- The BRIEF
- Posts
- O dilema do ‘bom dia’
O dilema do ‘bom dia’
Diferenças de comunicação entre gerações já afetam a rotina corporativa e podem influenciar até a percepção de profissionalismo.

3 de setembro, quinta-feira
No dia 3 de setembro, comemoramos o aniversário de fundação do AuctionWeb em 1995, a plataforma criada por Pierre Omidyar que viraria o eBay. O primeiro item vendido no site foi uma ponteira de laser quebrada, arrematada por US$ 14 por um colecionador de objetos defeituosos. Esse negócio inusitado provou que existia mercado pra absolutamente tudo na rede. Omidyar escreveu o código do AuctionWeb durante um fim de semana prolongado, sem cobrar nada pelo uso no início. Quando a conta de hospedagem do site explodiu devido ao tráfego de leilões, ele começou a cobrar pequenas taxas e viu o faturamento disparar. O ecossistema do e-commerce pioneiro cresceu tão rápido que a infraestrutura de servidores vivia travando, mostrando que o comércio entre pessoas comuns era o novo gigante do mercado digital. O marco zero das compras online como conhecemos hoje! 🛒📦
CONTEÚDO PATROCINADO POR STARIAN
O HYPE ACABA, A “MÃO NA MASSA” COMEÇA

Imagem: Giphy
Como construir capital intelectual em inteligência artificial se, quando você termina de aprender uma coisa, outras três já mudaram? Em um mercado onde os modelos, ferramentas e possibilidades evoluem em ritmo acelerado, acompanhar as novidades é uma parte bem pequena da equação.
E, observando o andar dessa carruagem, as empresas perceberam que não basta desenvolver um software e chamar de inovação; é preciso construir ecossistemas que sejam capazes de crescer, integrar tecnologias, desenvolver novas verticais e acompanhar movimentos como M&A e a evolução do mercado SaaS. Essa troca de conhecimento vai ganhar espaço no Proud Tech Summit, evento gratuito promovido pela Starian — uma empresa especialista em software e tecnologia que desenvolve e conecta negócios em diferentes verticais — pra reunir a comunidade em torno de produto, inteligência artificial, tecnologia, conhecimento e conexões.
A edição terá a AWS como parceira oficial e já conta com nomes como Alexandre Quintella Messina, Partner da Lovebale e Founder da VibeLabs; Emilio Cini Simioni, Especialista em Cyber Segurança no Itaú; e Gabriel Costa, Fundador do GLA e Merlin.
Se construir um repertório em tecnologia exige aprender com quem também tá colocando a mão na massa, essa conversa com certeza merece um espaço na sua agenda.
👉 As inscrições já estão abertas, então não fica aí moscando: clica aqui, conheça a programação e garanta sua vaga no Proud Tech Summit.
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
O dilema do ‘bom dia’ - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
💸 O pedágio do robô nos EUA
🤖 A virada de chave nas corporações
🚘 Corte de custos no banco da frente
🖥️ A farra do silício com bênção do Congresso
📺 Briga de pixels em alta definição
🎓 Manual de etiqueta corporativa pra novatos
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir
Frase do dia - pra refletir, concordar, discordar e compartilhar
Recebeu a news de um amigo? |
CARREIRA & MERCADO
O DILEMA DO ‘BOM DIA’

