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Guerra é coisa de bilionário?
Startup de US$ 31 bi entra no jogo do Pentágono e mostra que guerra agora também é software.

7 de maio, quinta-feira
Hoje, 7 de maio, celebramos o aniversário da Sony (que nasceu com o nome chique de Tokyo Telecommunications Engineering). Em 1946, logo após a guerra, Akio Morita e Masaru Ibuka começaram o negócio em uma sala de departamentos queimada, com apenas 20 funcionários. O primeiro produto deles não foi um gadget de som, mas uma panela elétrica de arroz que… bem, queimava o arroz quase sempre. Foi um fracasso retumbante, mas eles não desistiram e acabaram criando o rádio transistorizado e o Walkman, provando que errar o ponto do arroz pode ser o primeiro passo pra dominar a eletrônica mundial. 🍚🔌
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Guerra é coisa de bilionário? - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
☂️ Alphabet rumo ao topo do mundo!
📈 Samsung no clube do trilhão
🍎 Apple e o “prometeu, mas não cumpriu”
🚀 Temos um novo unicórnio de IA!
🐉 O dragão chinês da IA quer voar alto
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir
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MERCADO & TECNOLOGIA
GUERRA É COISA DE BILIONÁRIO?

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Se você ainda imagina guerra como tanque, soldado e estratégia no mapa… pode ir atualizando esse imaginário aí. O que está acontecendo agora passa muito mais por tecnologia, código e velocidade de produção, e é nesse cenário que entra a Anduril.
A empresa foi fundada em 2017 e hoje já vale US$ 31 bilhões, além de acumular contratos gigantes com o governo americano. Não é só crescimento rápido, é uma mudança de quem está construindo as ferramentas de guerra.
🛩️ Pequenos drones, grandes impactos
Um dos exemplos mais claros disso são os drones desenvolvidos pela empresa, como o Bolt, projetado pra carregar munições e atingir alvos com precisão.
Eles são pequenos, relativamente baratos (não pra nós, meros mortais) e podem ser produzidos em escala, coisa que não dá pra fazer com equipamentos militares tradicionais, que costumam ser caros e lentos de fabricar.
Por trás disso está Brian Schimpf, CEO da empresa, que não tem aquele perfil de executivo amigo da mídia. Engenheiro, discreto e técnico, ele passa mais tempo pensando em peso, física e eficiência do que dando entrevista.
Mas o principal produto da Anduril nem é exatamente físico, é o chamado Lattice, um sistema que conecta dados de diferentes equipamentos militares e cria uma visão em tempo real do campo de batalha. Na prática, funciona como um “painel” que ajuda a tomar decisões mais rápidas.
Essa lógica de integrar tudo via software é o que diferencia a empresa das gigantes tradicionais do setor, como a Boeing. Em vez de vender só equipamentos, ela vende um sistema completo, que pode ser atualizado e adaptado com mais velocidade.

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🗺️ Pressa virou estratégia
Outro ponto central é o ritmo, porque, enquanto empresas tradicionais levam anos pra desenvolver sistemas completos, a Anduril aposta em entregar soluções mais rápido, mesmo que ainda não estejam perfeitas. Segundo o próprio CEO, os clientes preferem assim (quem somos nós pra julgar, né?).
O motivo é simples: o cenário global está mais instável, e conflitos recentes mostraram que os estoques de armas podem acabar muito mais rápido do que o esperado. Em alguns casos, o equivalente a anos de produção foi usado em poucos dias.
Ao mesmo tempo que esse contexto permite que novas empresas entrem nesse setor, também traz riscos. A empresa ainda depende de poucos contratos grandes e faz apostas financeiras pesadas para desenvolver seus produtos.
🪞 O divo por trás
Apesar de nomes mais famosos estarem associados à empresa, como Palmer Luckey, quem realmente lidera a operação é Brian Schimpf. Ele tem experiência anterior na Palantir, empresa de software americana especializada em análise de big data e IA, e uma visão bem clara do que quer construir.
Ao mesmo tempo, ele evita romantizar o próprio trabalho e já disse que não comemora o uso das tecnologias que desenvolve e que prefere evitar conflitos (irônico, não?).
Com isso tudo, a Anduril virou um símbolo da guerra, deixando de ser só estratégia militar e passando a ser também um problema de tecnologia e produção.


