A internet morreu mesmo

Grandes editoras estão surtando porque as buscas do Google com IA não mandam mais ninguém pros sites e a briga sobre o futuro da internet está pegando fogo.

27 de julho, segunda-feira

Hoje celebramos o aniversário de uma das maiores atualizações de segurança da medicina moderna. Em 1921, o médico Frederick Banting e o estudante Charles Best conseguiram isolar com sucesso a insulina nos laboratórios da Universidade de Toronto. A ideia genial de Banting pra capturar o hormônio surgiu durante uma noite de insônia, e o “laboratório” inicial oferecido pela universidade era um espaço caindo aos pedaços, abafado e com equipamentos capengas. Mesmo operando nesse cenário de puro perrengue, a dupla testou o extrato em cães diabéticos e provou que dava para controlar os níveis de açúcar no sangue, transformando uma condição que era uma sentença de morte rápida em uma doença crônica perfeitamente gerenciável. 🧪💉

⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?

  • A internet morreu mesmo - matéria principal do dia

  • De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão

  • Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho

    • 🚨 Motim contra os barões da tecnologia

    • 🤝 A união dos rivais de peso

    • 🤫 A largada secreta na Bolsa

    • 🚨 A conta chegou pra dança do TikTok

    • 🛡️ Compre o de casa ou encare o carimbo

    • 📈 O renascimento da rainha dos chips

  • Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes

  • Pensamentos de segunda - insights questionáveis, porém mind-blowing!

  • A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir

  • Frase do dia - pra refletir, concordar, discordar e compartilhar

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IA & MERCADO
A INTERNET MORREU MESMO

Giphy

Se você percebeu que faz tempo que não clica num link azul do Google porque a resposta já vem prontinha num resumo de IA no topo da tela, parabéns, você é a causa do surto coletivo no jornalismo mundial. 

Brincadeiras à parte, as grandes editoras estão vivendo um pesadelo: a gigante das buscas deu um “upgrade” nos resumos automatizados e agora todo mundo lê a resposta ali mesmo e vai embora feliz. Só que isso está cortando o tráfego da galera que produz o conteúdo de verdade, gerando uma crise de pânico nos veículos que dependem de cliques pra pagar as contas no fim do mês.

O negócio ficou tão sério que gigantes tipo USA Today, The Economist, People e Reuters estão seriamente repensando a amizade com o Google. Passou tanto do ponto que tem executivo falando abertamente em simplesmente cortar o acesso da IA do Google aos seus sites

Pra você ter uma noção do estrago, o USA Today perdeu praticamente metade de todo o tráfego que recebia dos EUA no último ano, o que levou o CEO Mike Reed a dar aquele basta clássico de filme: “chegou a hora de tomar uma posição e dizer chega”. 

Até o Reddit, que tinha fechado um acordo milionário de US$ 60 milhões pra treinar a IA do Google, está reavaliando o contrato porque nem eles estão aguentando a queda de visitas de humanos de carne e osso.

E ó, os dados pra provar essa decadência são assustadores: a Cloudflare soltou que o tráfego de bots e robôs ultrapassou o tráfego humano pela primeira vez na história da internet. Ou seja, a web virou uma festa secreta onde robôs conversam entre si e os humanos nem chegam a ser convidados pra entrar nos portais (a famosa teoria da internet morta, pros chegados). 

Pra piorar a vibe das editoras, o que resta é entrar com processos judiciais acusando o Google de reutilizar ilegalmente a propriedade intelectual alheia pra treinar modelos que acabam com o modelo de negócio da mídia tradicional.

💸 Tudo no sigilo e no prejuízo

Giphy

Lógico que, do lado corporativo, o Google não vai dar o braço a torcer e mandar um “putz, errei, fui mlk”. A empresa se defende dizendo que continua mandando bilhões de cliques toda semana e que a IA ajuda os criadores a expandir público

Mas sejamos honestos, na prática, os executivos de tecnologia sabem que precisam segurar o usuário dentro do seu próprio ecossistema o máximo de tempo possível pra rentabilizar a plataforma

Só que o impasse pros veículos é que, se eles rompem totalmente com a busca pra proteger o conteúdo, o tráfego despenca de vez na hora; se ficam, continuam alimentando de graça a máquina que tá engolindo a audiência deles aos poucos.

Pro ecossistema de negócios, essa briga de gigantes é um baita divisor de águas que exige repensar todo o ecossistema digital. Sem um acordo de convivência sustentável ou modelos de licenciamento lucrativos de conteúdo, a estratégia do Google corre o risco de virar um tiro no próprio pé. 

Afinal, se a grande mídia quebrar ou parar de produzir jornalismo profissional, a IA vai passar a treinar em dados velhos ou em alucinações geradas por outras IAs, criando um ciclo infinito de contaminação de dados sem novos fatos reais.

⚖️ Procurando o equilíbrio da firma

A gente não precisa demonizar ninguém nem fingir que corporações são organizações sem fins lucrativos: o Google quer otimizar a experiência do usuário pra vender mais e manter sua liderança, enquanto as grandes editoras precisam proteger o fluxo de caixa pra continuar pagando salários. 

O caminho do meio vai ser achar um modelo financeiro onde as big techs paguem de forma justa pelo uso do trabalho jornalístico, garantindo que o jornalismo continue vivo e a internet não venha a falir. E você aí do outro lado da tela, topa pagar uma assinatura ou prefere viver de resumos de IA pro resto da vida?

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

🚨 Motim contra os barões da tecnologia

Funcionários e pesquisadores das principais empresas de inteligência artificial estão peitando a alta cúpula das Big Techs por regras de segurança mais rígidas. O movimento exige transparência no desenvolvimento de novos modelos, salvaguardas claras e o direito de denunciar riscos sem o pavor de represálias ou demissões do RH.

