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Shein vai à Bolsa com desconto

Varejista quer levantar US$ 1,77 bilhão em Hong Kong, mas chega à Bolsa valendo bem menos do que no auge.

25 de agosto, terça-feira

O dia 25 de agosto marca o aniversário do pontapé inicial do Linux, a maior revolução de código aberto da história tech. Em 1991, há 35 anos, Linus Torvalds compartilhou seu código inicial com a comunidade, convidando desenvolvedores para testarem e sugerirem melhorias. O mascote oficial, o simpático pinguim Tux, surgiu anos depois porque Linus amava essas aves e chegou a levar uma bicada de um pinguim em um zoológico. O projeto que começou despretensioso acabou revolucionando a arquitetura de software global, provando que a colaboração aberta pode derrotar até os gigantes mais consolidados do mercado! 🐧⚡

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MERCADO & TECNOLOGIA
SHEIN VAI À BOLSA COM DESCONTO

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A Shein vai tentar abrir capital em Hong Kong, levantando até US$ 1,77 bilhão, em uma operação que pode avaliar a empresa em quase US$ 27 bilhões.

O número chama atenção não só pelo tamanho do IPO, mas pelo tombo na avaliação: em 2022, a varejista chegou a ser avaliada em US$ 98,2 bilhões.

📊 O hype foi de arrasta

A empresa pretende vender cerca de 280 milhões de ações classe B, entre 47,60 e 49,50 dólares de Hong Kong cada. O preço final deve ser divulgado em 31 de agosto, com início das negociações previsto pra 1º de setembro. Pra líderes, o ponto mais interessante não é só o tamanho da captação, mas o momento: a Shein está chegando à Bolsa depois de um período em que crescimento e apetite dos investidores perderam velocidade.

A avaliação privada já havia recuado pra US$ 64 bilhões em 2023 e abril de 2024, segundo dados citados pela Reuters. Agora, o teto de US$ 27 bilhões representa uma queda de cerca de 72% em relação ao pico de 2022.

🖥️ Crescer bonito no PowerPoint não basta

O principal problema é que a equação que fez a Shein disparar ficou mais difícil. O crescimento da receita desacelerou de 20,7% em 2024 pra 8% em 2025, enquanto tarifas e mudanças nas regras de importação nos EUA pressionaram vendas e margens. 

A empresa também registrou prejuízo de US$ 99 milhões no início de 2026, afetada por custos e uma despesa contábil extraordinária.

Crescer rápido sem conseguir proteger margem, lidar com mudanças regulatórias e manter relevância junto ao consumidor deixa de parecer uma máquina de crescimento e começa a parecer uma conta que alguém vai precisar pagar. E, pasme, esse alguém costuma ser o acionista.

📉 O investidor já quer outro crush

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A Shein recebeu em julho a aprovação da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China pra a listagem em Hong Kong, depois de tentativas frustradas de chegar às Bolsas de Londres e Nova York. 

O problema é que ela entra em uma praça financeira cujo interesse recente está muito concentrado em IA e semicondutores. A competição pela atenção do investidor, portanto, não é pequena.

Além disso, a marca enfrenta desafios que vão além dos números: pressão sobre as condições de trabalho de fornecedores, questionamentos sobre seu modelo de produção e uma perda de força entre consumidores com menos de 35 anos, além da disputa cada vez mais acirrada com a Temu

Ou seja, vantagem competitiva precisa acompanhar a mudança de comportamento do consumidor, não só o tamanho da operação.

No fim, o IPO será um teste importante pra entender quanto o mercado ainda está disposto a pagar pela tese da Shein. 

A empresa continua enorme, mas o momento é outro: investidores querem crescimento, sim, só que agora acompanhado de rentabilidade, resiliência regulatória e capacidade de continuar relevante. A Shein pode até não estar mais no hype de 2022, mas, justamente por isso, seu IPO pode funcionar como um termômetro interessante de uma nova fase do varejo digital.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

🎓 Big techs na chamada

As escolas americanas vivem uma verdadeira revolução digital impulsionada por gigantes como Google e Microsoft. O que começou com a distribuição massiva de Chromebooks baratos e a oferta de suítes de softwares educacionais gratuitos evoluiu para a dependência de plataformas integradas de aprendizagem, transformando a rotina de alunos e professores dentro da sala de aula.

