OpenAI cansou de ser pobre

Big tech protocola pedido confidencial pra IPO e admite o motivo mais sincero possível: “esperávamos que vazasse”.

10 de junho, quarta-feira

O dia 10 de junho marca o momento em que a ciência da eletricidade foi pro meio da tempestade. O experimento de Benjamin Franklin com a pipa e a chave em 1752 foi um divisor de águas na física. Franklin estava tão ciente de que aquilo podia dar muito errado que realizou o teste meio escondido, acompanhado apenas de seu filho William. O que aconteceu foi que a linha úmida absorveu as cargas elétricas da nuvem, fazendo os fiapos de seda ficarem arrepiados e transferindo a eletricidade pra chave. Ele usou essa eletricidade pra carregar uma “Garrafa de Leyden” — o tataravô dos capacitores e baterias modernos. Foi o teste beta que provou que o raio é pura eletricidade e que deu origem ao para-raios, salvando milhares de telhados pelo mundo. 🔌🔋

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O PROFISSIONAL “FAZ TUDO” NÃO TÁ COM NADA

Imagem: Giphy

A internet resolveu o problema do acesso à informação, a IA resolveu o problema da velocidade de respostas, mas sobrou um desafio: desenvolver os conhecimentos que não podem ser resumidos em um prompt.

Não à toa, o Fórum Econômico Mundial estima que 39% das habilidades exigidas pelo mercado vão mudar até 2030. O fato é que os profissionais generalistas até continuam sendo importantes, mas quem consegue combinar um repertório amplo com conhecimento especializado passou a ter uma vantagem cada vez mais clara. Nesse contexto, se aprofundar nos conhecimentos específicos que a IA não alcança voltou a ser algo valioso.

O Mackenzie aposta justamente nessa combinação entre uma formação sólida e a conexão com o mercado de trabalho, oferecendo cursos de pós-graduação voltados pra quem entende que carreira não se constrói só acompanhando tendências.

Confira os cursos do Mackenzie no detalhe e descubra o próximo passo da sua carreira.

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IA & MERCADO
OPENAI CANSOU DE SER POBRE

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Se você achava que os “exposeds” do TikTok eram rápidos, é porque não viu a OpenAI. Cansada de esperar que algum insider jogasse os prints na roda, a dona do ChatGPT resolveu chutar a porta da SEC (a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) e protocolou logo os documentos confidenciais pro seu IPO, vulgo o processo que abre caminho pra uma empresa estrear na Bolsa e vender ações ao público pela primeira vez.

No comunicado oficial, publicado na segunda-feira, 8, eles foram superirônicos e disseram que ”já que ia vazar mesmo, a gente posta primeiro”, deixando claro que o prazo final ainda é um grande depende, mas que a opção de virar gente grande no mercado público já tá garantida.

🥇 Corrida do ouro (Silicon Valley’s Version)

A real é que a OpenAI não está sozinha nessa de querer virar a maior empresa do S&P 500. Ela é a terceira de um trio de gigantes da IA que estão correndo pra ver quem bota as ações na vitrine primeiro

A Anthropic (do Claude) avisou no começo do mês que também está nessa corrida, e até a SpaceX do Elon Musk entrou no chat se vendendo como uma empresa espacial focada em IA. O CEO da OpenAI, Sam Altman, já vinha dando pistas de que o IPO era o caminho inevitável porque, convenhamos, criar robô inteligente não é assim baratinho.

💰 Da ONG ao trilhão

A OpenAI começou lá em 2015 jurando de pé junto que era uma ONG sem fins lucrativos focada no bem da humanidade. Corta pra 2026 e a gata virou uma empresa avaliada em US$ 852 bilhões, com projeções de passar de US$ 1 trilhão após o IPO. 

Pra limpar a barra e conseguir fazer essa transição sem parecer totalmente focada no dinheiro, eles mudaram a estrutura ano passado pra ”empresa de benefício público”. Além disso, Sam Altman venceu um processo judicial contra o ex-padrinho Elon Musk, que tentou barrar a empresa de lucrar, mas perdeu porque abriu o processo fora do prazo.

Apesar de toda essa pose de rica, a OpenAI tá num momento de desespero interno. O ChatGPT tá perdendo aquela exclusividade pras empresas vizinhas, tipo o Google e a própria Anthropic. Pra piorar, a companhia acumula mais prejuízos do que lucros no momento, já que manter essas IAs rodando custa o preço de Marte. 

Segundo analistas de mercado, abrir o capital na Bolsa é basicamente a única saída que restou pra eles conseguirem o caminhão de dinheiro necessário pra pagar as contas e não serem engolidos pela concorrência.

🤖 IA no almoço e AGI na janta

Tenor GIF

E o que eles querem fazer com tanto dinheiro além de pagar o servidor? O Sam Altman lançou uma lista de metas que parece roteiro de filme. O plano deles inclui criar um pesquisador de IA 100% automatizado até 2028, acelerar o crescimento da economia global e, a melhor parte, dar uma AGI pessoal pra cada ser humano na Terra

Pra quem faltou à aula de siglas, AGI é a Inteligência Artificial Geral, aquela que consegue superar os humanos em quase tudo.

