A IA tá mais cara que o CLT!

Mesmo com demissões em tech, custo da inteligência artificial ainda supera o de funcionários humanos, dizem executivos e estudos.

29 de abril, quarta-feira

Hoje, 29 de abril, celebramos o dia em que o mundo parou de parecer um filme noir de baixo orçamento! Em 1953, a NBC realizou a primeira transmissão experimental de TV a cores em rede. O programa escolhido foi o The Kukla, Fran and Ollie Show, um show de fantoches. Imagina a cara da galera que tinha acabado de comprar uma TV P&B caríssima vendo as cores chegarem e percebendo que o futuro era bem mais vibrante (e que eles iam precisar de um upgrade no hardware). Foi o começo do fim da era “cinza” e o nascimento do vício em alta definição que a gente tem hoje. 📺🎨

⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?

  • A IA tá mais cara que o CLT! - matéria principal do dia

  • De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão

  • Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho

    • 🕵️ Google e Pentágono: o match secreto

    • 🐨 Austrália quer fazer Big Techs abrirem a carteira

    • 🤖 União Europeia quer Android “sem porteira”

    • 🚀 Copilot: o novo “estagiário” de 743 mil pessoas!

    • 📦 OpenAI de malas prontas para a Amazon!

  • A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões para consumir

  • Frase do dia - para refletir, concordar, discordar e compartilhar

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IA & MERCADO
A IA TÁ MAIS CARA QUE O CLT!

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Se você achou que a IA já ia roubar todos os empregos… calma lá. Apesar das demissões em massa em empresas de tecnologia, a conta não fecha tão fácil assim. 

Executivos e estudos recentes mostram que, pelo menos por enquanto, usar IA pode sair mais caro do que pagar salários humanos (cadê o robô estagiário baratinho que prometeram?!).

Na semana passada, a Meta anunciou corte de 10% da equipe (cerca de 8 mil pessoas) e congelou 6 mil vagas, enquanto a Microsoft também entrou no clima e abriu seu maior programa de demissão voluntária. A justificativa oficial? Eficiência e novos investimentos. A realidade? Querem dinheiro pra gastar em outras áreas, tipo IA.

Mas a IA não está exatamente economizando dinheiro Bryan Catanzaro, executivo da Nvidia, foi direto ao ponto: o custo de computação da IA já é maior do que o custo com funcionários, ou seja, o robô não só não substituiu geral como ainda está dando prejuízo (que papelão). 

Um estudo do MIT reforça isso com números: só 23% dos trabalhos analisados seriam mais baratos com IA. Nos outros 77%, humanos seguem sendo a opção mais econômica.

💸 Só dá prejuízo…

E não é só caro, às vezes erra MUITO. Um engenheiro relatou que um agente de IA simplesmente destruiu banco de dados e rede por “uso excessivo” (às vezes é bom soltar a mão da modernidade e abraçar a tradição… bora usar o bom e velho Excel).

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Mesmo assim, o investimento não para, e as big techs devem gastar cerca de US$ 740 bilhões em IA este ano, segundo o Morgan Stanley, uma alta de 69%. Tem empresa já refazendo orçamento do zero. 

Boa parte desse custo vem do uso intensivo dessas ferramentas. Cada tarefa de IA consome “tokens” (não confundir com o autor de “O Senhor dos Anéis”), que são, basicamente, créditos pagos, e tem engenheiro tratando isso como competição (o chamado “Tokenmaxxing”). Parece piada, mas tem gente gastando mais de US$ 150 mil por mês com isso!

Esse uso desenfreado acontece porque muitas empresas incentivam ou até cobram o uso de IA. Na Meta, por exemplo, o desempenho dos funcionários já considera o quanto eles usam essas ferramentas, então, além de trabalhar, você tem que provar que está trabalhando com robô!

🤑 A conta não fecha (ainda)

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Segundo especialistas, o problema é estrutural, porque os custos de hardware, energia e infraestrutura ainda são muito altos e o modelo de assinatura fixa das plataformas também não ajuda, já que os heavy users acabam custando mais do que pagam

Mas calma, fãs de ficção científica: isso pode mudar. Projeções indicam que o custo da IA pode cair mais de 90% nos próximos anos. Se isso acontecer (e se a tecnologia ficar mais confiável), aí sim o jogo pode virar.

