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Afinal, a geração Z odeia IA?

Jovens usam, mas não compram a ideia.

22 de abril, quarta-feira

Hoje, 22 de abril, relembramos o momento em que Pedro Álvares Cabral e sua esquadra apareceram no horizonte e invadiram o que hoje chamamos de Brasil! Em 1500, o que era para ser uma rota para as Índias acabou virando o início do Brasil. Cabral não chegou aqui sozinho e perdido; ele liderava uma frota de 13 navios e mais de mil homens — era praticamente o cruzeiro da época, só que com muito escorbuto e sem Wi-Fi. Historiadores ainda discutem se Cabral “esbarrou” no Brasil por acaso ou se já tinha um spoiler de que havia terra por aqui. Foi o começo de uma história complexa que começou com um “avistei terra!” e terminou no país do Carnaval e do The BRIEF. 🌊🏝️

⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?

  • Afinal, a geração Z odeia IA? - matéria principal do dia

  • De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão

  • Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho

    • 🍎 Tim Cook passa o bastão na Apple

    • 🔍 Europa quer quebrar o monopólio do Google

    • 🦉 Duolingo recua no uso forçado de IA

    • 🧬 OpenAI lança a GPT-Rosalind

    • 🖥️ Google AI Mode agora com tela dividida

  • Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes

  • A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões para consumir

  • Frase do dia - para refletir, concordar, discordar e compartilhar

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IA & CARREIRA
AFINAL, A GERAÇÃO Z ODEIA IA?

Giphy

A Geração Z não está “odiando” a inteligência artificial à toa. Dados recentes mostram uma queda no entusiasmo e um aumento da frustração, e o motivo vai além da tecnologia em si: envolve faculdade, mercado de trabalho e governo falhando ao mesmo tempo

A história começa com um paradoxo, onde os jovens acreditam no potencial da IA, mas não confiam em quem deveria ajudá-los a usar isso a seu favor. Segundo uma pesquisa da Gallup, o entusiasmo com IA caiu para 22%, enquanto a raiva subiu para 31% (vish).

E tem um detalhe curioso: quanto mais a Gen Z usa IA, pior se sente sobre ela.

🎓 Faculdade virou camiseta de saudades

Se a IA virou habilidade básica, alguém esqueceu de avisar as faculdades. Mais da metade dos estudantes diz que suas universidades desencorajam ou até proíbem o uso de IA (sim, no momento em que o mercado mais pede isso).

O próprio corpo docente sabe que tem algo errado: 63% dos professores acham que os alunos não estão preparados para usar IA no trabalho. Ainda assim, seguem proibindo (tipo treinar alguém pra uma corrida, mas proibir de correr… excelente escolha!).

Uma investigação da Fortune mostrou que 90% dos educadores acham que estão formando alunos prontos, mas quase metade dos estudantes não se sente nem pronta pra se candidatar a vagas básicas.

💼 Cadê o emprego?

Giphy

A lógica seria: OK, a faculdade falhou, mas o mercado resolve. Só que não.

A taxa de desemprego entre recém-formados nos EUA chegou a 5,7% no fim de 2025, acima da média nacional, e o subemprego bateu 42,5%.

O problema não são as demissões em massa, mas as empresas simplesmente deixando de contratar iniciantes. Um estudo de Harvard mostrou queda de quase 8% na contratação de profissionais juniores em empresas que adotaram IA.

Ou seja, o primeiro degrau da carreira simplesmente sumiu.

Com tudo isso, a reação vem: 44% dos trabalhadores da Gen Z admitem sabotar IA no trabalho. Como resumiu o investidor Marc Andreessen, a IA virou uma “desculpa milagrosa” para decisões corporativas, já Sam Altman, CEO da OpenAI, chamou de “lavagem de imagem com IA”.

🏛️ Silêncio! O governo está dormindo

E o governo? Um pai ausente. Não há plano de requalificação nem políticas amplas para preparar trabalhadores. Na prática, a Gen Z está se virando sozinha, 16% já mudaram de curso por causa da IA.

A confiança também despencou: de 57% em 2015 para 36% em 2024 no ensino superior.

Até as big techs estão preocupadas. A OpenAI propôs mudanças estruturais, e o investidor Vinod Khosla defende até cortar imposto de renda para parte da população. E agora, gente?

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

🍎 Tim Cook passa o bastão na Apple

Após 15 anos de uma liderança histórica, Tim Cook anunciou que deixará o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro de 2026. O sucessor escolhido é John Ternus, veterano da casa e atual vice-presidente de engenharia de hardware, conhecido por ser um dos “queridinhos” de Cook e mente por trás de sucessos como os novos Macs.

Cook não vai embora de vez: ele assume a presidência do conselho de administração. Sob o seu comando, a Apple saltou de um valor de US$ 350 bilhões para surreais US$ 4 trilhões. É o fim de uma era de ouro e o começo de uma fase focada ainda mais em produtos físicos! Leia mais

🚀 Bolha da IA? Que nada, os lucros estão voando!

A conversa sobre uma possível “bolha da inteligência artificial” continua rendendo, mas os resultados financeiros das Big Techs em abril de 2026 mostram o contrário. Em vez de crise, o setor está batendo recordes: a Nvidia viu a sua receita saltar 73%, enquanto a TSMC alcançou o maior lucro da sua história graças à demanda insaciável por chips de IA. Até a Samsung deu a volta por cima com um aumento de 755% no lucro operacional!

O recado é claro: as empresas não estão apenas prometendo, elas estão ganhando rios de dinheiro com a IA, e a demanda ainda é maior do que a capacidade de produção. Leia mais

🔍 Europa quer quebrar o monopólio do Google

A União Europeia está apertando o cerco contra o Google e quer que a empresa compartilhe seus preciosos dados de busca com buscadores menores e chatbots de IA. A ideia é nivelar o campo de jogo e permitir que concorrentes cresçam usando a mesma base de informações da gigante.