Pra explicar a visão, a OpenAI publicou um texto comparando a IA à chegada da eletricidade nos anos 1920. A ideia é que, assim como a energia elétrica saiu de uma novidade tecnológica pra algo indispensável no dia a dia, a IA também se torne uma ferramenta acessível pra todo mundo.

Agora a pergunta de um trilhão: os investidores vão ter coragem pra comprar ações de três empresas gigantescas (SpaceX, Anthropic e OpenAI) que prometem revolucionar o mundo, mas ainda dão prejuízo?

A rapaziada de Wall Street já disse que não toca nessas ações nem com uma vara de dez metros nos primeiros meses. A preocupação é que o mercado fique saturado e que o modelo de negócios dessas empresas seja circular demais, já que boa parte do dinheiro delas vem de investimentos cruzados entre si. Veremos, né?

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

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📈 OpenAI quer valer US$ 1 trilhão

A OpenAI oficializou seu plano de entrar na Bolsa de Valores. A dona do ChatGPT enviou os documentos confidenciais e planeja estrear no mercado valendo impressionantes 1 trilhão de dólares a partir de setembro deste ano.

O caminho pra IPO ficou limpo após Elon Musk perder a última batalha judicial contra a companhia. Sam Altman está pronto pra transformar prompts em ações reluzentes. Pelo visto, a inteligência artificial não serve apenas pra criar imagens bizarras, mas também pra fabricar montanhas inacreditáveis de dinheiro pros investidores de plantão.Leia mais

🚨 Claro e Serasa na mira da ANPD

O bicho pegou pra Claro e a Serasa Experian, que estão sendo processadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) por conta do compartilhamento indevido de dados pessoais de milhões de brasileiros. A agência cansou de dar avisos e acionou a Justiça por graves violações à LGPD, o que pode render multas astronômicas pra operadora e a empresa de crédito.

É aquela velha história: a gente tenta proteger o CPF, mas o vazamento é mais garantido que cobrança no fim do mês. Pelo visto, a única coisa que foi compartilhada sem limites dessa vez foi a dor de cabeça dos executivos. Leia mais

🪖 EUA acusam Alibaba e BYD de laços militares

O Pentágono resolveu atualizar a sua lista de “amizades suspeitas” e adicionou gigantes como Alibaba, BYD e Baidu à seleção de empresas chinesas que supostamente colaboram com as Forças Armadas de Pequim. A acusação de risco à segurança nacional não traz sanções financeiras imediatas, mas veta qualquer contrato futuro delas com o Departamento de Defesa americano.

Claro que as marcas negaram tudo e disseram que só fazem tecnologia civil. Pelo visto, os EUA estão olhando pros carros elétricos e inteligências artificiais da China com o mesmo medo de quem vê um drone espião na janela! Leia mais

🚗 Uber lança corrida com drift

A Uber resolveu atualizar os conceitos de adrenalina e lançou o Uber Drift no Japão. O projeto especial vai levar turistas de Tóquio diretamente pra circuitos de automobilismo, onde pegarão carona em carros preparados pra fazer curvas de lado, com pneus fritando sob o comando de pilotos profissionais.

A ação promocional vai até o início de julho de 2026 e canaliza o espírito do clássico filme Velozes e Furiosos. Pelo visto, a empresa quer provar que a única coisa capaz de dar mais frio na barriga do que o passeio é a nota que você dará pro motorista se sobreviver. Leia mais

📄 ️COLUNA (por Simone Bervig)

As empresas possuem um volume sem precedentes de dados sobre nós — hábitos, horários, preferências e históricos —, mas a experiência de consumo na internet continua parecendo um catálogo genérico e sem contexto. O problema não é a falta de informação, mas a incapacidade estrutural de cruzar esses dados em tempo real para gerar relevância.

Enquanto as marcas continuarem presas a silos organizacionais e dispararem recomendações baseadas em algoritmos burros de retargeting, o consumidor continuará recebendo anúncios de produtos que já comprou ou sugestões que ignoram seu momento atual.

Descubra na coluna de Simone Bervig por que o verdadeiro desafio da IA em 2026 não é coletar mais dados, mas transformá-los na empatia operacional que o cliente espera. 🌐📊

Simone Bervig
Executiva com experiência global, atuando em mercados na América Latina e Estados Unidos. Com quase 20 anos de experiência em marketing, branding e tecnologia, passagens por multinacionais de tecnologia como SAP, Citrix e SAS, é colunista da MIT Tech Review, membro da Angel Investor Club e mentora na AngelUs Network. Atualmente é Diretora de Marketing na MakeOne. Além disso, disponibiliza diversas aplicações orientadas à experiência do cliente (Customer Experience - CX), como contact center omnichannel, chatbots e big data analytics.

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Competir por preço é o que leva a maioria das startups à falência.

Bernard Kelvin Clive, autor de best-sellers, palestrante e treinador corporativo.

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