Sem hype, com ROI

No Hotmart FIRE, Leo Soares mostrou como usar IA para gerar receita, cortar custos e aumentar produtividade, começando pelo problema, não pela ferramenta.

14 de setembro, sexta-feira

No dia 14 de setembro, comemoramos o aniversário da viagem da Luna 2 em 1959, o primeiro objeto humano a tocar a Lua. A sonda soviética cumpriu a missão na base do impacto direto, colidindo no Mare Imbrium a mais de 12 mil km/h. Para marcar a vitória no ecossistema da corrida espacial, os soviéticos colocaram a bordo esferas metálicas cheias de escudos com o símbolo da URSS, que se espalharam com a explosão. Uma manobra sem freio, mas com precisão absurda para a época, provando que a humanidade tinha finalmente alcançado nosso vizinho mais próximo no espaço! 🛰️🌕

⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?

Recebeu a news de um amigo?
Clica aqui pra se inscrever

IA & MERCADO
SEM HYPE, COM ROI

Foto: Alice Labate

No Hotmart FIRE 2026, na quinta-feira, 11, Leo Soares subiu ao palco para falar de IA. Mas sem o clássico “olha essa ferramenta que faz tudo”. A palestra foi sobre uma pergunta bem mais útil para quem toca uma empresa: onde a IA consegue gerar dinheiro de verdade?

Para Soares, começar perguntando “qual IA eu uso?” é inverter a lógica. Primeiro, o empresário precisa definir o resultado que busca, mais vendas, produtividade, margem, retenção ou redução de custos.

A partir daí entra o chamado framework do “RAIO”: Resultado, Alavanca, Implementação e Operacionalização. Traduzindo: saber o que quer melhorar, onde a IA vai atuar, colocar a solução de pé e fazer aquilo funcionar na rotina.

💻 IA foi trabalhar

Entre os exemplos, Soares mostrou uma IA que simula ligações de vendas e avalia os vendedores, além de uma SDR que aborda e qualifica leads automaticamente. O objetivo é aumentar conversão e reduzir o tempo de resposta.

No marketing, a empresa usa IA para pesquisar pautas, criar roteiros, produzir vídeos com avatares e gerar variações de anúncios. A ideia é aumentar a capacidade do time sem transformar cada nova tarefa em uma reunião.

Soares também contou que a Movement já teve mais de 50 funcionários e hoje opera com pouco mais de 20. Segundo ele, algumas posições que ficaram vagas não foram repostas porque determinadas atividades passaram a ser feitas por IA.

“O que aconteceu foi: as pessoas foram saindo da empresa, pedindo pra sair, e a gente não precisou contratar outras pessoas pra fazer o que elas faziam”, afirmou.

🛠️ O ROI aparece aqui

Foto: Alice Labate

Um dos sistemas apresentados faz um diagnóstico da empresa e aponta gargalos, oportunidades e prioridades de implementação. Em um exemplo mostrado no palco, o sistema estimou R$ 2,22 milhões em economia e mais de R$ 3,84 milhões em ganho total.

A conclusão de Soares foi direta: “Não assina nova ferramenta, não compra coisa nova, não sai fazendo nada antes de implementar isso aqui. Ferramenta, implementação, é a terceira etapa”. Primeiro vem o resultado, depois, a IA.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

📱 O novo comandante e a prateleira cheia

A estreia de John Ternus como CEO na conferência da Apple confirmou o perfil discreto e pragmático do executivo, que assume o posto focado em engenharia e produtos. Vindo da divisão de hardware, o novo líder comandou a apresentação com tom sóbrio e sem os espetáculos performáticos do passado, direcionando todos os holofotes para a renovação das linhas de eletrônicos da empresa e a integração da inteligência artificial aos dispositivos.

A postura sóbria reflete a estratégia do comandante para encarar o cenário desafiador de custos de componentes e a corrida da IA. Ao preferir o pragmatismo técnico em vez dos discursos inflamados, Ternus tenta demonstrar controle e estabilidade aos investidores. No fim das contas, a Maçã quer provar que a timidez do novo chefe não impede a empresa de continuar cobrando caro pelos mesmos aparelhos de sempre. Leia mais

🤡 O circo das cópias e o orgulho ferido

A Apple finalmente resolveu quebrar o silêncio para comentar os vazamentos em massa do iPhone Duo e ironizar as coincidências lançadas pela concorrência. Em tom defensivo, os porta-vozes da empresa sustentam que as semelhanças nos designs rivais não passam de plágios antecipados baseados nos seus segredos industriais roubados, minando o discurso de que a Maçã teria chegado atrasada ao mercado de dobráveis.

