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Feliz aniversário, Apple!
Nem só de iPhone vive a empresa, a lista de fracassos também é gigante.

1º de abril, quarta-feira
Além de ser o aniversário de 50 anos da Apple, como você já deve ter percebido, celebramos o dia em que o e-mail deixou de ser uma dor de cabeça de “caixa cheia”! O lançamento do Gmail em 2004 foi tão disruptivo que a imprensa achou que era fake news a oferta gratuita de 1 GB de espaço, visto que Hotmail e Yahoo ofereciam míseros 2 MB ou 4 MB de espaço (mal dava para uma foto de baixa resolução). Além do espaço gigantesco pra época, o Gmail trouxe a busca do Google para dentro das mensagens e organizou tudo em conversas, acabando com aquela bagunça de e-mails soltos. Um detalhe final: o Gmail começou apenas para convidados, criando o primeiro “fomo” (o medo de ficar de fora) da era digital por um convite de e-mail. 📩🤫
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Feliz aniversário, Apple! - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
📸 Sony trava venda de cartões de memória
⚡ Nvidia investe bilhões na Marvell
💸 TikTok quer virar seu novo banco
🪖 Keeta protege entregadores com tecnologia
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
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MERCADO & TECNOLOGIA
FELIZ ANIVERSÁRIO, APPLE!

Giphy
Neste 1º de abril a Apple completa 50 anos. A empresa que virou sinônimo de inovação (e de filas quilométricas por gadgets) também coleciona uma boa quantidade de… tropeços. Nem tudo virou iPhone ou MacBook: ao longo das décadas, vários produtos simplesmente não colaram, seja por preço absurdo, design esquisito ou tecnologia que ainda não tava pronta pro mundo.
Então, em clima de aniversário, a gente resolveu relembrar alguns dos maiores “ih, deu ruim” da história da empresa. Spoiler: tem de tudo, de computador que derretia até rede social que ninguém pediu.
🖥️ Apple III (1980–1984)

Wikimedia Commons
Antes de existir notebook, tablet ou qualquer coisa portátil, o principal produto da Apple eram computadores de mesa e, assim, o Apple III foi lançado como uma evolução do Apple II (que já era um grande hit).
O problema é que, na tentativa de deixar o computador mais silencioso e elegante, a Apple decidiu remover ventoinhas internas, que são justamente as peças responsáveis por resfriar o sistema. Resultado: o computador simplesmente esquentava demais durante o uso e, em alguns casos, o calor era tão intenso que os componentes internos se deformavam e paravam de funcionar.
Na prática, era um computador caro que podia quebrar sozinho só por estar ligado. Foi um dos primeiros grandes vexames da marca.
🤳Apple Newton (1993–1998)
Wikipedia Commons
Antes dos smartphones existirem, já havia uma ideia de “computador de bolso”. Esse tipo de dispositivo era chamado de PDA (assistente pessoal digital), basicamente um gadget para anotações, agenda e organização do dia a dia.
O Newton foi a aposta da Apple nesse mercado. Ele vinha com uma canetinha e a grande promessa era revolucionária: você podia escrever na tela e o aparelho transformaria sua letra em texto digital.
Na teoria, incrível. Na prática, um caos. O sistema de reconhecimento de escrita era muito zoado, então você escrevia uma palavra e o aparelho entendia outra completamente diferente.
Além disso, pra piorar, era caro, ou seja: não entregava o que prometia e ainda pesava no bolso.
🖨️Power Mac G4 Cube (2000–2001)

Wikimedia Commons
No começo dos anos 2000, a Apple já começava a apostar forte em design (aquela ideia de que tecnologia também precisa ser bonita). O Power Mac G4 Cube era exatamente isso: um computador com formato de cubo, superminimalista e com cara de peça de museu.
Mas vamos traduzir: ele era basicamente a “CPU” (a parte do computador onde ficam os componentes principais), só que sem monitor, teclado ou mouse inclusos. Ou seja, você pagava caro por uma parte incompleta do sistema.
Além disso, ele tinha limitações técnicas, era difícil de atualizar ou melhorar com o tempo, algo importante pra quem compra computador e, claro, o preço era bem alto comparado a outras opções mais completas.
Resultado: bonito? Sim. Prático? Nem tanto. Vendeu pouco e saiu de linha rapidinho.
📱iTunes Ping (2010–2012)

Aqui a Apple resolveu entrar em um território completamente diferente: redes sociais. O Ping era uma função dentro do iTunes (o programa usado pra comprar e ouvir música) que permitia seguir amigos e artistas, ver o que eles estavam ouvindo e descobrir novas músicas.
Parece OK, né? O problema é que ele nasceu num momento em que todo mundo já estava ocupado demais com outras redes, tipo Facebook e Twitter. Ninguém queria criar mais um perfil, adicionar amigos de novo e começar do zero.
Então as pessoas simplesmente ignoraram. O Ping ficou dois anos no ar e foi de arrasta sem deixar saudade.
⚡AirPower (anunciado em 2017 e cancelado em 2019)

O AirPower talvez seja o exemplo mais moderno de promessa que virou decepção (até porque nem chegou a existir). A ideia era simples e muito atraente: um carregador sem fio capaz de carregar vários dispositivos ao mesmo tempo em qualquer posição.
Hoje isso parece comum, mas na época seria um baita diferencial. O problema é que, tecnicamente, era muito difícil fazer isso funcionar bem. Os testes internos mostraram que o produto esquentava demais e não conseguia carregar os dispositivos de forma eficiente.
Depois de anos de expectativa, a Apple fez algo raro: cancelou oficialmente o produto antes mesmo do lançamento. Ou seja, foi um flop sem nem chegar às lojas.
Gostou dos fracassos da Apple? Vem ver mais produtos que falharam miseravelmente na matéria completa do TecMundo.