O Google, claro, já avisou que vai lutar contra isso, usando a cartada da privacidade: eles alegam que entregar esses dados para terceiros colocaria as informações pessoais dos usuários em risco. A decisão final deve sair em julho, mas a briga promete ser longa e cheia de polêmicas! Leia mais

🦉 Duolingo recua no uso forçado de IA

O Duolingo decidiu dar um passo atrás e não vai mais obrigar seus funcionários a usarem Inteligência Artificial em todas as tarefas. A ideia inicial era avaliar o desempenho dos colaboradores com base na adoção de ferramentas de IA, mas isso gerou uma confusão geral: a galera estava usando bots até quando não precisava só pra ganhar pontos na avaliação!

O CEO Luis von Ahn admitiu que o feedback foi negativo e que o foco deve voltar a ser a qualidade do trabalho, com ou sem robôs. Parece que o toque humano ainda fala mais alto que o algoritmo! Leia mais

🧬 OpenAI lança a GPT-Rosalind

A OpenAI acaba de apresentar a GPT-Rosalind, um modelo de inteligência artificial totalmente focado em pesquisas de biologia e genética. Batizada em homenagem à química Rosalind Franklin, a ferramenta foi feita para ajudar cientistas a processarem montanhas de dados, interpretarem resultados complexos e até planejarem novos experimentos.

Diferente do ChatGPT comum, ela entende o método científico e consegue gerar gráficos e tabelas para artigos acadêmicos. Por enquanto, o uso é restrito a empresas e instituições selecionadas, mas os testes mostram que ela já supera todos os concorrentes quando o assunto é ciência biológica! Leia mais

🖥️ Google AI Mode agora com tela dividida

O Google acaba de deixar a navegação com inteligência artificial muito mais prática! O novo Modo IA permite que você abra links em uma janela lateral (split-screen), assim você continua conversando com a IA sem perder a página de vista. Além disso, agora dá para incluir o conteúdo de abas abertas como contexto para suas pesquisas, facilitando a vida de quem precisa resumir vários sites ao mesmo tempo ou tirar dúvidas específicas sobre um produto.

O recurso já está aparecendo para alguns usuários no Brasil e promete acabar de vez com aquela bagunça de mil abas abertas! Leia mais

💡SP INNOVATION WEEK

Guilherme Horn, o big boss do WhatsApp no Brasil, mandou a real: a IA pode até “pensar” e traçar rotas, mas quem decide se o caminho é seguro (ou se o algoritmo alucinou) é o humano. Para ele, delegar sem julgar é um risco que nenhum líder deveria correr.

Horn alerta que a janela para as empresas se igualarem na corrida tecnológica é curta e que a “dívida cultural” de quem ignora a IA vai custar caro. O papo é: ou você vira um mestre dos agentes de IA, ou fica pra trás. Quer entender como manter o controle sem perder a inovação? Leia a entrevista completa! 📱🚀

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📄 ️COLUNA (por Stephanie Kohn)

É comum culparmos a IA e os algoritmos pelo colapso da nossa saúde mental, mas o problema real reside na forma como organizamos o trabalho. Com mais de 470 mil afastamentos por transtornos mentais no Brasil em 2024, fica claro que a pressão contínua por resultados e o colapso dos limites entre vida pessoal e profissional estão esgotando os indivíduos. A tecnologia apenas intensifica dinâmicas de fragmentação e multitarefa que nos impedem de realizar o trabalho de elaboração psíquica necessário.

Leia na coluna de Stephanie Kohn por que tratar o burnout apenas como uma falha individual é um erro e como a falta de reconhecimento simbólico está gerando um desengajamento global sem precedentes. 📉🧘🏻‍♀️

Stephanie Kohn
Stephanie Kohn é jornalista, psicanalista e cofundadora da Aurora, consultoria em saúde mental com foco no desenvolvimento de carreiras e culturas organizacionais. Foi Editora-chefe do The BRIEF e Head de Conteúdo da NZN. Com mais de 20 anos de experiência em conteúdo e liderança, atua na interseção entre saúde mental, mercado e tendências que estão mudando a forma como trabalhamos.

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • Seremos dados

    (livro, 210 páginas, em português)

    Marcus Bruzzo alerta: o risco da IA não é nos superar, mas desistirmos de imaginar. Um ensaio urgente sobre como a eficiência dos algoritmos ameaça a nossa criatividade e o que ainda nos torna humanos. 🤖🧠

  • O homem no meu porão

    (filme, 2025, 115 minutos)

    Willem Dafoe é um empresário misterioso que aluga o porão de um homem à beira do despejo. O que parece dinheiro fácil vira um jogo psicológico aterrorizante sobre traumas familiares e racismo. 🏠🗝️

  • Alerta vermelho

    (livro, 216 páginas, em português)

    Um robô que conquistou autonomia só quer saber de maratonar séries, mas precisa pausar o feed para salvar humanos irritantes. É a ficção científica perfeita sobre uma IA com crise existencial e preguiça social. 🤖📺

  • The 100

    (série, 7 temporadas, 100 episódios)

    Para saber se a Terra é habitável, a Arca envia 100 jovens infratores em uma missão suicida. Eles descobrem que o planeta não está vazio e que sobreviver ao novo mundo é bem mais sangrento do que o exílio no espaço. 🌍🏹

Um minimalista acredita que as pessoas mais ricas não são as que têm mais, mas sim as que precisam menos.

Tim Elmore, escritor, especialista em liderança e palestrante estadunidense

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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.