A pressão interna reflete a insatisfação com a corrida desenfreada pelo topo do mercado, que muitas vezes ignora os impactos sociais e éticos da tecnologia. Parece que nem mesmo quem constrói o futuro digital aguenta mais ver CEOs que jogam a prudência pela janela em nome do lucro imediato. Leia mais

🤝 A união dos rivais de peso

A AMD e a startup Cerebras fecharam uma parceria estratégica pra combinar seus processadores e acelerar a inferência de inteligência artificial na nuvem. A ideia é unir a força bruta das GPUs da linha Instinct aos chips gigantescos da Cerebras, dividindo o trabalho pesado pra processar respostas de modelos complexos em tempo recorde.

A oferta conjunta da nova infraestrutura deve chegar ao mercado ainda este ano pra abocanhar clientes corporativos. No fim das contas, enquanto a Nvidia domina o topo do pódio de braços cruzados, a concorrência junta os trapos e soma forças pra tentar roubar um pedaço da festa. Leia mais

🤫 A largada secreta na Bolsa

A fabricante chinesa de chips MetaX protocolou um pedido confidencial de IPO em Hong Kong pra financiar sua expansão global. A manobra permite que a rival da Nvidia estruture a oferta inicial de ações de forma discreta, sem expor dados financeiros estratégicos aos concorrentes antes da aprovação final dos reguladores.

Fundada por ex-executivos da AMD, a startup quer aproveitar o IPO pra turbinar a produção em massa e a pesquisa de novos processadores gráficos. Parece que, na corrida bilionária dos semicondutores, a melhor tática pra incomodar os gigantes é preparar o bote no mais absoluto silêncio. Leia mais

🚨 A conta chegou pra dança do TikTok

A União Europeia acusou formalmente a ByteDance de desrespeitar a Lei de Serviços Digitais ao expor crianças e adolescentes a riscos graves no TikTok. O relatório preliminar aponta que a rede deixa perfis de menores públicos por padrão, facilitando o acesso de estranhos a dados pessoais e aumentando a vulnerabilidade a assédio e predadores sexuais.

A plataforma se defendeu alegando que oferece dezenas de recursos de segurança e mantém contas privadas pra menores de 18 anos. No entanto, se não convencer os reguladores e ajustar o aplicativo pra proteger a garotada, a empresa poderá encarar multas bilionárias e mudanças forçadas em seu algoritmo. Leia mais

🛡️ Compre o de casa ou encare o carimbo

O vice-primeiro-ministro chinês, Ding Xuexiang, mandou um aviso nada discreto pras maiores empresas de tecnologia do país: quem ignorar os chips de inteligência artificial produzidos localmente poderá levar o carimbo formal de “traidora”. A intimidação faz parte do plano liderado pela Huawei pra alcançar a autossuficiência tecnológica e atropelar a dependência dos semicondutores americanos.

A pressão surtiu efeito e a dependência de componentes estrangeiros caiu de 90% pra menos de 60%, com projeção de despencar ainda mais nos próximos anos. Pelo visto, na guerra fria dos chips entre Pequim e Washington, o patriotismo corporativo chinês deixou de ser um convite amigável e virou um item de sobrevivência obrigatório no ecossistema local. Leia mais

📈 O renascimento da rainha dos chips

A Intel finalmente respirou fundo e surpreendeu Wall Street ao registrar um salto expressivo em sua receita trimestral, fazendo suas ações decolarem no mercado. O grande motor dessa reviravolta foi a explosão na demanda por seus novos processadores voltados pra inteligência artificial e data centers, superando com folga as previsões dos analistas mais pessimistas.

O resultado financeiro trouxe um alívio gigante pra diretoria, que vinha apanhando da concorrência e enfrentando questionamentos sobre sua capacidade de reação. Pelo visto, a antiga gigante dos semicondutores decidiu provar que ainda tem muita lenha pra queimar na guerra das Big Techs. Leia mais

📄 ️COLUNA (por Stephanie Kohn)

A obsessão pelo ambiente de trabalho perfeito criou o perigoso mito da “empresa feliz”. Confundir bem-estar e saúde mental com uma obrigação de felicidade corporativa acaba silenciando queixas legítimas e mascarando falhas estruturais nas organizações.

Empresas não têm como garantir a felicidade de ninguém, mas têm o dever ético e operacional de evitar o adoecimento de suas equipes. Saia dessa ilusão positivista e encare a realidade lendo a coluna completa de Stephanie Kohn no TecMundo. 🧠🏢

Stephanie Kohn
Jornalista, psicanalista e cofundadora da Aurora, consultoria em saúde mental com foco no desenvolvimento de carreiras e culturas organizacionais. Foi Editora-chefe do The BRIEF e Head de Conteúdo da NZN. Com mais de 20 anos de experiência em conteúdo e liderança, atua na interseção entre saúde mental, mercado e tendências que estão mudando a forma como trabalhamos.

🤔 PENSAMENTOS DE SEGUNDA (voltamos pra sua alegria!)

🤦 Errar é humano; culpar outra pessoa por isso é estratégia de gestão.

📱 Minha paciência é igual ao meu pacote de dados: acaba muito antes do fim do mês.

🤯 O problema das mentes abertas é que às vezes as pessoas entram e levam tudo.

💯 Sempre dou 100% no trabalho: 13% na segunda, 22% na terça, 26% na quarta, 35% na quinta e 4% na sexta.

🕰️ O tempo é o melhor professor. Infelizmente, ele mata todos os seus alunos.

Imagem: Giphy

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O propósito da vida não é ser feliz. É ser útil, ser honrado, ser compassivo, fazer alguma diferença por ter vivido e vivido bem.

Ralph Waldo Emerson, escritor, filósofo e poeta estadunidense

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