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O home office está vivo! (Sim, de novo)

Chefões mandam voltar, mas dados provam que o sofá ainda é o escritório favorito.

8 de julho, quarta-feira

Não, você não tá tendo um déjàvu. Essa newsletter já passou na sua caixa de entrada ontem — aquela história, problemas técnicos, quem nunca? Foi uma clicada precoce 😥 Mas pra quem fechou o e-mail ontem às 18h e só abriu hoje, resolvemos mandar de novo pra você poder ler as notícias ainda quentinhas… Foi mal!

O dia 8 de julho marca o nascimento do veículo de mídia que virou o painel de controle definitivo pra investidores e CEOs do planeta inteiro. Em 1889, 14 anos DEPOIS do Estadão estrear, era publicada em Nova York a primeiríssima edição do The Wall Street Journal. A curiosidade? O jornal foi fundado por Charles Dow, Edward Jones e Charles Bergstresser, que antes disso passavam o dia escrevendo boletins resumidos de notícias de negócios e entregando na mão de paperboys pra saírem distribuindo pros traders de Wall Street. Foi nas páginas do Wall Street Journal que o conceito de índices de mercado foi massificado, incluindo o famosíssimo Dow Jones Industrial Average (uma criação direta dos fundadores). Antes do jornal unificar essas análises corporativas de grande escala em um único lugar, entender as flutuações das ações era quase um trabalho de adivinhação analógica pra quem estava fora do pregão. 📊🏛️

Ah! E hoje é o primeiro dia de Copa do Mundo 2026 sem nenhum jogo. Dia difícil! 😢

⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?

  • O home office está vivo! - matéria principal do dia

  • De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão

  • Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho

    • 📉 Nem lucro de 1.800% agrada Wall Street

      🧠 Musculação mental corporativa

    • 💸 A multa de bilhões do Tio Zuck virou trilhões

    • 🎓 O diploma virou um NFT caro?

    • 🤝 Made in Brazil faz falta na gringa

    • 📊 Dado sem refino é só relatório de enfeite

  • A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir

  • Frase do dia - pra refletir, concordar, discordar e compartilhar

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CARREIRA & MERCADO
O HOME OFFICE ESTÁ VIVO!

Giphy

Pra quem achou que o home office estava com o pé na cova após Elon Musk e Jamie Dimon surtarem no LinkedIn mandando todo mundo voltar pro presencial, eu trago uma notícia!

Por mais de um ano, o mundo corporativo jurou de pé junto que a era do pijama tinha acabado, especialmente depois que a Amazon exigiu cinco dias de escritório. Mas adivinha só? A geração que ama um fone com cancelamento de ruído não ia ceder tão fácil assimo.

📊 O gráfico não mente, bebê

Dados do Banco da Reserva Federal de Minneapolis mostram que o trabalho remoto continua vivíssimo e rindo da cara de quem é contra. 

Quase 22% dos americanos ainda trabalham de casa (seja híbrido ou full remoto), uma estabilidade bizarra que se manteve firme agora no início de 2026. Pra melhorar, uma pesquisa com grandes empresas revelou que só 3% delas estão 100% no escritório

O diretor da Leesman, Kyle de Bruin, explicou à revista Fortune que as empresas não conseguem sustentar essa exigência porque ninguém vê sentido em ir pro presencial sem motivo. Em 2025, a média de horas remotas caiu de 27 pra 26 horas semanais, uma redução de uma hora que mal dá pra pagar o café gourmet da firma.

💤 O lado dark do pijama

Mas nem tudo são flores e skin care no horário de expediente, migos, e precisamos falar sobre o lado B disso. 

O número de vagas de nível júnior despencou porque as empresas juntaram o home office com a IA e decidiram focar só em quem já tem anos de terapia corporativa. Segundo o Fed de Nova York, o trabalho remoto pode ser o culpado por um aumento de 64% no desemprego entre os jovens. Aparentemente, treinar o estagiário por chamada de vídeo virou o maior pesadelo do RH.

Giphy

Por outro lado, quem soube jogar o jogo transformou o home office em um superpoder de atração pra profissionais que não aguentam mais a estética de ir presencial. 

Deborah Saneman, CEO da Würk, mandou o escritório tradicional pro espaço e agora gerencia uma equipe espalhada por 22 estados americanos. O resultado desse desapego físico? Uma das vagas deles recebeu mais de 4 mil inscrições este ano, contra míseras 170 em 2020. O talento vai onde o Wi-Fi funciona e o chefe não vigia.

🍾 Sextou sem textão

Pra manter o pessoal engajado e não virar uma bagunça, a Würk inventou a “sexta-feira sem reuniões”, focando em mentorias e treinamentos reais (e sem o chefe respirando no seu cangote). 

Enquanto os dinossauros do mercado choram pelo fim do presencial, os dados do Censo provam que o enterro do home office foi cancelado por tempo indeterminado

Os CEOs vão ter que chorar na cama (que é um lugar bem mais confortável que o escritório).

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

📉 Nem lucro de 1.800% agrada Wall Street

A Samsung projetou um lucro operacional inacreditável de 89,4 trilhões de won (ou R$ 302,9 bilhões) pro segundo trimestre de 2026. É um salto de 18 vezes comparado ao ano passado, impulsionado pela venda de chips de memória pra inteligência artificial. Seria o dia de estourar o champanhe na firma, certo? Errado.

