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Quer ser CEO? Fique no seu emprego
A ascensão de John Ternus na Apple desafia a velha ideia de que trocar de empresa é o melhor caminho pra subir na carreira.


31 de agosto, segunda-feira
O dia 31 de agosto marca o aniversário da chegada do CDC 6600 ao CERN em 1965, a máquina que humilhou a concorrência e manteve o título de computador mais rápido do mundo por anos. Projetado pelo gênio Seymour Cray, ele é considerado o primeiro “supercomputador” da história. Pra alcançar a velocidade insana de 3 megaflops — um monstro pra época —, Cray usou transistores de silício e um sistema inovador de refrigeração líquida com Freon, evitando que a máquina derretesse. Reza a lenda que até o CEO da IBM ficou inconformado ao ver uma empresa pequena, com pouquíssimos funcionários e um laboratório simples, desbancar os gigantes da tecnologia. Um hardware histórico que redefiniu o ecossistema da computação de alta performance! 💻⚡
CONTEÚDO PATROCINADO POR ACER
50 ANOS EM TECH VALEM POR UNS 200 💾

Imagem: Giphy
Em 1976, ter um computador pessoal ainda era coisa de entusiasta, a internet como conhecemos nem existia e a “nuvem” continuava sendo só aquela coisa no céu que estraga o churrasco.
De lá pra cá, passamos por inovações nos PCs, criação de notebooks, smartphones, streaming, trabalho remoto e, por fim (por enquanto, na verdade), chegamos à era da IA — tudo isso em apenas cinco décadas. No mundo da tecnologia, sobreviver a tanta mudança já é uma história, mas continuar mudando junto com ela é outra.
Tudo isso pra compartilhar com você que a nossa fiel escudeira Acer completa 50 anos acompanhando essas viradas, levando essa evolução pra equipamentos feitos pra diferentes momentos da vida digital. Durante o mês de agosto, essa trajetória também virou o grande mote da Acer Store, que reuniu notebooks, monitores e acessórios com descontos camaradas na campanha especial de aniversário.
Afinal, depois de meio século vendo a tecnologia mudar da água pro vinho, comemorar olhando pro passado seria meio contraditório, né?
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Quer ser CEO? Fique no emprego - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
A📈 A máquina de fazer dinheiro
🤖 Imposto no dos outros é refresco
🔌 IA pra além da tela
⚖️ Driblando a lista negra
💸 A montanha-russa do silício
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
Pensamentos de segunda - insights questionáveis, porém mind-blowing!
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CARREIRA & MERCADO
QUER SER CEO? FIQUE NO EMPREGO

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John Ternus assume nesta semana o cargo de CEO da Apple depois de cerca de 25 anos na companhia.
Ternus entrou na Apple em 2001, quatro anos depois de se formar, e foi subindo internamente até chegar ao topo. A trajetória se parece com a de outros chefões da tecnologia: Satya Nadella passou décadas na Microsoft antes de virar CEO, enquanto Andy Jassy ficou 24 anos na Amazon até assumir o cargo máximo.
A história fica mais interessante porque contraria uma das grandes ideias do mercado de trabalho moderno: a de que, pra subir, é preciso sair. Desde os anos 1980 e 1990, com demissões mais frequentes e menos promessas de estabilidade, a carreira passou a ser vendida como um projeto individual: você troca de empresa, aumenta o salário, aprende algo novo e segue o baile.
Só que os dados não mostram exatamente essa revolução toda: as pessoas não estão trocando de emprego em ritmo muito maior do que há 25 anos, e o tão anunciado boom do trabalho freelancer também não aconteceu na escala esperada.
Uma análise das carreiras dos 10 principais executivos de cada empresa da Fortune 100, publicada em 2024, ajuda a colocar isso em perspectiva.
O executivo médio passou por apenas três empregadores ao longo dos 28 anos que levou pra chegar ao topo e estava havia 13 anos na empresa atual antes de alcançar a alta direção. Ou seja, trocar de crachá pode fazer parte da trajetória, mas, entre os executivos que efetivamente chegaram ao topo, a hipermobilidade está longe de ser regra. O crachá antigo, aparentemente, ainda tem seus fãs.
💼 A empresa já sabe quem você é

