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Luz no fim do data center
Gigantes dos chips apostam na fotônica pra resolver um dos maiores problemas da IA, e sim, a solução pode ser literalmente usar luz.

1º de junho, segunda-feira
No dia 1º de junho, celebramos o Dia da Imprensa no Brasil, uma data que nos lembra da época em que publicar notícias por aqui era um ato de pura rebeldia. A data foi escolhida porque, em 1808, Hipólito José da Costa começou a circular o Correio Braziliense. O jornal foi o primeiro periódico brasileiro, mas tinha um pequeno detalhe: era impresso em Londres e vinha de navio para cá, tudo escondido da Coroa Portuguesa, que proibia qualquer oficina de impressão na colônia pra evitar que as ideias de liberdade ganhassem o feed da época. Um verdadeiro “leak” de informação em formato de papel e tinta que mudou nossa história. 🚢📰
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Luz no fim do data center - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
💡 NVIDIA investe US$ 65 bi em fotônica
📦 CEO da Box critica psicose da IA
🚨 CEO é ameaçado após cortes por IA
🔍 Especialista indica área promissora na IA
🪙 China planeja tokenizar IA
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
Pensamentos de segunda - insights questionáveis, porém mind-blowing!
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir
Frase do dia - pra refletir, concordar, discordar e compartilhar
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IA & TECNOLOGIA
LUZ NO FIM DO DATA CENTER

Giphy
A corrida da IA já virou uma mistura de Black Mirror com Copa do Mundo de startup bilionária. Tem empresa gastando rios de dinheiro, data center consumindo energia igual a cidade pequena e chip virando item mais desejado do planeta tech.
Mas, no meio dessa febre toda, um problema começou a incomodar os gigantes do setor: os sistemas de IA estão ficando lentos pra trocar informações entre si. Meio irônico, né? A IA superinteligente… presa no trânsito de dados.
E é aí que entra a fotônica, uma tecnologia que parece nome de disciplina da engenharia, mas que basicamente usa luz pra transmitir dados. Em vez de depender daqueles tradicionais fios de cobre carregando sinais elétricos, a ideia é fazer as informações viajarem por conexões ópticas (chique, né?).
⚡ IA turbo edition
Hoje, boa parte dos servidores de IA ainda usa cobre dentro dos racks e sistemas internos. O problema é que isso cria limitações justamente quando as empresas querem treinar modelos cada vez maiores e responder mais rápido aos usuários.
À CNBC, Gil Luria, chefe de pesquisa tecnológica da DA Davidson, explicou que a velocidade da comunicação entre chips virou um dos principais limites da IA atual. Quanto mais rápido os chips “conversam”, mais rápido o ChatGPT da vida responde suas perguntas existenciais de madrugada.
A Nvidia percebeu isso cedo, porque se tem uma coisa que Jensen Huang gosta mais do que jaqueta de couro é investir bilhões. Desde março, a empresa anunciou aportes de US$ 2 bilhões em companhias como Lumentum, Coherent e Marvell, além de mais US$ 500 milhões na Corning e na startup Ayar Labs.
Todas trabalham com tecnologias ópticas e fotônicas voltadas pra IA (o divo foi rápido).
💡 Quando inventarem a luz

Durante a conferência GTC, Jensen Huang disse que a demanda por fotônica de silício já ultrapassa o que o mundo consegue produzir hoje, e a Nvidia quer colocar essa tecnologia diretamente nas plataformas de rede e até na comunicação entre GPUs.
Só que, claro, nenhuma revolução tecnológica acontece sem caos no caminho. Analistas dizem que o setor ainda enfrenta um problemão pra produzir tudo isso em escala. Alan Weckel, do 650 Group, afirmou que a indústria nunca viu uma demanda tão absurda por esse tipo de tecnologia.
E aí começa o combo clássico da tech: falta componente, cadeia de suprimentos pressionada e empresas correndo igual aluno deixando trabalho pra última hora.
📱 Nem tudo são chips
Outro desafio é que os sistemas atuais foram construídos pensando em cobre, não em fibra óptica. Então não basta simplesmente “trocar os cabos” igual tutorial do YouTube. Segundo Luria, será necessário redesenhar produtos inteiros pra adaptar a infraestrutura à fotônica, e isso pode levar mais uma ou duas gerações de chips até virar algo realmente comum.
Mesmo assim, a aposta mostra como a corrida da IA está entrando numa nova fase. O foco já não é só criar modelos mais inteligentes, mas fazer toda a infraestrutura funcionar sem engasgar, porque, no fim das contas, não adianta ter uma IA revolucionária se os chips estão se comunicando em câmera lenta.


