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Cuidado com IA em excesso!
Como a obsessão por criar centenas de projetos-piloto inúteis está virando o novo ‘fingir que trabalha’ do mundo corporativo.

24 de junho, quarta-feira (e hoje tem Brasil na Copa!⚽🏆)
Hoje, 24 de junho, celebramos o dia em que a Intel resolveu dar um upgrade de respeito na espinha dorsal da internet. Em 1998, a empresa lançava o processador Pentium II Xeon, um chip feito especificamente pra aguentar o tranco de servidores e computação de alto desempenho. Ele era um trambolho físico gigante se comparado aos chips de hoje, parecendo um cartucho de videogame antigo (o famoso formato Slot 2). Antes dele, os servidores de grande escala dependiam de arquiteturas proprietárias ultra caras (e fechadas). A Intel colocou nele um cache L2 que rodava na mesma velocidade total do processador — algo caríssimo e inovador na época —, transformando o chip no motor favorito das empresas que precisavam rodar bancos de dados imensos sem fritar a placa-mãe. 💾🖥️
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Cuidado com IA em excesso! - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
☁️ Oracle corta 21 mil
📋 Riscos psicossociais e os novos papéis da liderança
🚀 Ações da SpaceX
🔍 Google sob pressão
🤖 Nadella defende vagas
💻 China bate os EUA
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir
Frase do dia - pra refletir, concordar, discordar e compartilhar
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IA & MERCADO
CUIDADO COM IA EM EXCESSO!

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A ordem do dia no mundo corporativo é enfiar IA até no cafezinho, e todo mundo abraçou a causa com força.
O problema é que, na pressa de parecerem super modernos e tecnológicos, dezenas de equipes começaram a criar mini-iniciativas de IA que nunca saem do papel ou que não servem pra absolutamente nada estratégico.
Como diria Brett Greenstein, diretor de IA da consultoria West Monroe, um chefe sabe que apenas três coisas mudam o jogo, mas se você perguntar nos corredores, todo mundo jura que tem 300 ideias geniais prontas pra decolar.
🖇️ Muita iniciativa, pouca ‘terminativa’
Essa explosão de ideias virou assunto sério no evento Brainstorm Tech da Fortune, onde especialistas lavaram a roupa suja dessa pressa digital sem foco prático.
Sean Bruich, o cabeça de tecnologia da Amgen e cientista de dados, explicou que esse excesso de projetos-piloto vira um freio de mão gigantesco pra agilidade das empresas. Basicamente, cada microprojeto ganha um padrinho, uma equipe, metas próprias e engenheiros dedicados, gerando uma burocracia sem fim que esconde o que realmente traz lucro e eficiência pro negócio.
Quem também compartilhou o mesmo sentimento de frustração foi Dan Gill, diretor de produtos da Carvana, focada em logística e financiamento de veículos. Ele pontuou que terminar uma única tarefa importante por completo vale infinitamente mais do que começar cinco e deixar todas travadas em 20% de progresso.
O grande perigo atual da IA é que fazer protótipos, documentações e códigos ficou barato e fácil demais, dando a falsa impressão de avanço quando, na verdade, focar no básico e refiná-lo com calma é o verdadeiro pote de ouro.
🤠 A culpa é do ego dos chefões

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O resultado desse surto coletivo de inovação é o puro suco do desperdício de dinheiro e tempo, reduzindo a produtividade em vez de multiplicá-la como prometido.
Nizar Trigui, diretor de tecnologia da gigante GXO, explicou que a saída é fazer com que a liderança pare de olhar a IA apenas como uma ferramenta técnica isolada e passe a guiá-la pelos objetivos reais de negócios.
Essa virada precisa vir de cima, com o CEO e o conselho totalmente engajados em entender como a tecnologia pode, de fato, resolver os problemas estruturais da companhia.
Só que alinhar isso na prática é um parto, porque mexe direto com o ego e com o que os chefes achavam que era sucesso até ontem.
Tradicionalmente, o status de um líder é medido pelo tamanho da sua equipe, pela quantidade de planilhas complexas e pelo volume de metas acumuladas na tela. Mudar essa mentalidade antiga pra um modelo focado em simplicidade dá trabalho, mas os palestrantes deixaram claro que fechar os olhos e ignorar o cenário atual não é mais uma opção válida pra ninguém.
Mesmo com toda essa bagunça corporativa, não dá pra simplesmente dar um “Ctrl+Z” na revolução tecnológica e fingir que nada aconteceu.
Dan Gill encerrou o debate lembrando de forma emblemática que cruzamos o Rubicão e queimamos os navios, ou seja, é impossível voltar pra era pré-IA. O jeito agora é arrumar a casa, cortar os excessos inúteis que só servem pra deixar o ppt bonito e focar no que funciona.