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🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
📸 Sony trava venda de cartões de memória
A Sony suspendeu as vendas de quase todos os seus cartões de memória das linhas SD e CFexpress no Japão. O motivo é a escassez global de semicondutores, que está deixando as prateleiras vazias. Além da falta de chips, o conflito no Irã afetou o suprimento de hélio, agravando ainda mais a situação. A medida pegou de surpresa fotógrafos e videomakers que dependem desses itens para gravar em 4K.
Sem data para retomar a produção, a gigante japonesa agora avalia o mercado dia após dia. Se você precisava de um cartão novo, a hora de garimpar o estoque é agora! Leia mais
⚡ Nvidia investe bilhões na Marvell
A Nvidia anunciou um investimento bizarro de US$ 2 bilhões na Marvell, gigante especializada na projeção de semicondutores. O objetivo é unir forças para criar chips customizados e acelerar a infraestrutura de dados para inteligência artificial. A parceria também foca na iniciativa Nvidia Aerial, que promete levar processamento de IA diretamente para as torres de celular, impulsionando o 5G e o futuro 6G.
Após a notícia, as ações da Marvell dispararam 11%, consolidando a Nvidia como a empresa mais poderosa do mundo. O “time verde” não para de expandir seu domínio tecnológico! Leia mais
💸 TikTok quer virar seu novo banco
O TikTok está de olho no mercado financeiro brasileiro e já solicitou ao Banco Central autorização para atuar como fintech. A rede social pretende oferecer serviços de contas pré-pagas e atuar como uma empresa de crédito direto, o que permitiria a concessão de empréstimos e a realização de pagamentos diretamente pelo app.
A estratégia faz todo sentido, já que a dona do TikTok, a ByteDance, já opera o Douyin Pay na China com grande sucesso. Com um investimento anunciado de R$ 200 bilhões no Brasil, a plataforma quer transformar o engajamento dos vídeos em transações financeiras reais. Se aprovado, prepare-se para pagar boletos e pedir crédito entre um “scroll” e outro! Leia mais
🪖 Keeta protege entregadores com tecnologia
O app de delivery Keeta começou a distribuir capacetes inteligentes para ciclistas entregadores em São Paulo. O acessório bizarro conta com alto-falantes integrados para navegação por voz, evitando que o entregador precise olhar para o celular o tempo todo. Além disso, o capacete tem Bluetooth para chamadas e músicas, luzes de LED e um sensor que detecta quedas graves, acionando a central de segurança automaticamente.
A distribuição é gratuita e faz parte de um projeto piloto para reduzir acidentes nas ruas paulistanas. É a tecnologia literalmente salvando vidas no corre do dia a dia! Leia mais
📄 ️COLUNA (por Simone Bervig)
Marca não é logo ou paleta de cores; é a reputação que sobrevive à crise e a confiança que precede a venda. No mercado atual, a diferenciação técnica é efêmera, transformando o branding no único ativo de longo prazo capaz de reduzir o custo de aquisição e sustentar o ticket médio.
Descubra na coluna de Simone Bervig por que a consistência entre promessa e entrega é o que separa empresas que geram ruído daquelas que conquistam autoridade, e como a conexão emocional — baseada em verdade, não em storytelling fabricado — cria uma barreira competitiva que nenhum algoritmo consegue copiar. 💎📈
![]() | Simone Bervig |
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
(livro, 456 páginas, em português)
O livro investiga como o mito de Adão e Eva virou dogma e moldou a moral ocidental. Uma aula de história sobre quem inventou que a culpa é sempre nossa e por que ainda confundimos o bem com o mal. 🍎🐍
(filme, 2010, 149 minutos)
Nolan comanda este thriller onde invadir a mente alheia pelos sonhos é o novo “home office” de risco. Uma trama que prova que uma ideia plantada no lugar certo pode causar um estrago maior que qualquer despertador. 😴🌀
Uma história da velhice no Brasil
(livro, 320 páginas, em português)
Mary Del Priore mostra como o brasileiro passou de respeitar os mais velhos a ignorá-los. Um mapa histórico para entender que envelhecer com dignidade exige muito mais do que sorte e bons genes. 👵⏳
(filme, 2019, 161 minutos)
Quentin Tarantino reimagina 1969 com um ator em declínio e seu dublê tentando não virar peça de museu em LA. Uma carta de amor ao cinema que mostra que vizinhos famosos podem mudar tudo, até a história. 🎬🥃
A maioria das pessoas não tem ideia de como funciona uma transmissão automática, mas sabe dirigir um carro. Você não precisa estudar física para entender as leis do movimento para dirigir um carro. Você não precisa entender nada disso para usar um Macintosh.
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