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
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🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
💡 NVIDIA investe US$ 65 bi em fotônica
Jensen Huang colocou mais uma fortuna na mesa e anunciou que a NVIDIA vai direcionar US$ 65 bilhões pro desenvolvimento de tecnologia fotônica. A intenção por trás desse aporte astronômico é utilizar feixes de luz no lugar dos tradicionais fios de cobre para transferir dados, reduzindo drasticamente o consumo absurdo de energia dos servidores de inteligência artificial.
Essa mudança tecnológica busca resolver o maior gargalo atual dos supercomputadores, que ameaçam sobrecarregar as redes elétricas globais com sua fome de eletricidade. A rainha dos chips quer provar que o futuro da computação inteligente exige muita velocidade e uma conta de luz bem mais leve. Leia mais
📦 CEO da Box critica psicose da IA
Aaron Levie soltou o verbo contra o que chamou de “psicose da inteligência artificial”, criticando duramente as empresas de tecnologia que estão demitindo em massa para tentar impressionar Wall Street. O CEO da Box argumenta que muitas companhias estão cortando talentos humanos de forma precipitada, movidas por um pânico injustificado ou pelo puro desejo de parecerem modernas e focadas em algoritmos.
Para o executivo, substituir profissionais experientes por promessas tecnológicas vazias é uma estratégia míope que pode cobrar um preço alto no futuro. Pelo visto, nem todo mundo no Vale do Silício está disposto a demitir o time para agradar os acionistas com robôs. Leia mais
🚨 CEO é ameaçado após cortes por IA
A tensão no mercado de tecnologia atingiu um nível alarmante após o CEO de uma grande companhia sofrer sérias ameaças devido à demissão de 2 mil funcionários em uma reestruturação focada em inteligência artificial. O clima pesado reflete o desespero e a revolta de trabalhadores que viram suas carreiras sumirem pra dar lugar a sistemas automatizados e algoritmos de produtividade.
Autoridades já investigam a autoria das mensagens intimidadoras enviadas ao executivo, que agora opera sob forte esquema de segurança privada. Esse episódio drástico mostra que a pressa corporativa pra adotar robôs pode cobrar um preço social perigoso e muito além do financeiro. Leia mais
🔍 Especialista indica área promissora na IA
Um analista de mercado revelou qual é a área mais promissora pra quem deseja garantir um emprego sólido e blindado contra os cortes nesta era dominada pela inteligência artificial. A recomendação de ouro aponta para carreiras focadas na governança, curadoria de dados e supervisão ética dos algoritmos, onde o toque estritamente humano ainda se faz indispensável.
Profissionais capazes de sintonizar a tecnologia com as regulamentações de privacidade e segurança jurídica devem liderar as contratações nas grandes corporações nos próximos anos. Em meio ao pânico geral de demissões, investir nessa especialização pode ser o passaporte definitivo para surfar a onda tecnológica sem medo do amanhã. Leia mais
🪙 China planeja tokenizar IA
Pequim estuda uma jogada audaciosa ao avaliar a transformação de tokens de inteligência artificial em ativos financeiros oficiais. Essa estratégia visa transformar o poder de processamento computacional e o uso de dados em produtos negociáveis no mercado, criando uma nova dinâmica econômica para o setor tecnológico.
Reguladores locais acreditam que essa inovação pode atrair investimentos pesados e dar fôlego extra para as empresas nativas competirem diretamente com o Vale do Silício. Se o plano sair do papel, a potência asiática será a pioneira em transformar o oxigênio dos algoritmos em uma moeda forte e altamente lucrativa para os negócios! Leia mais
📄 ️COLUNA (por Stephanie Kohn)
A implementação da nova NR-1 (Norma Regulamentadora 1), com foco em Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) incluindo fatores psicossociais, trouxe a saúde mental de vez para a mesa de compliance. O risco real, no entanto, é transformar essa obrigação legal em um checklist burocrático de RH. Uma organização pode estar com toda a documentação rigorosamente em dia, com canais de denúncia abertos e laudos assinados, e ainda manter uma cultura corporativa tóxica que adoece pelo silenciamento e pela pressão invisível.
Descubra na coluna de Stephanie Kohn por que mitigar o adoecimento mental exige ir além da conformidade jurídica para mexer na estrutura real do trabalho, e como o verdadeiro indicador de sucesso não é um relatório auditado, mas a segurança psicológica real das equipes. 🏥🏢
![]() | Stephanie Kohn |
🤔 PENSAMENTOS DE SEGUNDA (voltamos pra sua alegria!)
🌀 Todas as generalizações são falsas, inclusive esta.
🌿 Nunca vá a um médico cujo consultório tenha plantas mortas.
🤫 Se você não tiver sucesso na primeira tentativa, esconda todas as evidências de que tentou.
💡 Não seja estúpido, isso pode te tornar famoso.
🚀 A melhor vingança é o sucesso estrondoso.

Imagem: Giphy
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
(livro, 232 páginas, em português)
Acompanhamos “Formiguinha” descobrindo preconceitos dos adultos nos anos 1960. Ao entrar num colégio de freiras, a rebeldia desperta e ela percebe que a liberdade é um abismo e que a alma das ricas, pelo visto, é loira. 🐜⛪
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Cecilia herda uma fortuna após o “suicídio” do ex abusivo, mas logo percebe que ele virou o Gasparzinho do mal para continuar infernizando a vida dela. Alerta de stalker fantasma! 🫥👻
O dinheiro te liberta de fazer coisas que você não gosta. Como eu não gosto de fazer quase nada, o dinheiro é muito útil.
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
