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IBM à beira da morte
A gigante da tecnologia divulga prévia do 2o trimestre abaixo do esperado e registra seu pior pregão em quase 40 anos após clientes trocarem software por chips de IA.

15 de julho, quarta-feira
Hoje celebramos o dia em que a aviação comercial global deu o seu primeiro grande “takeoff”. Em 1916, há 110 anos, o empresário William Boeing fundava em Seattle a Pacific Aero Products Co., que mais tarde seria rebatizada simplesmente com seu sobrenome. As primeiras aeronaves da Boeing eram feitas basicamente de madeira e tecido, costuradas e montadas por construtores de barcos locais em um antigo hangar de madeira às margens do Lago Union. Ao longo das décadas seguintes, a empresa liderou a transição da aviação de madeira e hélice para a era dos grandes jatos de metal, culminando no desenvolvimento do lendário Boeing 707 e do gigante “Rainha dos Céus”, o 747. 🛠️🛫
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
IBM à beira da morte - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
🥊 Casamento falido e deboche no X
💰 Acelerando com dinheiro dos outros
🚦 Anvisa dos algoritmos
⚠️ Seca extrema de chips à vista
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir
Frase do dia - pra refletir, concordar, discordar e compartilhar
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MERCADO & TECNOLOGIA
IBM À BEIRA DA MORTE

Giphy
Se você achava que seu saldo bancário depois do final de semana era desesperador, respira fundo e olha pra IBM.
A gigante da tecnologia passou por um verdadeiro pesadelo na última terça-feira, vendo suas ações despencarem impressionantes 23% logo após soltar uma prévia dos resultados do segundo trimestre.
O tombo foi tão feio que a empresa reviveu seus piores traumas, registrando o pior dia no mercado financeiro desde o fatídico “Black Monday” de 19 de outubro de 1987, quando a queda tinha sido de 23,7%.
☠️ Passando pelo vale da sombra da morte
Pra quem gosta de olhar o estrago em detalhes, a empresa reportou um lucro ajustado de US$ 2,93 por ação e uma receita de US$ 17,2 bilhões.
Parece muito dinheiro (e é), mas a Faria Lima e Wall Street não perdoam: os analistas da FactSet esperavam bem mais, com projeções de US$ 3,01 por ação e faturamento na casa dos US$ 17,86 bilhões. A frustração foi geral e o mercado reagiu daquele jeito bem maduro que conhecemos, vendendo as ações em massa e ativando o modo pânico.
E quem é o culpado dessa reviravolta? Adivinha (você vai acertar)…
Acertou quem respondeu IA, o assunto que simplesmente não sai da boca do povo. Existe um medo real e persistente rodando o mercado de que o boom das ferramentas de IA possa, na verdade, destruir os negócios das empresas mais tradicionais de software.
Os investidores estão de olho bem aberto, com receio de que o software antigo vire rascunho enquanto todo mundo corre atrás do que é novo.
💹 Cadê o dinheiro que estava aqui?

O CEO da IBM, Arvind Krishna, explicou pros investidores que o grande problema foi a fraqueza repentina nos setores de software e infraestrutura.
Basicamente, os clientes decidiram mudar a rota do dinheiro bem na reta final e repriorizaram totalmente os gastos pra comprar hardware bruto. Todo mundo correu pra garantir servidores, armazenamento e chips de memória de marcas como Micron e SK Hynix antes que os preços subissem por conta da escassez de oferta no mercado.
Na sua carta pros investidores, Krishna foi bem sincero e mandou a real: o plano exigia uma execução perfeita, e a equipe falhou em não rodar rápido o suficiente com os grandes contratos. No primeiro trimestre, a receita de software tinha subido bonitinho 11%, batendo US$ 7,05 bilhões e fazendo a empresa superar as expectativas com lucro de US$ 1,91 por ação.
Mas a alegria de quem vive de tecnologia dura pouco e o jogo virou completamente em questão de semanas.
📈 Investidores… Onde vivem? Do que se alimentam?
Enquanto a IBM lambe as feridas e tenta recalcular a rota, o dinheiro do mercado já achou um novo lugar pra surfar.
Os queridinhos da vez são os fabricantes de hardware e memórias puras, que estão lucrando rios de dinheiro com a infraestrutura necessária pra rodar e processar as cargas massivas de IA.
A lição que fica pro ecossistema tech é clara: ou você se adapta na velocidade da luz pra era dos robôs, ou o mercado te deixa no vácuo sem dó nem piedade.


