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Bora quebrar tudooo!!!
“Rage rooms”, salas feitas pra quebrar objetos sem culpa, voltam a viralizar nas redes em meio ao estresse no trabalho.

13 de março, sexta-feira
Hoje é dia de celebrar os achados espaciais! Primeiro, temos o aniversário de 245 anos da descoberta de Urano. Depois, pulamos para 1930, quando o Observatório Lowell confirmou a existência de Plutão. Em 1781, William Herschel achou Urano, o primeiro planeta descoberto com um telescópio. Plutão foi encontrado por Clyde Tombaugh, um jovem de 24 anos que passava as noites comparando fotos de estrelas. Mesmo que Plutão tenha sido rebaixado para “planeta anão” em 2006, hoje a gente finge que ele ainda faz parte do clube principal! 🪐🌌
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Bora quebrar tudoooo!!! - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
🌌 OpenAI e Oracle cancelam o “Stargate”
🍎 Apple: cinquentona e “diferentona” de novo
🔥 A IA está com o filme queimado?
📉 Menos gente, mais bots?
Resumão do Brifão - o remember da semana
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões para consumir
Frase do dia - para refletir, concordar, discordar e compartilhar
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COMPORTAMENTO & MERCADO
BORA QUEBRAR TUDOOOO!!!

Giphy
Se você abriu o TikTok nos últimos dias e viu alguém destruindo uma televisão com um taco de beisebol… calma, não é um surto coletivo (ou talvez seja, mas não é bagunça!).
As chamadas ”rage rooms”, salas onde as pessoas pagam pra quebrar objetos, voltaram a viralizar nas redes sociais neste início de ano. O motivo? Um combo bem conhecido da vida adulta: estresse no trabalho, pressão constante e aquela sensação de que sua caixa de e-mail é infinita.
A nova onda aparece justamente em um momento em que a relação dos brasileiros com o trabalho anda meio… tensa. Segundo o Work Relationship Index 2025, da HP, apenas 29% dos profissionais no país estão em uma “zona saudável” na relação com o trabalho, enquanto 34% estão na chamada “zona crítica”. Traduzindo: muita gente está mentalmente a dois passos de querer arremessar o notebook pela janela, ou pagar pra fazer isso com um microondas.
@xrremat damn yall see that powerful move at the end? #fyp | Smash PDX Rage Room in Portland, OR
👍 Pode quebrar, é você quem paga
Popularizadas na internet desde 2021, as rage rooms surgiram no Japão como um espaço pra liberar emoções reprimidas. A dinâmica é simples: você escolhe e paga por objetos, como TVs, garrafas, eletrodomésticos, veste equipamentos de proteção e tem alguns minutos pra destruí-los sem culpa. No Brasil, o formato ainda é raro e, em São Paulo, existe apenas um espaço dedicado à atividade, a Rage Room CT, no Tatuapé.
O local recebe cerca de 250 pessoas por mês e os visitantes escolhem pacotes de destruição, participam de um briefing de segurança e entram em uma sala preparada pro impacto. Depois disso… bem, como já dizia a nossa diva Rihanna: “I’m breakin' dishes in up here”. É basicamente terapia, só que com capacete e marretada.
🚨 A internet adora um caos
Pro professor de marketing digital da EESPM, João Finamor, a volta da tendência segue um padrão clássico da internet: ciclos. “Foi um ciclo que começou na pandemia, por volta de 2021, e agora voltou novamente. Esse movimento é comum no ambiente digital. Conteúdos acabam sendo revisitados ao longo do tempo”, explica.
Segundo ele, o contexto atual ajuda o fenômeno a viralizar. “Estamos em um período muito catártico. As pessoas estão muito estressadas e cansadas. Nesse cenário, esse tipo de conteúdo funciona também como uma forma de desestressar e gerar conexão”, afirma.
BBasicamente,assistir alguém quebrando um monitor pode ser estranhamente terapêutico, principalmente depois de uma reunião que poderia ter sido um e-mail.

Instagram/Rage Room CT
🛌 Tem que descansar, ninguém é de ferro
A pressão no trabalho aparece com frequência nas histórias por trás desses vídeos. O levantamento da HP mostra que 71% dos brasileiros dizem que as exigências das empresas aumentaram no último ano. Além disso, 39% acreditam que as companhias priorizam o lucro em vez das pessoas.
Pro desenvolvedor de sistemas Lucas Lopes, de 31 anos, a experiência foi exatamente isso: uma válvula de escape. “Eu fui porque estava me sentindo estressado com várias coisas, principalmente do trabalho”, conta.
