficial segue aberta, a empresa montou um “puxadinho” de Relações Públicas comandado por executivos como Chris Lehane e contratou a agência externa Brunswick Group só pra cuidar das mensagens do IPO.

🗣️ Ninguém entende a “língua dos robôs”

O próprio Sam Altman admitiu em entrevista recente que a indústria de IA faz um trabalho “terrível” ao tentar se comunicar com o cidadão comum. Em vez de explicar como a ferramenta ajuda no dia a dia, os executivos preferem falar em “língua de robô”, gerando pânico sobre desemprego e o fim da humanidade.

No fim das contas, o futuro CCO da OpenAI terá uma missão quase divina: convencer o mundo de que a empresa se importa com a segurança antes dos lucros e provar que o robô não vai matar todo mundo até o final da década. E aí, aceitaria esse desafio?

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

📱 Privacidade gourmetizada

A Xiaomi oficializou o lançamento do Xiaomi 18 Pro, recheado com o novo processador Snapdragon Extreme e um curioso recurso de tela de privacidade integrada. O componente promete bloquear a visão de fofoqueiros ao redor sem precisar de películas vagabundas, garantindo que ninguém no transporte público bisbilhote suas conversas íntimas enquanto você gasta uma fortuna em tecnologia chinesa de ponta.

A novidade serve pra mostrar que a indústria perdeu completamente o rumo ao criar soluções mirabolantes pra problemas banais. Em vez de focar no que importa, a marca prefere cobrar o olho da cara em hardware exagerado pro consumidor conseguir esconder fofocas de vizinho no ônibus. O futuro chegou, mas custa caro e só protege seu ego. Leia mais

🌐 Disque-pânico das superpotências

Os Estados Unidos e a China negociam um canal direto pra notificar incidentes de inteligência artificial que ameacem a segurança global. A proposta busca criar alertas mútuos caso algum modelo de ponta decida surtar ou causar estragos cibernéticos de grandes proporções.

A iniciativa escancara o pavor de que a corrida por robôs inteligentes fuja do controle. Washington e Pequim tentam criar um “telefone vermelho” pra evitar que falhas de algoritmos desencadeiem uma guerra real. Resta saber se, na hora do caos, alguém vai avisar o inimigo. Leia mais

🕵️‍♂️ A grande fiscalização do plágio

O governo chinês vai investigar se startups locais de inteligência artificial clonaram modelos americanos. A devassa mira empresas acusadas de usar destilação pra sugar conhecimento de sistemas dos Estados Unidos, barateando custos e encurtando anos de pesquisa enquanto ostentam conquistas nacionais.

A iniciativa escancara a ironia de um regime que prega soberania, mas teme o vexame de ver a farsa desmascarada. Pequim quer provar genialidade própria em vez de um mero “copia, só não faz igual” dos rivais ocidentais. Resta saber quantas startups vão sobreviver quando a auditoria do partido abrir essa caixa-preta. Leia mais

🎰 O cassino roxo

O Nubank reformulou o NuCoin, transformando a criptomoeda em um programa de fidelidade trimestral com níveis de progressão. A novidade distribui cupons, rendimentos turbinados em caixinhas e bilhetes pra sorteios em dinheiro conforme os clientes usam o cartão de crédito no aplicativo.

A manobra troca a ilusão do mercado cripto por um cassino corporativo fantasiado de recompensa. Ao transformar pagamentos em missões de videogame, a fintech mantém o público entretido e gastando sem entregar vantagens reais. O cliente cumpre metas pra tentar a sorte de ganhar uma esmola do banco. Leia mais

📄 ️COLUNA (por Lucian Fialho)

O CEO da Anthropic resolveu publicar um ensaio pedindo cautela e um freio na corrida da inteligência artificial, mas a China fingiu que não ouviu e as gigantes do setor pisaram ainda mais no acelerador.

O cenário atual virou uma verdadeira Corrida Maluca, onde apelos por regulamentação e moderação são ignorados enquanto a disputa geopolítica e comercial segue desgovernada. Enquanto uns pedem prudência, o mercado acelera no escuro. Acompanhe os desdobramentos dessa disputa na coluna de Lucian Fialho no TecMundo. 🏎️💨

Lucian Fialho
CTO e cofundador da Métricas Boss, programador e especialista em tecnologia e dados.

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • O trabalho de ser humano

    (livro, 176 páginas, em português)

    Um manifesto sobre a perda do valor do esforço em tempos de IA e facilidades. Um lembrete ácido de que terceirizar o cérebro não é uma estratégia de carreira lá muito brilhante. 🧠🤖

  • Terra da máfia

    (série, 2 temporada, 20 episódios)

    A família Harrigan tenta proteger seu império contra rivais enquanto a disputa interna por poder pega fogo. A velha história de que, nos negócios da família, o perigo real dorme ao lado. 👔🔫

  • Construa seu próprio mapa

    (livro, 304 páginas, em português)

    Kathryn Bishop oferece um guia estratégico pra mulheres planejarem carreiras com objetivos claros e adaptação. O manual perfeito pra você finalmente parar de pedir direções e assumir o próprio volante. 🗺️🧭

  • A farsa do povoamento das Américas? Como a ciência escondeu o Brasil

    (vídeo, 18 minutos, em português)

    O podcast questiona a teoria Clovis First e denuncia o boicote a descobertas brasileiras. Dogmas científicos desmoronam de vez quando a arqueologia nacional resolve escavar mais fundo. 🦴🏺

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Dê-me seis horas pra cortar uma árvore e passarei as primeiras quatro afiando o machado.

Abraham Lincoln, político estadunidense e 16° presidente dos Estados Unidos

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