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
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🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
☁️ Oracle corta 21 mil
A Oracle decidiu passar o facão na folha de pagamento e eliminou cerca de 21 mil empregos globais. A reestruturação em massa foca na otimização de recursos enquanto a gigante de software direciona rios de dinheiro pra expansão de sua infraestrutura voltada pra inteligência artificial.
O movimento é o clássico paradoxo do Vale do Silício: enquanto as vagas pra engenheiros especializados em IA e computação em nuvem estão bombando, as áreas tradicionais de vendas, suporte e hardware legado viraram alvos fáceis pro corte de custos. Pra diretoria, a troca de cérebros humanos por chips da Nvidia faz total sentido no balanço financeiro, deixando os acionistas felizes e o RH sobrecarregado com as demissões. Leia mais
📋 Riscos psicossociais e os novos papéis da liderança
A partir de 26 de maio, entra em vigor a nova redação da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), tornando obrigatória a inclusão de fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. Isso significa que as empresas deverão monitorar e controlar riscos à saúde mental, como assédio e estresse, com fiscalização punitiva.
E não é apenas isso. Com a chegada da NR-1, as lideranças ganham uma nova camada de responsabilidade em relação aos times. Novos papéis e habilidades passarão a ser exigidos dos gestores na tentativa de mitigar e prevenir os riscos e reter talentos. Este ebook traz de forma clara e resumida o que é a NR-1 e como trabalhá-la, além de dedicar um capítulo inteiro sobre os novos papéis da liderança neste novo cenário. Baixe gratuitamente neste link.
🚀 Ações da SpaceX
A gravidade é uma força implacável, e as ações da SpaceX na Nasdaq sentiram isso na pele. Depois do rali histórico que transformou Elon Musk no primeiro trilionário do mundo, a euforia do IPO deu lugar a uma bela ressaca de mercado, com os papéis devolvendo boa parte dos ganhos da estreia.
O balde de água fria veio após a empresa anunciar uma emissão monstruosa de US$ 20 bilhões em títulos pra financiar projetos de inteligência artificial e infraestrutura. A notícia ativou o modo de correção dos investidores, fazendo o valor de mercado flertar perigosamente com a linha dos US$ 2 trilhões. Pra quem comprou o papel no topo do hype, a viagem espacial começou com uma turbulência daquelas. Leia mais
🔍 Google sob pressão
A hegemonia do Google nas buscas está sob forte ameaça com o avanço implacável da inteligência artificial e uma debandada histórica de cérebros. Rivais como OpenAI e Perplexity avançam rápido no mercado de buscas conversacionais, enquanto a gigante de Mountain View enfrenta dificuldades pra reter seus principais pesquisadores, atraídos por salários astronômicos e menos burocracia na concorrência.
Essa combinação perigosa acendeu o sinal de alerta na diretoria, que corre contra o tempo pra injetar recursos de IA generativa no seu principal motor de anúncios. Pro Google, o desafio atual vai muito além de refinar algoritmos: trata-se de evitar o temido “momento Kodak” e provar que o rei dos links azuis ainda consegue ditar as regras do jogo. Leia mais
🤖 Nadella defende vagas
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, resolveu acalmar os ânimos e criticou o discurso apocalíptico de que a inteligência artificial vai roubar o emprego de todo mundo. Pro executivo, essa narrativa de terra arrasada ignora a história das revoluções tecnológicas, que sempre criam novas funções enquanto automatizam as tarefas mais chatas e repetitivas do dia a dia.
Nadella defende que a tecnologia deve ser vista como uma ferramenta de copiloto (olha o jabá discreto), capaz de aumentar a produtividade e liberar os humanos pro trabalho criativo e estratégico. No fim, a mensagem do chefe é clara: menos pânico de ficção científica e mais foco em aprender a usar os robôs a seu favor. Leia mais
💻 China bate os EUA
A China retomou o topo do ranking global de supercomputação após quase uma década com o LineShine, desbancando o El Capitan dos EUA. Desenvolvido pelo Shenzhen Cloud Computing Center, o monstro de 13,7 milhões de núcleos atinge insanos 2,198 Exaflops por segundo.
O movimento é uma baita demonstração de força contra as sanções de Washington, já que a máquina roda com chips customizados nacionais e sistema operacional próprio. Mas há um detalhe irônico: embora destrua em cálculos tradicionais, o LineShine não brilha muito processando inteligência artificial. Além disso, analistas lembram que gigantes privadas (como a xAI e seu cluster Colossus) preferem esconder suas supermáquinas do ranking, deixando no ar quem realmente manda no pedaço. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Simone Bervig)
O marketing assumiu o papel de motor central da transformação digital nas empresas, deixando de ser apenas um departamento de comunicação. Com os dados de consumo fragmentados por múltiplos canais, as ferramentas e estratégias modernas de marketing agora lideram a modernização das estruturas corporativas inteiras pra decifrar a nova jornada do cliente.
Esse movimento acelera a adoção de inteligência artificial de ponta, sistemas avançados de análise de dados e integrações complexas que unem todas as pontas do negócio, desde as vendas até as finanças. Não fique parado no tempo: acelere sua visão estratégica e acesse a coluna completa de Simone Bervig no TecMundo. 🚀📊
![]() | Simone Bervig |
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
(livro, 312 páginas, em português)
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(filme, 2017, 148 minutos)
Liz tenta reconstruir a vida com a filha e enterrar o passado, mas vira alvo de um fanático diabólico. A prova de que fugir de ex-embuste é fichinha perto de perseguidor infernal. 🤠🔥
(livro, 200 páginas, em português)
Um feto escuta, de dentro do útero, sua mãe e o tio planejando o assassinato do seu pai. Basicamente um Hamlet gestacional que mostra que o drama familiar começa antes mesmo do parto. 🤰🍷
(série, 2 temporadas, 16 episódios)
Dwayne Johnson revela os segredos dos “Imagineiros” pra criar as atrações mais famosas do mundo. Uma viagem bem-humorada pelos bastidores de elevadores que despencam e montanhas-russas complexas. 🏰🎢
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