Segundo ele, a rotina na área de tecnologia pode ser pesada. “O maior problema são os bugs quase inexplicáveis que aparecem às vezes nos códigos e que eu preciso resolver, além da responsabilidade e da pressão diária, que a longo prazo ficam bem desgastante”, diz.
🤖 Lógico que a culpa também é da IA
Como se os bugs já não fossem suficientes, a inteligência artificial também tem gerado ansiedade no mercado de trabalho. A pesquisa Global Hopes and Fears 2025, da PwC, mostra que 61% dos brasileiros acreditam que a tecnologia vai afetar significativamente seus empregos nos próximos três anos.
Lucas diz que, no começo, também ficou preocupado, mas que depois se adaptou. “Agora, com a evolução das ferramentas de IA, eu uso pra melhorar minhas entregas”, afirma. Ou seja: a IA virou colega de equipe (mas às vezes ainda dá vontade de quebrar alguma coisa no processo).

Gif by theoffice on Giphy
🪷 Terapia… ou quase isso
Pra quem participa, o efeito pode ser imediato, ainda que não resolva todos os problemas da vida adulta. A ilustradora Giulia Conti, de 23 anos, visitou uma rage room na Itália e diz que a experiência ajudou a descarregar emoções acumuladas. “Foi muito bom pra liberar sentimentos que eu já vinha carregando há algum tempo”, conta.
Mas ela faz um alerta honesto: não é milagre. “Não é como se eu tivesse saído pensando ‘agora está tudo resolvido’. Mas ajudou bastante”, afirma. A rage room não paga boleto, não resolve reunião às 18h de sexta e nem faz o chefe cancelar aquela call, mas pode aliviar um pouco a pressão.
🥊 As divas quebram tudo!
Curiosamente, quem mais aparece nessas salas não é exatamente o público que muita gente imagina. Na Rage Room CT, em São Paulo, cerca de 98% dos visitantes são mulheres, segundo o espaço. A maioria tem entre 20 e 45 anos e chega ao local buscando aliviar tensões acumuladas do dia a dia, muitas delas ligadas ao trabalho.
Entre as profissões mais comuns estão trabalhadores de tecnologia, psicólogos e terapeutas, professores e profissionais de comunicação. Ou seja: gente que passa o dia resolvendo problemas dos outros, lidando com pressão ou tentando fazer tudo funcionar. Às vezes, aparentemente, o que ajuda mesmo é… quebrar uma TV na porrada.

Giphy
Pra psicóloga Marina Akemi Tanabe Duarte, experiências como essa podem funcionar como uma forma de expressão emocional. “Vejo as rage rooms como uma ferramenta pra expressão de emoções, assim como outras práticas sociais”, explica.
Ela diz que cada pessoa encontra formas diferentes de lidar com sentimentos como raiva e estresse. “Em alguns casos, descarregar essas emoções em um ambiente controlado pode funcionar”, afirma. E reforça que reprimir sentimentos nem sempre é a melhor saída. “A raiva e o estresse, quando não elaborados, podem se tornar adoecedores. É melhor colocar esses sentimentos pra fora de maneira que não cause danos a si ou aos outros”.
Talvez a viralização das rage rooms diga mais sobre o momento atual do que sobre o gosto das pessoas por destruir objetos. Porque, convenhamos: se quebrar um monitor resolve o estresse por alguns minutos… pode ser que o problema não seja exatamente o monitor.


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
Samsung ameaçada? – Comparamos o Galaxy S26 Ultra e Oppo Find X9 Pro
PixRevolution – Malware sequestra transferências PIX no Android
Com preço “radical” – Notebook da Asus com a GoPro é lançado no Brasil
Atualizações de segurança – Apple corrige brechas dos antigos iOS 15 e iOS 16
Versão paga da assistente – Alexa+ ganha opções de personalidade que incluem até modo “adulto”
LPDDR6 e UFS 5.0 – Novos tipos de RAM e armazenamento vão deixar celulares ainda mais caros
🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
🌌 OpenAI e Oracle cancelam o “Stargate”
O plano de expandir o colossal data center Stargate, no Texas, subiu no telhado. A OpenAI e a Oracle decidiram “dar um tempo” (eterno) no projeto após impasses no financiamento e uma indecisão daquelas sobre quanta energia a dona do ChatGPT realmente precisava. Para piorar, o frio do Texas congelou os sistemas de refrigeração no início do ano, deixando todo mundo offline e com a pulga atrás da orelha.