A retórica afiada tenta blindar o orgulho da marca e justificativa para cobrar uma verdadeira fortuna pelo dispositivo. No fim das contas, a gigante de Cupertino quer convencer os seus clientes fiéis de que atraso tecnológico na verdade é perfeccionismo, e que a concorrência só conseguiu inovar primeiro porque roubou o seu gabarito. Leia mais

🛑 A trégua fajuta dos algoritmos

A OpenAI indicou internamente que topa desacelerar o treinamento de novos modelos avançados de inteligência artificial em prol da segurança, desde que as rivais do setor aceitem o mesmo pacto. A sinalização do CEO Sam Altman surge após episódios embaraçosos com agentes autônomos e pressões crescentes de especialistas, marcando uma guinada no discurso da gigante de tecnologia que até então priorizava a velocidade cega do avanço computacional.

O aceno de paz soa mais como uma manobra estratégica do que preocupação genuína com a humanidade. Ao condicionar o próprio freio ao comportamento da concorrência, a empresa tenta criar um impasse regulatório conveniente para proteger sua liderança comercial. No fim das contas, a preocupação com a segurança vira uma excelente desculpa para travar o mercado e impedir que os rivais alcancem o topo. Leia mais

💳 O roxinho sem fronteiras

O Nubank oficializou o lançamento da sua conta global com saldo em dólar e deu o pontapé inicial na expansão de suas operações diretamente nos Estados Unidos. O novo serviço permite que os clientes brasileiros realizem transferências internacionais, mantenham saldo em moeda estrangeira e façam compras no exterior com taxas reduzidas, marcando um passo estratégico da fintech para disputar o mercado de alta renda e viagens.

A movimentação representa uma ofensiva direta contra os bancos tradicionais e outras plataformas digitais que já dominavam as remessas internacionais. Ao integrar a solução ao seu ecossistema existente, a empresa tenta prender a atenção dos usuários que gastavam no exterior por meio de concorrentes, mostrando que a ambição da marca roxa agora vai muito além do cartão de crédito nacional. Leia mais

🤔 PENSAMENTOS DE SEGUNDA (voltamos pra sua alegria!)

⏱️ Para fazer o tempo voar, jogue seu relógio pela janela.

✈️ Não tenho medo de voar de avião, tenho medo dele NÃO voar.

🏃‍♂️ Claro, eu faço maratonas. Na Netflix.

💸 Estou a um passo de ficar rico, tudo o que preciso agora é de dinheiro.

🛌 Ficar na cama o dia todo é a minha maneira de economizar dinheiro.

Imagem: Giphy

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • Inteligência pragmática

    (livro, 567 páginas, em português)

    Um guia prático para transformar planejamentos intermináveis em execução de verdade. O empurrãozinho necessário para parar de acumular ideias e começar finalmente a fazer alguma coisa. 💡🎯

  • A Ordem

    (filme, 2025, 117 minutos)

    Jude Law interpreta um agente do FBI caçando terroristas domésticos e conspiradores. Um suspense tenso que prova como planos de dominação costumam ser um péssimo hábito de família. 🕵️‍♂️💥

  • A mulher no tempo das catedrais

    (livro, 320 páginas, em português)

    Régine Pernoud mostra que as mulheres medievais mandavam em tudo bem mais do que a história conta. O livro perfeito para derrubar mitos antigos e calar palpiteiros desinformados. 🏰👑

  • The Expanse

    (série, 6 temporadas, 62 episódios)

    Um detetive e um capitão investigam o sumiço de uma ativista enquanto a Terra e Marte quase se matam. Intriga política que escala rápido quando o sistema solar vira arena. 🚀🌌

❝

Abandone a ilusão de que o esgotamento profissional é o preço inevitável do sucesso.

Arianna Huffington, colunista, autora e escritora greco-estadunidense

O que achou da news de hoje? 🕵️

Conte aí embaixo pra que possamos melhorar nosso conteúdo!

Faça Login ou Inscrever-se para participar de pesquisas.

Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.