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
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🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
🥊 Casamento falido e deboche no X
A novela mexicana entre Elon Musk e Sam Altman ganhou novos capítulos de pura mesquinharia corporativa. A briga esquentou depois que a Apple processou a OpenAI por supostamente roubar segredos comerciais ao contratar ex-engenheiros da Maçã.
Musk, que não perde uma chance de destilar veneno, correu para o X para acusar Altman de ser um golpista profissional que “roubou a tecnologia de telefones da Apple”. Altman, por sua vez, aproveitou o lançamento do modelo GPT-5.6 Sol para mandar um shade de volta, tuitando que o maior indicador de que seu sistema é o melhor do mundo é o fato de “Elon estar obcecado por mim de novo”. É muito ego para pouco token. Leia mais
💰 Acelerando com dinheiro dos outros
A DeepSeek mal terminou de contar os dólares de sua última captação e já está com a sacolinha na mão de novo. A startup chinesa de IA, que chocou o Vale do Silício, iniciou conversas preliminares com investidores para uma nova rodada de financiamento que pode elevar seu valor de mercado para US$ 71 bilhões.
O movimento ocorre apenas um mês após a empresa fechar uma rodada colossal de US$ 7,4 bilhões, que a avaliou em US$ 52 bilhões. Com o apetite voraz de Pequim para rivalizar com os EUA, e a empresa supostamente projetando seu próprio chip, o céu (ou o bolso dos investidores chineses) é o limite. Leia mais
🚦 Anvisa dos algoritmos
Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, propôs a criação de um órgão internacional para fiscalizar os modelos de IA mais poderosos do planeta. A ideia é criar uma estrutura inspirada na FINRA (a xerife do mercado financeiro americano), financiada pelas próprias big techs, mas com a supervisão de Washington.
O Prêmio Nobel de Química alertou que, em cerca de 18 meses, sistemas avançados de IA poderão ter capacidade técnica para desenvolver ameaças biológicas, nucleares e ataques cibernéticos destrutivos. Pela proposta, as empresas seriam obrigadas a enviar seus códigos para testes de segurança 30 dias antes do lançamento. Hassabis já estaria costurando o projeto diretamente com o governo de Donald Trump. Leia mais
⚠️ Seca extrema de chips à vista
Se você achou a crise de semicondutores da pandemia ruim, prepare o bolso. O CEO da SK Hynix, Kwak Noh-jung, alertou que a indústria global de memória caminha a passos largos para enfrentar a pior escassez de chips da história em 2027.
O grande vilão é, sem surpresas, o apetite insaciável da inteligência artificial por componentes de altíssimo desempenho (como as memórias HBM). O problema é que construir fábricas de última geração demora anos e custa bilhões de dólares. Segundo Kwak, o descompasso entre a produção e a demanda dos clientes deve se arrastar até o início da próxima década. Melhor cuidar bem do seu celular e do seu computador, porque o futuro vai ser caro. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Julia De Luca)
O ecossistema de Venture Capital se dividiu em duas realidades distintas. De um lado, há o frenesi dos aportes bilionários para empresas de inteligência artificial e deep tech, com valuations astronômicos. Do outro, vive-se um cenário de extremo pragmatismo para as startups tradicionais, onde investidores cobram governança, lucro e eficiência em vez de crescimento desenfreado.
Entender essa dualidade é essencial para qualquer fundador. Escolha o seu lado do balcão e invista seu tempo lendo a coluna completa de Julia De Luca no TecMundo. 💰📈
![]() | Julia De Luca |
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