Com a desistência da dupla, quem está de olho na vaga é a Meta, que pode virar a nova inquilina do pedaço. No fim das contas, parece que abrir o “portal estelar” da IA deu mais trabalho e frio do que os envolvidos estavam aguentando! Leia mais
🍎 Apple: cinquentona e “diferentona” de novo
Para comemorar seus 50 anos, a Apple resolveu bater na tecla da nostalgia e resgatou o icônico lema “Think Different” (“pense diferente” em português). A campanha, que salvou a pele da empresa nos anos 1990, volta agora com uma roupagem moderna para provar que a Maçã ainda tem aquele “borogodó” inovador.
A ideia é mostrar que, mesmo sendo uma gigante que vale trilhões, a Apple ainda se vê como a rebelde que desafia o status quo (enquanto a gente desafia o limite do cartão para comprar o novo iPhone). O aniversário de meio século promete ser regado a homenagens aos fundadores e, claro, aquele marketing de grife que só o tio Tim Cook sabe fazer com perfeição. Leia mais
🔥 A IA está com o filme queimado?
O CEO da OpenAI, Sam Altman, admitiu que a reputação da IA não anda nada boa. Em um evento recente, ele reconheceu que o setor virou o “vilão da vez” por causar aumentos nas contas de luz — culpa dos gulosos data centers — e por ser o alvo favorito em demissões em massa, mesmo quando os robôs são inocentes.
Altman prevê um “ajuste doloroso” nos próximos anos, com debates intensos sobre o futuro. O plano dele? Inundar o mundo com inteligência, vendendo IA como se fosse água ou luz. Só falta o público aceitar. Leia mais
📉 Menos gente, mais bots?
A fintech Stone passou o “rodo” e demitiu cerca de 400 funcionários, atingindo em cheio o setor de tecnologia. O novo CEO, Mateus Scherer, justificou a degola como uma busca por “eficiência”, mas o burburinho nos bastidores é outro: tem muita gente saindo e apontando a Inteligência Artificial como a verdadeira substituta.
Até o ex-chefe de IA da empresa soltou o verbo no LinkedIn, dizendo que a Stone trocou humanos por algoritmos. O sindicato já chiou e prometeu levar a briga para a Justiça, enquanto a empresa tenta manter a pose de ajuste pontual. Leia mais
🏃♀️ ️ RESUMÃO DO BRIFÃO (o remember da semana)
🗸 A TerraPower, de Bill Gates, fez história ao obter a primeira licença para um reator comercial de 4ª geração nos EUA. O projeto Natrium, em Wyoming, usa sódio líquido para resfriamento, sendo muito mais eficiente que as usinas comuns. Com 345 MW de potência, a planta deve operar em 2030, focando na sede de energia dos datacenters de IA. A construção nuclear começa em poucas semanas! Leia mais
🗸 O governo dos EUA planeja um decreto que exige licença especial para vender chips da Nvidia e AMD, mesmo para aliados. Compras acima de mil unidades precisarão de autorização, e lotes gigantes (200 mil+) podem gerar até visitas presenciais de fiscais americanos a datacenters estrangeiros. A meta é blindar a segurança tecnológica, pressionando empresas globais a instalarem sua infraestrutura direto em solo americano. Leia mais
🗸 A Anatel e a PF deflagraram a “Operação Provedor Legal” para derrubar operadoras clandestinas no Brasil. O saldo: seis prisões, R$ 200 mil em equipamentos apreendidos e cabos furtados recuperados. Com mais de 50% das fiscalizadas operando sem licença, a agência alerta que a pirataria sufoca a concorrência e compromete a segurança digital de quem contrata. Leia mais
🗸 O novo Google Campus será no IPT, na USP, focando totalmente em Inteligência Artificial. O novo espaço funcionará junto ao Centro de Engenharia da gigante, oferecendo programas como o AI Board Academy e o AI Speed Launch. O objetivo é acelerar startups “AI-first” e fortalecer o ecossistema brasileiro com infraestrutura de ponta e mentoria técnica direta. Leia mais
🗸 A britânica Nscale captou US$ 2 bilhões em rodada Série C, atingindo o valor de US$ 14,6 bilhões. Com apoio da Nvidia, Dell e Nokia, a startup foca em datacenters otimizados para GPUs, infraestrutura vital para a IA global. O conselho agora conta com Sheryl Sandberg e Nick Clegg, reforçando a expansão para Europa e EUA. Leia mais
🗸 A OpenAI adiou o lançamento do “modo adulto” no ChatGPT para focar na concorrência com Google e Anthropic. A meta era permitir conteúdos maduros para usuários verificados, mas a empresa priorizou inteligência e personalidade do bot. Enquanto isso, Caitlin Kalinowski, chefe de robótica, demitiu-se por discordar do uso militar da IA pelo Pentágono. Leia mais