Giphy
A Geração Z descobriu que o mercado de trabalho tem um idioma próprio e, aparentemente, ninguém entregou o dicionário na integração.
Pra 80% dos jovens entrevistados em uma pesquisa nos EUA, diferenças geracionais na linguagem são um desafio no trabalho. Entre os baby boomers, só 30% disseram o mesmo.
🫰 O problema não é o ‘delulu’
A pesquisa, encomendada pela Sunny Workplace à Censuswide com 2.004 trabalhadores americanos, mostra que a confusão tá dos dois lados.
Enquanto 76% dos boomers não sabiam o que significa “delulu” (uma forma de dizer que alguém está sendo delirante ou vivendo uma fantasia), 66% não conheciam “rizz” (charme ou habilidade pra conquistar alguém) e 61% não entendiam “no cap” (algo como “falando sério”).
Do outro lado, a Geração Z também tropeçou no corporativês: só 22% disseram saber exatamente o significado de “engolir o choro” e 25% de “pensamento inovador”.
Só que, pra líderes, a questão mais interessante está menos na gíria e mais nas regras invisíveis de comunicação. Um “oi, chefinho” pode parecer absolutamente normal pra um jovem, mas, pra alguém que espera um “bom dia” mais formal, pode soar quase como se o remetente tivesse entrado na sala de reunião de chinelo.
🖥️ O e-mail virou campo minado
A sociolinguista Betsy Sneller, da Michigan State University, aponta o e-mail como um dos pontos de maior atrito. Profissionais mais velhos tendem a tratá-lo como uma comunicação formal e relativamente permanente, enquanto mensagens instantâneas ficam pra assuntos rápidos. Quem cresceu no WhatsApp e nas outras redes sociais pode não enxergar essa mesma fronteira.
Resultado: falta de saudação, pontuação ou um tom mais direto podem ser interpretados como grosseria quando, na cabeça de quem escreveu, era apenas… terça-feira. Pra gestores, isso sugere que parte do onboarding precisa ensinar não apenas processos, mas também como aquela empresa espera que as pessoas se comuniquem.
A pandemia embaralhou ainda mais essas regras. Novos profissionais perderam justamente uma das formas mais naturais de aprender códigos corporativos: observar colegas experientes no dia a dia. Em vez de acompanhar alguém que conhece os atalhos do escritório há 20 anos, muitos passaram a aprender por reuniões no Zoom, chats e documentos compartilhados.
A IA entrou nessa equação como uma espécie de professor particular de etiqueta corporativa. Jovens já recorrem a ferramentas de IA pra descobrir como escrever mensagens mais formais, mas existe um porém: o texto pode ficar correto demais, com aquela energia de “Prezados senhores, espero que esta mensagem os encontre bem” às 7h42 de uma segunda-feira.
🧒 O “inimigo” agora é outro

Giphy
A boa notícia é que transformar isso em uma guerra entre gerações seria perder o ponto. Uma meta-análise publicada no Journal of Organizational Behavior encontrou poucas diferenças geracionais sistemáticas e significativas em diversos resultados do trabalho.
Pra executivos, o insight é mais útil: não basta presumir que todo mundo conhece os mesmos códigos. Empresas podem reduzir ruído deixando explícitos canais, níveis de formalidade e expectativas de comunicação, além de criar mais oportunidades presenciais ou informais de aprendizagem.
E vale lembrar que a roda continua girando: 41% da própria Geração Z não sabia o que “Ohio” significava na pesquisa, enquanto 75% não entendiam completamente ou não usariam “skibidi”. A Geração Alfa já está chegando com o próximo dialeto.