As ações da gigante sul-coreana despencaram quase 7%. O mercado está roendo as unhas com medo de que as Big Techs americanas pisem no freio nos gastos com infraestrutura de IA e reduzam os pedidos. Pra piorar, os custos com bônus de funcionários e novas fábricas assustaram os investidores. O mercado é aquele jovem mimado: nunca está satisfeito com nada. Leia mais

🧠 Musculação mental corporativa

Se você se distrai com notificações enquanto lê esta newsletter, a ServiceNow quer resolver o seu problema com… mais tecnologia. A diretora de aprendizagem Jayney Howson criou as “academias da mente”, uma plataforma de inteligência artificial voltada pra recuperar o foco e o pensamento crítico dos funcionários viciados em celular.

A ferramenta atua como um personal trainer cognitivo, aplicando exercícios rápidos e simulações de vendas com avatares de IA que avaliam até o contato visual do trabalhador. A executiva defendeu a iniciativa comparando a perda de foco à epidemia de obesidade da era industrial: se o corpo ganhou as academias tradicionais pra compensar o sedentarismo do escritório, agora o cérebro precisa malhar pra vencer as telas. Leia mais

💸 A multa de bilhões do Tio Zuck virou trilhões

Mark Zuckerberg pode ter que quebrar o porquinho. A Meta calculou que as multas acumuladas em processos nos EUA por viciar jovens e prejudicar a saúde mental de menores podem atingir a bagatela de US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,2 trilhões). Pra se ter uma ideia, a bolada é quase o valor de mercado da própria empresa.

A big tech foi chorar no tribunal ontem, alegando que o cálculo estapafúrdio multiplica punições sem evidências e bate recordes históricos. Mas a juíza Yvonne Gonzalez Rogers deu de ombros e negou o pedido pra cancelar o julgamento. O próximo round está marcado pra agosto. Vai faltar troco. Leia mais

🎓 O diploma virou um NFT caro?

A inteligência artificial não inventou a cola na faculdade, mas escancarou uma crise feia no ensino superior. Em um artigo contundente, um dirigente da Universidade Fordham afirma que as ferramentas de IA generativa colocaram em xeque o atual modelo universitário, que passou a privilegiar a entrega de credenciais e certificados burocráticos em vez da aprendizagem real dos alunos.

O avanço tecnológico mostra que o mercado de educação focou tanto em automatizar processos e emitir canudos que esqueceu de ensinar os estudantes a pensar criticamente. Se um robô consegue entregar o trabalho final e garantir o diploma de um aluno em segundos, o problema não está no algoritmo, mas no valor do próprio diploma. Leia mais

🤝 Made in Brazil faz falta na gringa

Quem diria: gigantes americanas e europeias estão unidas pra defender os produtos brasileiros. Empresas do calibre de Tesla, Siemens e eBay enviaram cartas ao governo dos EUA pedindo que insumos vindos do Brasil fiquem de fora de novas tarifas comerciais (da chamada Seção 301). O prazo pra manifestações terminou no dia 1º de julho de 2026.

As multinacionais argumentam que a sobretaxa daria um tiro no pé da própria indústria americana, encarecendo custos pro consumidor e bagunçando a cadeia de suprimentos global de componentes essenciais. O órgão responsável (USTR) fará audiências públicas e deve bater o martelo na metade deste mês. Elon Musk agradece o suco de laranja e as peças de reposição. Leia mais

📊 Dado sem refino é só relatório de enfeite

Muitas empresas acumulam dados como se fossem barras de ouro, mas o valor real está no refino. No Fórum B2B, Karla Lima, CMO da Werfen Brasil, deu um puxão de orelha no corporativismo: inteligência de mercado não serve pra fabricar dashboards bonitos, mas pra gerar decisões estratégicas reais.

A executiva comparou os dados ao petróleo bruto que, sem tratamento, não move nada. Pra ela, encher a firma de auditorias e plataformas é inútil se faltarem mentes competentes pra criar hipóteses e ler o ambiente externo — incluindo fenômenos como canetas emagrecedoras e apostas esportivas. Acumular dados e não decidir caminhos é o equivalente corporativo a comprar um GPS e morrer abraçado ao mapa. Leia mais

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • As copas de Nelson Rodrigues

    (livro, 632 páginas, em português)

    São 150 crônicas que mostram o Brasil como a pátria de chuteiras, sepultando o complexo de vira-latas. O manual pra entender que a vida sem drama não serve nem pra chupar um Chicabon. 🏆✍️

  • A mão que balança o berço

    (filme, 1992, 111 minutos)

    Uma mãe exausta contrata a babá perfeita, sem desconfiar que colocou um inimigo pra ninar as crianças. Se o RH não checar o histórico profissional antes, o prejuízo é certo. 🏠😨

  • O livreiro de Gaza

    (livro, 112 páginas, em português)

    Um idoso resiste à destruição lendo calmamente entre as ruínas, revelando sua trajetória a um jovem fotógrafo. Uma obra emocionante que mostra a literatura como refúgio definitivo e o ato mais revolucionário de sobrevivência. ✊🏽🖤

  • Neil deGrasse Tyson Confronts Andy Weir on the Science of Project Hail Mary

    (vídeo, 42 minutos, em inglês com legendas)

    O astrofísico sabatina o autor de “Devoradores de Estrelas” sobre a ciência do livro. Um papo nerd de altíssimo nível sobre biologia alienígena pra acalmar seu lado corporativo racional. 🛸🧮

Se você não gosta de algo, mude essa coisa. Se não puder mudá-la, mude sua atitude.

Maya Angelou, memorialista e ensaísta estadunidense

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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.