Por enquanto, o cenário é confuso, porque as empresas estão demitindo a rapaziada enquanto gastam bilhões com IA que ainda não compensa financeiramente. Ninguém sabe direito o que tá fazendo, mas todo mundo tá fazendo mesmo assim.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

🕵️ Google e Pentágono: o match secreto

O Google decidiu dar um “arrastão pra direita” e fechou um acordo com o Departamento de Defesa dos EUA pra usar sua IA em projetos confidenciais. A regra é: pode usar pra quase tudo, menos pra criar robôs exterminadores ou sistemas de espionagem à la Big Brother sem supervisão humana.

Claro que centenas de funcionários do Google não acharam graça nenhuma e já estão enviando cartinhas de protesto com medo da IA virar o braço direito do exército. Enquanto isso, a OpenAI e a xAI já estão lá dentro a bater papo com os generais. É o futuro chegando com farda e tudo! Leia mais

🐨 Austrália quer fazer Big Techs abrirem a carteira

A Austrália decidiu que o Google, a Meta e o TikTok não podem continuar usando notícias locais de graça e propôs um novo imposto de 2,25% sobre a receita dessas gigantes. É o projeto News Bargaining Incentive: ou as empresas fecham acordos diretos com os veículos de imprensa, ou pagam a taxa pra ajudar a financiar o jornalismo.

O Google já começou a reclamar, perguntando por que a Microsoft e a OpenAI ficaram de fora da festa. A Meta, como sempre, diz que as notícias é que precisam dela e não o contrário. Leia mais

🤖 União Europeia quer Android “sem porteira”

A União Europeia enviou um recadinho nada discreto pro Google: abram o Android para os rivais de IA ou preparem o bolso! O bloco quer que ferramentas concorrentes consigam interagir com o sistema tão bem quanto o Gemini, permitindo que você peça pizza ou mande mensagens sem passar obrigatoriamente pela mão do Google.

O gigante das buscas já deu aquele chilique básico, dizendo que isso vai custar caro e acabar com a segurança de todo mundo. Se não cederem, a multa pode chegar a 10% do faturamento global! Leia mais

🚀 Copilot: o novo “estagiário” de 743 mil pessoas!

A Microsoft acabou de fechar o maior contrato empresarial da história do Copilot: nada menos que 743 mil funcionários da Accenture agora têm um assistente de IA pra chamar de seu. Segundo a consultoria, quase todo mundo (97%) já usa o robô para tarefas chatas e rotineiras, e metade da galera jura que ficou muito mais produtiva.

A Microsoft está rindo à toa, já que a adesão paga do Copilot estava meio devagar — agora, com quase um milhão de novos usuários de uma vez, a IA finalmente vai mostrar se é craque ou só conversa fiada! Leia mais

📦 OpenAI de malas prontas para a Amazon!

Parece que o romance entre a OpenAI e a Microsoft esfriou de vez! Logo após acabarem com a exclusividade, a startup de Sam Altman já correu para os braços da Amazon. Agora, os clientes da AWS vão poder usar os modelos mais potentes, como o GPT-5.5 e o Codex, diretamente no Amazon Bedrock.

A Microsoft não deve estar nada feliz com essa “traição” tecnológica, mas para a OpenAI é a chance de brilhar em outra nuvem. É o mercado de IA provando que, no fim das contas, ninguém é de ninguém! Leia mais

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • Nexus

    (livro, 504 páginas, em português)

    Harari explica como a informação moldou o mundo, da Bíblia à IA. O alerta é que temos dados demais, mas sabedoria de menos, o que nos torna perigosamente autodestrutivos. 🌐🤖

  • Marty Supreme

    (filme, 2026, 150 minutos)

    Marty quer ser o Pelé do tênis de mesa, mas sua obsessão por fama o joga num caos de apostas e excessos, o que nos leva a entender que até uma bolinha de plástico pode te levar pro fundo do poço. 🏓💥

  • O horror de Dunwich

    (livro, 112 páginas, em português)

    Wilbur Whateley é um estranho que cresce rápido demais e esconde um monstro em casa. É o puro horror cósmico: rituais, deuses antigos e a sanidade humana indo pro espaço. 🐙📖

  • O conto de Sylvan

    (documentário, 2026, 81 minutos)

    Falido pela crise, Nikola acaba trabalhando em um lixão e faz amizade com uma cegonha ferida. Às vezes, um bicho é a única companhia que resta quando a economia e a família resolvem te abandonar de vez. 🦩🗑️

A diferença entre o comum e o extraordinário reside nesse pequeno detalhe a mais.

Jimmy Johnson, comentarista e ex-treinador de futebol americano

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