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Há uma lógica por trás disso. Promover alguém pra uma posição maior sempre envolve risco: a pessoa precisa entregar em um nível que talvez nunca tenha sido testado antes. Só que um candidato interno já vem com histórico, relações, conhecimento da cultura e uma reputação que a liderança conhece.
Em um estudo com trabalhadores finlandeses, a probabilidade de chegar a um cargo mais sênior por meio de uma movimentação interna foi quase seis vezes maior do que por uma mudança pra outra empresa.
Isso também traz um recado importante pra quem lidera equipes: retenção não deveria significar simplesmente manter pessoas sentadas na mesma cadeira por dez anos. O ponto é criar espaço pra que elas mudem de cadeira sem precisar mudar de empresa.
Promoções, projetos maiores, novas responsabilidades e movimentações internas permitem que o profissional acumule capital organizacional, aquela combinação de confiança, relacionamento e conhecimento sobre como as coisas realmente funcionam. E isso pode virar uma vantagem competitiva difícil de copiar contratando alguém de fora.
🖇️ Mas calma, não jogue o currículo fora
Nada disso significa que trocar de emprego seja ruim. Se a pessoa está em um trabalho péssimo, não existe medalha por permanecer nele. Mudar também pode ser importante pra testar novas funções, descobrir interesses e escapar de organizações que não oferecem espaço pra crescimento.
O caso de Ternus mostra algo mais interessante pra líderes e profissionais: crescimento não acontece necessariamente quando você sai, mas quando seu escopo aumenta. Empresas que conseguem transformar experiência acumulada em novas oportunidades internas podem construir executivos que conhecem profundamente o negócio e, ao mesmo tempo, continuam evoluindo.
Pra quem quer chegar ao topo, a lição talvez seja menos “nunca troque de empresa” e mais “não confunda mudança de empresa com progressão de carreira”. Às vezes, o próximo grande salto está justamente atrás da porta da sala ao lado, e você nem precisa atualizar o LinkedIn hoje.