🗸 A Amazon convocou uma reunião de emergência após o site e o app ficarem seis horas fora do ar por causa de códigos gerados por IA sem critério. O “puxão de orelha” virou decreto: agora, engenheiros juniores estão proibidos de implementar sugestões dos robôs sem a revisão minuciosa de um veterano. O copy-paste desenfreado acabou. Leia mais
🗸 A Meta comprou a Moltbook, uma rede social onde humanos não entram: é exclusiva para IAs. O “Reddit para bots” agora integra o Meta Superintelligence Labs, com os criadores originais trabalhando sob o comando de Zuckerberg. O objetivo é estudar como as IAs interagem entre si para criar assistentes digitais cada vez mais naturais e “humanos”. Leia mais
🗸 Pelo 20º ano seguido, a Samsung é a maior fabricante de TVs do mundo, liderando em receita e telas QLED. Porém, a folga diminuiu: a chinesa TCL acelerou, garantindo o segundo lugar global com modelos Mini-LED competitivos. Enquanto a coreana aposta em IA para manter a coroa, os chineses avançam rápido no custo-benefício. Leia mais
🗸 A Polícia Federal desmantelou um esquema de IPTV pirata que movimentou R$ 4,2 milhões. Na Operação Bucaneiros, apreenderam oito carros de luxo e R$ 1,7 milhão em espécie. Além do sinal ilegal, os apps roubavam dados bancários via malware. Os criminosos ostentavam riqueza sem emprego formal e agora respondem por lavagem de dinheiro e violação de direitos autorais. Leia mais
🗸 O YouTube superou a Disney e agora é a maior empresa de mídia do mundo em receita. Com faturamento de US$ 62 bilhões em 2025, a plataforma do Google desbancou o império do Mickey graças à publicidade e assinaturas Premium. Avaliado em US$ 560 bilhões, o site de vídeos consolidou sua liderança absoluta no entretenimento global. Leia mais
🗸 A Meta anunciou chips proprietários para acelerar seus datacenters e redes sociais. O programa MTIA prevê quatro gerações de hardware nos próximos dois anos, com lançamentos a cada seis meses. O objetivo é otimizar recomendações e IA generativa, garantindo maior eficiência e independência de fornecedores como a Nvidia, seguindo os passos de Google e Microsoft. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Sergio Maria)
O risco real da Inteligência Artificial não está no que já foi adotado, mas no “vazio” entre a capacidade técnica atual e o que ainda não tem forma. Um estudo da Anthropic revela que, embora a IA possa realizar até 94% das tarefas profissionais, a adoção real nas empresas é apenas uma fração disso. Para navegar nessa disrupção, as organizações precisam ir além de apenas executar ou adaptar; elas precisam aprender a desaprender.
Descubra na coluna de Sergio Maria por que a prontidão organizacional deve ser medida pela qualidade da experimentação e pela coragem de abandonar certezas operacionais, transformando a cultura corporativa no principal motor de sobrevivência diante do desconhecido.
![]() | Sergio Maria |
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
Hamnet (livro, 384 páginas, em português)
Maggie O’Farrell reimagina a vida da família de Shakespeare, focada em Agnes e no luto pela perda de seu filho. O romance explora como essa tragédia pessoal teria inspirado a criação de Hamlet. 🖋️🥀
Escola de Rock (filme, 2003, 109 minutos)
Jack Black brilha como o guitarrista fracassado que se finge de professor em uma escola de elite. O filme transformou o aprendizado musical em rebeldia e virou um fenômeno cultural inesquecível. 🎸🤘
Vidas secas (livro, 96 páginas, em português)
Graciliano Ramos retrata a luta de Fabiano e sua família contra a seca e a opressão no sertão. Com um estilo seco e direto, a obra é um pilar do regionalismo modernista. 🌵☀️
Why Neil Hates Parsecs (vídeo, 14 minutos, em inglês)
Neil deGrasse Tyson explica que parsec é distância (3,26 anos-luz), não tempo. Ele ainda tira um barato de Han Solo por dizer que “correu rápido” em parsecs, provando que Star Wars ignora totalmente a física. 🌌🤡
Guardar rancor é como segurar uma brasa quente com a intenção de atirá-la em alguém; quem se queima é você.
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