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
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🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
☂️ Alphabet rumo ao topo do mundo!
A dona do Google está com tudo e pode estar prestes a desbancar gigantes como Apple e Microsoft pra se tornar a empresa mais valiosa do planeta. O otimismo dos investidores vem da performance matadora da Alphabet em inteligência artificial e da saúde de ferro do seu braço de nuvem, o Google Cloud.
Com as ações nas alturas, a empresa está provando que soube surfar a onda da IA melhor do que muitos esperavam, transformando tecnologia de ponta em lucro bruto. Se o ritmo continuar assim, o troféu de “maior do mundo” é apenas uma questão de tempo. Leia mais
📈 Samsung no clube do trilhão
A Samsung finalmente “zerou a vida” financeira e entrou no seleto clube das empresas que valem mais de US$ 1 trilhão. O segredo desse level up histórico? Os chips de memória que estão carregando a Inteligência Artificial do mundo todo nas costas!
Enquanto a gente briga com o corretor do celular, a gigante sul-coreana está rindo à toa, fabricando os semicondutores que fazem os robôs pensarem. Com o cofre lotado e as ações nas alturas, a Samsung provou que não é só de TV de 80 polegadas que se faz um império. Leia mais
🍎 Apple e o “prometeu, mas não cumpriu”
Sabe aquele papo de “na volta a gente compra”? Pois é, a Apple tentou algo parecido com o Apple Intelligence e acabou tendo que abrir a carteira. A Maçã fechou um acordo bilionário pra encerrar processos que a acusavam de fazer propaganda enganosa sobre os recursos de IA que demoraram (e muito) pra dar as caras. Os investidores não gostaram nada de ver o hype subir enquanto o software continuava no “em breve”.
Agora, pra evitar uma dor de cabeça ainda maior nos tribunais, a empresa resolveu pagar o “pedágio” da sinceridade atrasada. É o preço salgado de vender o futuro antes mesmo dele estar pronto pro download! Leia mais
🚀 Temos um novo unicórnio de IA!
A startup brasileira Enter acaba de entrar pro clubinho de elite do Vale do Silício, mas com DNA verde e amarelo. Após uma nova rodada de investimentos, a empresa foi avaliada em US$ 1,2 bilhão, garantindo oficialmente o título de “unicórnio”. O que eles fazem? Básicamente, criaram uma plataforma de IA que ajuda grandes empresas a automatizar processos complexos que antes levavam meses.
É o Brasil provando que não só entende de meme e futebol, mas também está exportando inteligência artificial de alto nível. Pode preparar o cafezinho, porque a Enter agora joga na Champions League das techs. Leia mais
🐉 O dragão chinês da IA quer voar alto
A DeepSeek, startup chinesa que balançou o mercado ao bater de frente com o ChatGPT gastando bem menos, está em busca de sua primeira grande rodada de financiamento. O objetivo é ambicioso: uma avaliação de US$ 50 bilhões! O aporte, que pode chegar a US$ 4 bilhões, serviria pra turbinar o poder computacional da empresa e segurar talentos. Entre os interessados estão a gigante Tencent e o fundo nacional de IA da China.
Com o lançamento do modelo V4, a startup quer provar que a China consegue liderar a corrida da inteligência artificial com tecnologia própria e eficiente. É o Império do Meio acelerando tudo! Leia mais
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
(livro, 440 páginas, em português)
Pietro salva estranhos no mar enquanto a noiva morre em casa. Ele decide morar na frente da escola da filha, provando que o luto faz a gente fazer coisas bem esquisitas pra não surtar. 🌊🪑
(filme, 2011, 150 minutos)
Skeeter volta pra casa e resolve entrevistar empregadas negras em plena segregação no Mississippi. O resultado é um livro bombástico que mostra que, naquela época, a verdade era o ingrediente mais perigoso da cozinha. ✍️🥧
(livro, 384 páginas, em português)
Um professor do futuro caça um poema perdido de 2014 em um mundo inundado. É o auge da obsessão acadêmica: o apocalipse está rolando, mas o sujeito só quer saber de rima e métrica. 🌊📖
(série, 2 temporadas, 12 episódios)
Londres serve de palco pra uma mulher caótica que usa o sexo e o sarcasmo pra mascarar o luto. Entre quebras da quarta parede e confissões ácidas, ela tenta não desmoronar enquanto sabota a própria vida. 🍷💸
A maioria dos empresários fracassa porque inicia um negócio não por pura força de vontade, mas sim porque ouviu dizer que era lucrativo.
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.