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
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🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
📈 A máquina de fazer dinheiro
A Nvidia bateu mais um recorde financeiro ao registrar receita de US$ 96 bilhões em seu trimestre fiscal, impulsionada pelo domínio absoluto no mercado de chips pra inteligência artificial. O crescimento exponencial foi alavancado pela demanda incansável dos centros de dados, superando até as projeções mais otimistas de analistas de Wall Street pro período.
Não satisfeita com os números estratosféricos, a empresa já projeta faturamentos ainda maiores com a chegada das novas arquiteturas. No balanço final, Jensen Huang provou que, enquanto o resto do setor gasta rios de dinheiro tentando criar a IA perfeita, quem fica realmente rico nessa corrida do ouro é quem vende as picaretas de silício. Leia mais
🤖 Imposto no dos outros é refresco
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou ser favorável à cobrança de tributos sobre fortunas, mas rejeitou a ideia de taxar robôs de inteligência artificial. A proposta defendida por Bill Gates sugere cobrar impostos sobre o trabalho automatizado pra desacelerar a substituição de humanos, mas o executivo da gigante dos chips argumenta que punir a inovação desencorajaria os avanços tecnológicos.
Pra Huang, os governos devem taxar o capital acumulado em vez de desacelerar as ferramentas produtivas do setor. No balanço final, o chefe da Nvidia deixou claro que apoia impostos pra redistribuição de renda, desde que a conta não seja cobrada em cima dos circuitos do império que constrói. Leia mais
🔌 IA pra além da tela
A Anthropic anunciou o lançamento de um novo padrão aberto chamado Physical AI Connection (PAC), projetado pra conectar modelos de inteligência artificial a equipamentos físicos e robôs industriais. O protocolo simplifica a comunicação entre algoritmos e hardwares de automação, permitindo que robôs interpretem comandos complexos em tempo real sem a necessidade de drivers proprietários ou softwares intermediários caros.
A iniciativa visa padronizar o setor e rivalizar com ecossistemas fechados de robótica. No balanço final, a criadora do Claude mostrou que quer tirar a inteligência artificial da conversa fiada no chat e colocá-la pra pegar no pesado no chão de fábrica, antes que a concorrência tome conta das máquinas. Leia mais
⚖️ Driblando a lista negra
A Justiça dos Estados Unidos considerou totalmente ilegal a inclusão da Anthropic em uma lista de restrições de órgãos do Departamento de Defesa. A sanção governamental havia sido aplicada após a startup vetar o uso de seus modelos de inteligência artificial em projetos de vigilância em massa e armas autônomas, o que levou o Pentágono a classificá-la como risco nacional e proibir seus contratos federais.
A decisão judicial anula o bloqueio e libera a criadora do Claude pra voltar a negociar com o setor público. No balanço final, a startup provou que bater o pé contra os militares custa caro no começo, mas um bom advogado no tribunal ainda consegue desligar os cabos das retaliações políticas. Leia mais
💸 A montanha-russa do silício
A Nvidia bateu mais um recorde histórico em Wall Street ao adicionar US$ 440 bilhões em valor de mercado no mesmo dia após a divulgação do balanço. O salto foi impulsionado pela demanda insaciável de gigantes da tecnologia por chips para inteligência artificial, consolidando a empresa como a maior do planeta em capitalização e superando projeções do mercado financeiro.
O resultado surpreendeu investidores que temiam desaceleração no setor corporativo. No balanço final, enquanto analistas debatem se a bolha da inteligência artificial vai estourar ou não, a fabricante de chips prova que sua única preocupação real é descobrir como transportar tanto dinheiro sem quebrar as rodas dos carrinhos de mão. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Filipe Lauar)
A velocidade da evolução na inteligência artificial transformou marcos tecnológicos impressionantes em utilidades banais do cotidiano em tempo recorde. O que ontem era encarado como disrupção extraordinária hoje vira infraestrutura invisível e commodity em fluxos de trabalho corporativos.
Essa rápida acomodação exige que lideranças parem de se deslumbrar com o hype do momento e foquem na construção de processos e vantagens competitivas sustentáveis a longo prazo. Supere o deslumbre e leia a coluna completa de Filipe Lauar no TecMundo. ⚡📊
![]() | Filipe Lauar |
🤔 PENSAMENTOS DE SEGUNDA (voltamos pra sua alegria!)
🪞 Sou especialista em dar conselhos incríveis que eu jamais seguiria.
📉 Minha paciência é igual ao meu saldo bancário: chega ao fim rápido demais.
🎲 Estou a uma decisão impulsiva de mudar minha vida inteira ou estragar minha semana.
🤝 Tenho uma relação excelente com o exercício físico: a gente se respeita e não se mete na vida um do outro.
⏳ O bom de ser uma pessoa indecisa é que eu nunca tomo uma decisão errada… porque nunca chego a tomar decisão nenhuma.

Imagem: Giphy
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
Cointeligência: a vida e o trabalho com IA
(livro, 224 páginas, em português)
Ethan Mollick ensina a usar a inteligência artificial como colega de trabalho e mentora. Um manual otimista pra você aprender a colaborar com o robô antes que ele o demita. 🤖💼
Quando o SAP acumula complexidade, modernizar deixa de ser opção
(software, pra botar a casa em ordem)
Depois de anos rodando uma operação, é natural acumular códigos, customizações e dados que já não fazem mais sentido. A MIGNOW, empresa de tecnologia especializada em modernização de ambientes SAP, usa IA e automação pra acelerar a jornada pro SAP S/4HANA e manter esses sistemas em evolução contínua depois da migração. Clica no link pra conhecer mais sobre a MIGNOW e suas soluções. ⚙️🚀
(livro, 104 páginas, em português)
Contos retratam o Goiás profundo entre agronegócio, patriarcado e tradições populares. A prova de que a vida no interior exige muito mais do que paciência pra encarar o cotidiano. 🌾🚜
Pantera Negra: Wakanda para sempre
(filme, 2009, 95 minutos)
Wakanda precisa se defender de potências globais e do povo de Namor após a perda do Rei T'Challa. Geopolítica, luto e guerra subaquática reunidos no mesmo pacote de crises. 🙅🏾♀️🌊
A vida não é um palco onde fomos criados pra lutar — é o lugar onde somos diariamente convidados a dançar sob os holofotes.
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
