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IA vai roubar seu emprego! (sim, isso de novo...)

É isso mesmo que você leu!

13 de abril, segunda-feira

Hoje, 13 de abril, seria aniversário de Antonio Meucci, o cara que prova que na tecnologia nem sempre quem inventa é quem leva o Pix da fama. Em 1808, nascia o italiano que criou o “teletrofone” para falar com a esposa doente enquanto ele trabalhava no porão. A curiosidade? Meucci era tão pobre que não teve dinheiro para pagar a patente definitiva do invento. Ele pagou apenas uma taxa temporária, que expirou pouco antes de Alexander Graham Bell aparecer com o registro e ficar com todo o crédito (e o dinheiro). Só em 2002 o Congresso dos EUA reconheceu oficialmente que Meucci foi, de fato, o inventor do telefone, e não Bell. Se hoje você não vive sem o seu smartphone, saiba que a ideia original nasceu de um imigrante italiano que só queria facilitar o home office no século XIX.🗣️📞

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IA & MERCADO
IA VAI ROUBAR SEU EMPREGO!

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Aquela ideia clássica de que “a tecnologia cria mais empregos do que destrói” está começando a balançar. E não é teoria da conspiração, foram economistas mesmo, que sempre foram os mais céticos sobre IA acabar com vagas.

Agora, parte deles está basicamente olhando pra situação e pensando: “OK… talvez isso aqui seja maior do que a gente imaginava”.

📉 Não foi o que a gente pediu

Um estudo com economistas, especialistas em IA e até “superprevisores” mostra que o jogo mudou. A maioria já espera impactos relevantes no emprego, e, quanto mais rápido a IA avança, pior o cenário

Na média, economistas projetam uma queda de 1,6% na participação da força de trabalho nos próximos cinco anos. Parece pouco? Talvez. Mas, em cenários mais acelerados, esse índice pode cair abaixo de 60%, algo que não acontece há décadas.

E tem mais: até 2030, existe uma chance real de a IA conseguir fazer pesquisa científica quase sozinha, escrever livros de qualidade e tocar projetos complexos. Em um cenário mais extremo, ela faria em dias o que hoje leva anos, ou seja, não é só o estagiário que precisa ficar esperto, é todo mundo, inclusive quem adora uma reunião que podia ser um e-mail.

🤔 E se a gente estiver olhando errado?

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Mas calma: não existe consenso de que estamos indo direto pra uma distopia. Economistas lembram que a história já teve momentos de desigualdade alta e mudanças tecnológicas intensas, e o mundo não acabou (…né?). 

A diferença agora é a velocidade e o fato de que ninguém sabe direito como isso vai bater no emprego e nos salários. Tá todo mundo meio no escuro, inclusive quem faz previsão.

Agora vem o plot twist: alguns economistas defendem que 40% de desemprego e uma semana de trabalho de 3 dias podem ser, na prática, a mesma coisa, depende de como as horas de trabalho são distribuídas. Parece lindo, né? O problema é que, na vida real, ninguém combinou isso com o seu chefe.

🧠 Acabou a paz?

O que já está acontecendo é: tarefas que levavam oito horas agora levam duas, e o “tempo livre” virou mais demanda. Resultado: produtividade lá em cima e cérebro burnoutado. A tal semana de 3 dias até pode chegar um dia, mas não vai cair do céu.

A IA pode tanto liberar tempo quanto só deixar todo mundo mais ocupado, vai depender menos da tecnologia e mais de como a gente decide jogar esse jogo. E, pelo histórico… bom, você já imagina qual caminho parece mais provável.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

🔥 Fogo no parquinho (literalmente)

A vida de Sam Altman, o chefão da OpenAI, deu uma esquentada nada agradável: a casa dele em São Francisco foi atacada com um coquetel molotov na madrugada de sexta (10)! Ninguém se machucou e os danos foram mínimos, mas o susto foi grande. O suspeito foi preso logo depois, enquanto tentava tocar o terror em um dos escritórios da empresa.

Esse não é o primeiro perrengue de segurança da OpenAI, que já teve que evacuar prédios por ameaças no passado. Parece que nem toda a inteligência artificial do mundo consegue prever quando alguém vai decidir resolver as coisas do jeito “analógico”. Leia mais

☎️ O adeus ao telefone fixo

A Oi finalmente passou para a frente a sua divisão de telefonia fixa, aquela que foi o orgulho da empresa no passado. O “brinquedinho” foi vendido por pouco mais de R$ 60 milhões para a mineira Método Telecom. A nova dona vai levar de brinde a obrigação de manter os orelhões e as linhas em lugares onde o celular nem sonha em chegar, além de cuidar dos números de emergência (190, 192, 193).