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
Google apresenta Gemini 3.8 Flash e versão Cyber voltada para pesquisa em segurança
Como filme da Netflix adaptou livro best-seller de Alex North
Vírus rouba contas do Claude para gastar créditos de usuários
TSE rejeita multa pela divulgação de vídeo de Bolsonaro
Vírus inédito usa central multimídia de carros para aplicar golpes digitais
App do Disney+ exibe erro e para de funcionar em TVs Samsung
🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
💸 O pedágio do robô nos EUA
Um novo projeto de lei no Congresso americano propõe criar um imposto sobre inteligência artificial pra socorrer o mercado de trabalho. A ideia é aplicar uma taxa de 2% sobre o processamento de tokens e 3% sobre o faturamento de big techs caso o desemprego atinja 5%, aumentando as alíquotas se as demissões em massa continuarem. A arrecadação financiaria a criação de novas vagas e a requalificação de profissionais afetados.
Até Sam Altman, da OpenAI, já bateu papo com os parlamentares e concordou que o público deve beliscar essa bolada. O Tio Sam percebeu que, se os robôs continuarem tomando empregos nesse ritmo, daqui a pouco nem a IA vai ter pra quem vender seus serviços no fim do mês. Leia mais
🤖 A virada de chave nas corporações
As empresas que mais ganham dinheiro com inteligência artificial pararam de tratar a tecnologia apenas como um acessório e passaram a redesenhar seus processos de trabalho do zero. Estudos mostram que os maiores retornos financeiros vêm do reposicionamento de equipes, da automação de fluxos operacionais completos e do treinamento focado em substituição de rotinas repetitivas, e não do uso de ferramentas isoladas.
A estratégia exige reorganizar departamentos inteiros pra IA atuar como motor central dos negócios. No fim do dia, as corporações sacaram que colocar assistente virtual pra fazer minuta de reunião é legal, mas o lucro de verdade aparece quando a máquina assume o trabalho pesado e o chefe finalmente descobre quem trabalhava de fato na firma. Leia mais
🚘 Corte de custos no banco da frente
A Uber anunciou um corte brutal de 10% em sua força de trabalho global em uma tentativa de enxugar estruturas e simplificar processos internos. A demissão em massa afeta principalmente cargos corporativos e níveis intermediários de gerência, com a liderança alegando a necessidade de eliminar burocracias desnecessárias e focar em agilidade operacional pra sustentar as margens de lucro.
A reestruturação busca deixar a companhia mais leve e focada nas divisões mais rentáveis de mobilidade e entregas. No final das contas, a diretoria percebeu que a plataforma vive cheia de passageiros buscando viagens mais baratas, mas, na hora de cortar custos na própria sede, preferiu acionar a opção “Uber Passarinho” e mandar todo mundo voar. Leia mais
🖥️ A farra do silício com bênção do Congresso
O Senado aprovou o PL 278/2026, abrindo as portas do país pra gigantes da tecnologia com um pacote recheado de incentivos fiscais. O texto, que agora depende apenas da sanção presidencial pra entrar em vigor, zera impostos federais de importação e consumo pra impulsionar a construção de data centers focados em inteligência artificial e serviços em nuvem.
Pra abocanhar a mamata tributária estimada em bilhões, as empresas terão que cumprir metas ecológicas severas de consumo de água e energia limpa. Resta saber se zerar imposto de servidor importado vai finalmente transformar o Brasil em um polo de inovação digital ou se só vamos virar o ar-condicionado de luxo pros computadores dos gringos não superaquecerem. Leia mais
📺 Briga de pixels em alta definição
A chinesa TCL arrastou a Samsung pra Justiça americana sob a acusação de propaganda enganosa. O pivô do escândalo? A sul-coreana estaria vendendo certas Smart TVs da linha “M” ostentando a cobiçada tecnologia Mini LED, quando, na real, o painel por trás da tela entrega uma iluminação bem mais comum.
O troco veio rápido, já que há pouco tempo a Samsung havia barrado o uso do termo QLED pela rival na Europa. No meio desse tiroteio corporativo em 4K, a única certeza é que o consumidor vai precisar de um microscópio e de um advogado do lado na hora de escolher a televisão da sala. Leia mais
🎓 Manual de etiqueta corporativa pra novatos
Recém-empossado no topo da Maçã, John Ternus resolveu dar uma aula de humildade pra garotada da Geração Z que está chegando agora ao mercado de trabalho. Com um quarto de século de casa no currículo, o novo chefão da Apple mandou a real: o maior perigo pra quem está começando é achar que já sabe tudo e ignorar a bagagem de quem tem quilometragem na firma.
A provocação vem embalada por um conselho prático sobre ter confiança sem cair no pedantismo. Na visão do executivo, encarar cada projeto com curiosidade e pé no chão é a única fórmula pra não passar vergonha; afinal, achar que domina o mundo logo no primeiro emprego é o atalho perfeito pra descobrir, da pior forma, que a vida real não vem com tutorial de TikTok. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Piero Contezini)
A computação quântica tenta finalmente sair do laboratório usando o bom e velho silício. A aposta é usar as fábricas de chips que já existem pra escalar a produção de qubits sem precisar reinventar a roda industrial. Novos estudos mostram avanços em controle e correção de erros diretamente nessa arquitetura.
Não espere um PC quântico no seu escritório amanhã, mas a física do futuro começou a aceitar a infraestrutura do passado. Leia a análise completa na coluna de Piero Contezini no TecMundo. ⚛️💻
![]() | Piero Contezini |
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
(livro, 545 páginas, em português)
Cixin Liu reúne contos com ideias astronômicas, como mover a Terra inteira pra salvar a humanidade, mostrando que, pros chineses, a logística do fim do mundo é levada a sério. 🚀🌍
(filme, 2022, 110 minutos)
Em crise no casamento, Vic permite que a esposa tenha amantes, mas vira o principal suspeito quando eles aparecem mortos. Um jeito bem drástico e conturbado de tentar resolver a relação. 🔪💍
Caixa Homero: Ilíada e Odisseia
(livro, 1296 páginas, em português)
Frederico Lourenço traduz os clássicos de Homero sobre a Guerra de Troia e o retorno de Ulisses. A jornada definitiva pra quem acha que o próprio trajeto até o trabalho demora demais. 🏛️⛵
(filme, 2009, 95 minutos)
Chris descobre o bizarro segredo da família da namorada durante uma visita. Um jantar com os sogros que faz qualquer almoço de domingo parecer um tranquilo passeio no parque. ☕🧠
Se você quer ser feliz, estabeleça uma meta que domine seus pensamentos, liberte sua energia e inspire suas esperanças.
O que achou da news de hoje? 🕵️Conte aí embaixo pra que possamos melhorar nosso conteúdo! |
Faça Login ou Inscrever-se para participar de pesquisas. |
Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
