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Google cavou a própria cova
Com medo de perder a corrida da IA, gigante da busca estaria treinando usuários a abandonar os próprios links e Wall Street aplaudiu de pé.

28 de maio, quinta-feira
Hoje, 28 de maio, celebramos o dia em que o matemático britânico Alan Turing enviou para publicação o seu artigo revolucionário “On Computable Numbers”. Em 1936, há 90 anos, muito antes de existir tela, teclado ou silício, o cara usou apenas papel, caneta e uma lógica impecável para conceber a “Máquina de Turing”. Essa máquina não era um objeto físico, cheio de engrenagens, mas sim um modelo puramente teórico — um experimento mental sobre uma fita infinita que lia e escrevia símbolos. Turing basicamente desenhou o mapa da lógica computacional moderna, mostrando que uma única máquina abstrata poderia executar qualquer algoritmo do mundo. Sem esse insight, as IAs e o dispositivo que você está usando agora seriam pura ficção científica. 💾📄
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Google cavou a própria cova - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
🏫 Google abre centro tecnológico na USP
💪🏻 NVIDIA vai investir pesado em Taiwan
💾 Memórias faturam R$ 500 bilhões
🎮 Nubank lança jogos com descontos
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir
Frase do dia - pra refletir, concordar, discordar e compartilhar
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IA & MERCADO
GOOGLE CAVOU A PRÓPRIA COVA

Giphy
O Vale do Silício ama uma fanfic e, segundo a Fortune, nos últimos três anos, ninguém contou uma história melhor do que Sam Altman. O chefão da OpenAI conseguiu convencer o mercado de que a IA seria tipo um cérebro mágico capaz de resolver tudo: trabalho, busca, produtividade, talvez até sua crise existencial de domingo. Só que, segundo críticos do setor, a realidade seria bem menos fofucha (e muito mais cara).
A teoria que circula entre executivos e analistas é de que Altman não apenas criou um boom da IA, mas também empurrou concorrentes pra decisões desesperadas.
Adivinha quem teria caído direitinho nessa armadilha? Ele mesmo, o papai do Google, Sundar Pichai. Desde o lançamento do ChatGPT, o Google entrou numa corrida frenética pra colocar IA em literalmente tudo. Busca, Gmail, Docs, Android… falta a torradeira responder e-mails sozinha.
🍀 Fotossíntese tech
O problema é que essa pressa pode estar mexendo justamente no coração da empresa: os links patrocinados e os cliques da busca tradicional. Ao colocar resumos automáticos e respostas conversacionais no topo dos resultados, o Google estaria ensinando usuários a não clicarem mais em sites (que tiro no próprio pé, hein).
Na prática, críticos enxergam uma espécie de “autocanibalização corporativa”. O modelo de negócios do Google sempre dependeu de pessoas navegando pela internet, entrando em páginas e vendo anúncios, mas, agora, a IA entrega respostas prontas ali mesmo.
Resultado dessa pataquada: menos tráfego pra sites, menos cliques e uma internet inteira desesperada.

💸 Bilhões indo pro espaço
Enquanto isso, as gigantes da tecnologia seguem despejando dinheiro em infraestrutura de IA num ritmo absurdo.
Microsoft, Google, Meta e Amazon anunciaram investimentos de mais de US$ 100 bilhões em data centers e energia pros próximos anos. E aí mora a grande pergunta: quem vai pagar essa conta? Porque assinatura de chatbot a US$ 20 por mês claramente não banca esse rolê inteiro.
Segundo estimativas divulgadas pelo mercado, a OpenAI gastaria mais de US$ 5 bilhões por ano só com computação. O detalhe é que a receita ainda estaria muito abaixo disso. E aí começa a surgir a comparação que faz qualquer executivo suar frio: a bolha da internet dos anos 2000. Só que, desta vez, especialistas apontam uma diferença importante, considerando que, naquela época, mesmo com exageros, a internet construiu uma infraestrutura revolucionária.
Agora, a dúvida é se a IA realmente gera valor suficiente pra justificar um investimento tão monstruoso.
🤖 Robô trabalhando, você revisando
Outro ponto que começa a incomodar empresas é a famosa “economia de trabalho” prometida pela IA. Porque, na prática, muita gente usa o chatbot… e depois passa metade do tempo revisando se ele inventou informação.
A crítica central é que, se o usuário precisa checar tudo manualmente, talvez a ferramenta não economize tanto trabalho assim (parabéns, você foi promovido a “fiscal de bot”).
Agora, o mercado de tecnologia parece dividido entre dois medos. O primeiro é investir bilhões numa tecnologia que ainda não encontrou um modelo sustentável; o segundo é não investir e parecer “atrasado” diante de Wall Street.
Ou seja, se o Google continuar apostando pesado em IA, pode pressionar ainda mais seu negócio principal de publicidade, mas desacelerar pode ser interpretado pelo mercado como sinal de fraqueza. A coisa está feia…