É mais um capítulo da novela da recuperação judicial da Oi, que está tentando juntar cada centavo para pagar uma dívida que ainda passa dos R$ 15 bilhões. O fixo já era! Leia mais

🕵️ Geração Z Against The Machine

A Geração Z decidiu que não vai cair sem lutar e está sabotando a IA no trabalho! Uma pesquisa revelou que quase 30% dos funcionários dão uma “ajudinha” para a tecnologia falhar, inserindo dados errados ou gerando resultados propositalmente ruins. O motivo? O tal do FOBO (medo de se tornar obsoleto). Eles temem que a IA roube seus cargos, então tentam mostrar que ela é errática ou ineficiente.

Mas a estratégia é arriscada: os chefes já avisaram que quem se recusa a usar a IA é o primeiro da fila na hora do corte. É o verdadeiro “Eu, Robô” da vida real nos escritórios! Leia mais

⚙️ Anthropic quer entrar no jogo dos chips

A Anthropic, dona da IA Claude, está avaliando seriamente fabricar seus próprios chips pra não ficar na mão com a falta de componentes no mercado. O plano ainda está bem no começo, mas a ideia é seguir os passos de gigantes como a Meta e a OpenAI, que já perceberam que depender de terceiros é cilada.

O problema é que brincar de engenheiro de hardware custa uma fortuna — estima-se que o investimento possa chegar aos 500 milhões de dólares! Por enquanto, eles continuam usando o material da Amazon e do Google, mas o sonho do silício próprio está vivíssimo. Leia mais

💡SP INNOVATION WEEK

Neil Redding, o futurista que não faz previsões furadas, mandou o papo: estamos entrando na era de ouro do empreendedorismo graças à IA. Segundo ele, criar um negócio do zero nunca foi tão rápido e barato, já que os agentes de IA agora fazem o trabalho que antes exigia uma equipe inteira.

Mas nem tudo são flores (ou códigos): ele admite que muita gente vai perder o emprego nessa transição. O segredo? Deixar de ser apenas “executor” para virar um “tomador de decisão”. Quer saber como sobreviver e lucrar nesse novo mundo? Leia a entrevista completa! 🧠🚀

Assine agora o Estadão e garanta 35% de desconto no ingresso para o São Paulo Innovation Week.

🤔 PENSAMENTOS DE SEGUNDA (voltamos para sua alegria!)

⛓️‍💥 Eu não sou desastrado! O chão é que me odeia, a mesa e as cadeiras são valentonas, e as paredes ficam no meu caminho.

🧒🏻 O silêncio é ouro, a menos que você tenha filhos, aí o silêncio é simplesmente suspeito.

👝 Queria que minha carteira viesse com refil grátis.

🍕 Caixa quadrada, pizza redonda, fatias triangulares, isso sim é confuso.

🗓️ Por que a segunda-feira é tão longe da sexta-feira, e sexta-feira tão perto da segunda-feira?

Imagem: Giphy

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • Não foi isso que eu quis dizer!

    (livro, 224 páginas, em português)

    A gente vive num mundo onde um “OK” pode parecer uma declaração de guerra. Este livro ensina o básico da interpretação: como ler um story ou um e-mail sem criar um caos diplomático ou passar vergonha no crédito. 📖🚫

  • O menu

    (filme, 2009, 95 minutos)

    Anya Taylor-Joy e Nicholas Hoult pagam caro por um jantar chique onde o Chef serve caos e humilhação no prato principal. Uma sátira ácida que mostra que “eating the rich” pode ser alta gastronomia. 🍽️🔥

  • A vaca roxa

    (livro, 55 páginas, em português)

    Seth Godin manda o papo: ou seu produto é extraordinário ou ele é invisível. Num mundo de vacas marrons sem graça, seja a vaca roxa que faz todo mundo parar o carro. Ser “comum” é o jeito mais rápido de falir. 🐮💜

  • Os Testamentos: das filhas de Gilead

    (série, 1 temporada, 10 episódios)

    Gilead está de volta. Agnes e Daisy provam que nem o treinamento “divino” da Tia Lydia segura duas jovens prontas para implodir o sistema. O “Conto da Aia” versão geração Z, com menos paciência e muito mais revolta. 👗🔥

A IA é uma ferramenta. A escolha de como ela será utilizada é nossa.

Oren Etzioni, cientista da computação estadunidense

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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.