A estratégia garante às empresas o domínio do ecossistema educacional desde os primeiros anos escolares. No fim das contas, as big techs descobriram que doar laptops para crianças é a forma mais barata de formar futuros clientes fiéis que vão passar a vida inteira pagando mensalidades de armazenamento na nuvem. Leia mais

🔍 Aposta pesada no buscador

A Nvidia está em negociações para participar de uma nova rodada de financiamento da Perplexity que pode elevar o valor de mercado da startup de IA para mais de US$ 30 bilhões. A movimentação reflete a disparada na receita anualizada da empresa de buscas, que saltou de menos de US$ 250 milhões no início do ano para mais de US$ 750 milhões, impulsionada pelo lançamento de seus agentes autônomos.

O aporte reforça a estratégia da gigante dos chips de injetar capital nas startups que mais consomem seus processadores. No fim das contas, Jensen Huang descobriu que a melhor forma de garantir clientes fiéis para suas placas de vídeo é virar sócio de quem gasta bilhões tentando desbancar o Google. Leia mais

🤖 Estágio com sabor de IA

O iFood abriu as inscrições para o iFuture, seu programa de estágio voltado a estudantes de qualquer curso superior ou técnico no Brasil. Com vagas divididas entre trilhas corporativas e de tecnologia, a iniciativa busca atrair jovens talentos com uma mentalidade fortemente voltada para a inteligência artificial, oferecendo imersão em projetos reais, mentorias de carreira e alta taxa de efetivação.

O processo seletivo ocorre de forma 100% online até o dia 11 de setembro, com início das atividades previsto para janeiro de 2027. No fim das contas, a gigante das entregas provou que o estagiário moderno não vai mais passar o expediente tirando cópias, mas sim programando robôs e treinando agentes inteligentes para dominar o mercado. Leia mais

💸 Memória cara, servidor salgado

A Nvidia alertou seus principais clientes que os servidores equipados com chips de inteligência artificial subirão mais de 15% nas entregas de 2027. O reajuste atinge arquiteturas como Grace Blackwell e Vera Rubin, motivado pela disparada no preço das memórias DRAM de altíssimo desempenho, cuja demanda global supera o ritmo produtivo dos fabricantes.

O aumento afeta diretamente gigantes da nuvem como Microsoft, Google e Oracle, que já preveem custos elevados na manutenção de data centers. No fim das contas, a corrida pela inteligência artificial gerou um efeito dominó tão severo no mercado de semicondutores que até a dona do jogo precisou repassar o valor do pente de memória inflacionado para os clientes. Leia mais

📄 ️COLUNA (por Raul Mata)

A queda de 41% nas demissões corporativas esconde uma dinâmica preocupante: o surgimento do “congelamento silencioso” de contratações e a estagnação da mobilidade profissional. Em vez de demitir em massa, empresas seguram posições, reduzem promoções e acumulam funções em quadros enxutos.

Essa aparente estabilidade paralisa carreiras, gera ansiedade por falta de perspectivas e deteriora a cultura organizacional sem alarde. Entenda as armadilhas dessa falsa calmaria lendo a coluna completa de Raul Mata no TecMundo. 📉💼

Raul Mata
Raul Mata
Fundador da HugLabs e escreve aqui a cada duas semanas sobre os bastidores da corrida global por IA — e o que ela significa pra quem trabalha no Brasil.

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • Cuidar da solidão até virar encontro

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    Alexandre Coimbra Amaral desmistifica a solidão moderna provocada pelas telas. Um convite afetuoso para acolher vulnerabilidades e lembrar que estar sozinho não é uma sentença de isolamento permanente. 💬🤝

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Se não lhe oferecerem um lugar à mesa, leve uma cadeira portátil.

Shirley Chisholm, política, educadora e escritora estadunidense

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