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
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RoG Zephyrus Duo chega ao Brasil com preço surreal
🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
🏫 Google abre centro tecnológico na USP
O Google inaugurou um megacentro de engenharia na USP com foco em privacidade, segurança e IA. A gigante das buscas resolveu colar nos universitários paulistas pra criar as tecnologias do futuro, transformando o campus em um verdadeiro laboratório de inovação digital. Enquanto os estudantes comemoram a chance de ouro no currículo, a empresa ganha mentes brilhantes pra blindar dados e treinar algoritmos.
É a inteligência artificial fincando bandeira na academia brasileira com estilo. Só esperamos que os novos robôs criados por lá ajudem a desvendar o maior mistério do campus: como achar vaga no estacionamento da Poli? Leia mais
💪🏻 NVIDIA vai investir pesado em Taiwan
Jensen Huang resolveu abrir a carteira da NVIDIA e anunciou um plano audacioso de investir impressionantes US$ 150 bilhões por ano em Taiwan. O CEO da gigante das placas de vídeo quer garantir que o fornecimento dos chips mais cobiçados do planeta para inteligência artificial continue funcionando em ritmo de Fórmula 1.
Enquanto os concorrentes choram pelos cantos tentando alcançar o poder de processamento da empresa, o chefão da jaqueta de couro preferiu blindar sua principal base de fabricação. É tanto dinheiro envolvido que Taiwan vai acabar virando oficialmente o maior e mais caro hub de IA do mundo inteiro! Leia mais
💾 Memórias faturam R$ 500 bilhões
A indústria de tecnologia alcançou uma marca histórica ao faturar mais de 500 bilhões de reais apenas com a venda de memórias em 2026. A fome insaciável dos novos servidores de inteligência artificial impulsionou esse montante impressionante, já que as máquinas precisam de rios de armazenamento para guardar cada prompt aleatório que a humanidade inventa.
As fabricantes estão nadando em dinheiro e vendendo pentes de RAM e SSDs a preço de ouro para o silício ditar as cartas do mercado global. Pelo visto, esquecer as coisas virou um luxo tão grande que até os computadores cobram uma fortuna para conseguir lembrar de tudo! Leia mais
🎮 Nubank lança jogos com descontos
O Nubank resolveu transformar o seu aplicativo em um verdadeiro fliperama financeiro ao lançar jogos que dão cupons e descontos na Shopee, Uber e Samsung. A ideia do roxinho é prender a atenção dos clientes com missões e desafios virtuais que geram recompensas reais na hora de gastar.
Essa estratégia de entretenimento digital une a jogabilidade ao consumo para facilitar a vida de quem adora caçar uma pechincha na internet. Agora você tem uma desculpa oficial para ficar jogando no celular o dia todo: dizer que está apenas tentando economizar dinheiro nas próximas comprinhas do mês! Leia mais
📄 ️COLUNA (por Piero Contezini)
A disputa entre OpenAI e Anthropic deixou de ser apenas uma corrida por quem entrega mais parâmetros para se tornar o embate que dita o ritmo corporativo e tecnológico desta década. De um lado, a OpenAI adota uma postura de comercialização agressiva e pressa na entrega de agentes autônomos; do outro, a Anthropic se posiciona como a guardiã da segurança, alinhamento e governança, atraindo empresas que não podem errar.
Essa rivalidade vai além de uma simples concorrência: ela está redesenhando a alocação de venture capital, forçando regulamentações globais e obrigando os líderes de negócio a tomarem uma decisão estratégica fundamental entre a velocidade do pioneirismo e o rigor da mitigação de riscos. Leia mais na coluna de Piero Contezini.
![]() | Piero Contezini |
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
(livro, 268 páginas, em português)
Princesas nazistas manipulando jornais, fofocas de espionagem em cafeterias britânicas e Coco Chanel tentando seduzir Churchill pela paz. A Segunda Guerra Mundial parecia uma reunião de condomínio caótica. 🤫💅🏻
(filme, 2025, 98 minutos)
Uma família fica presa em uma fazenda isolada e precisa decidir o que é pior: os problemas internos do casamento ou o lobisomem faminto arranhando a porta da frente. 🌕🐺
(livro, 160 páginas, em português)
Freud usa exemplos reais pra provar que aquele seu sonho bizarro na verdade esconde desejos reprimidos e pensamentos sexuais. Basicamente, a mente trabalhando horas extras pra expor seus maiores micos. 🧠💤
(série, 1 temporada, 10 episódios)
Um caçador de recompensas durão vaga pela galáxia fingindo que não se importava com nada, até virar babá em tempo integral do bebê alienígena mais fofo do universo. 🪐👶🏼
É fácil fugir das nossas responsabilidades, mas não podemos fugir das consequências de fugir delas.
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
