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Mais trabalho?!
Pesquisa mostra que 71% dos brasileiros se sentem mais produtivos com IA, mas 37% dizem que a tecnologia não reduziu a carga de trabalho.

20 de agosto, quinta-feira
O dia 20 de agosto marca o aniversário do grande feito da Telefunken que conectou dois continentes via ondas de rádio em 1911, há 115 anos! Ao enviar a primeira mensagem comercial da Alemanha pros Estados Unidos, a empresa mostrou que não era preciso enterrar cabos submarinos no oceano pra negociar globalmente. As antenas de alta potência criaram uma “ponte invisível” pelo Atlântico, inaugurando a era da informação em tempo real no ecossistema corporativo. O primeiro passo firme rumo ao mundo hiperconectado que conhecemos hoje, sem passar perrengue com fios! 📡⚡
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Mais trabalho?! - matéria principal do dia
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Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
🏛️ Duelo nos tribunais
✉️ Liderança sem enrolação
📉 O freio de mão dos bilhões
☁️ Acesso via nuvem na mira
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões pra consumir
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IA & MERCADO
MAIS TRABALHO?!

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A IA já está fazendo o que prometeu: 71% dos trabalhadores brasileiros dizem que trabalham mais rápido e são mais produtivos com a tecnologia.
O detalhe é que produtividade maior não está necessariamente virando trabalho menor. Segundo pesquisa da Pluxee com 9,6 mil funcionários em 14 países, 37% dos brasileiros afirmam que a IA não reduziu sua carga e que o trabalho ficou mais intenso.
🚀 Mais rápido. E agora?
A sensação de ganho é real. 73% dizem que a IA permite dedicar mais tempo a pensar, agregar valor e interagir com colegas ou clientes, enquanto 68% afirmam desenvolver novas habilidades e aumentar a empregabilidade.
Outros 72% se sentem mais inovadores e criativos com a tecnologia. Em resumo: a IA está tirando parte do trabalho braçal, só que isso não significa automaticamente que alguém vai bater o ponto mais cedo.
O dado mais interessante pra quem lidera talvez esteja justamente nessa diferença. Se uma tarefa que levava duas horas agora leva uma, existe uma escolha: usar a hora economizada pra pensar melhor, criar algo novo e resolver problemas mais complexos, ou simplesmente colocar mais uma tarefa na fila.
A pesquisa sugere que, pra uma parcela relevante dos trabalhadores, o segundo cenário já está acontecendo.
🧠 O efeito colateral

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E não é só a intensidade que entra na conta. 43% dos brasileiros dizem temer perder, aos poucos, a capacidade de pensamento crítico por depender demais da IA, enquanto 46% afirmam que tudo fica mais parecido e menos original quando a tecnologia entra na produção.
Pra empresas, o insight é importante: ganhar velocidade não basta se o processo também começa a produzir decisões mais automáticas, trabalhos mais homogêneos e profissionais menos acostumados a questionar.
A questão pros líderes não é apenas quanto tempo a IA economiza, mas o que a organização faz com esse tempo.
A tecnologia pode liberar espaço pra criatividade, julgamento e atividades de maior valor, mas isso exige redesenhar processos e expectativas, em vez de simplesmente preencher cada minuto poupado com mais demanda.
Porque, se toda hora economizada vira uma nova tarefa, parabéns: a IA não reduziu o trabalho. Só deixou o trabalhador mais rápido pra fazer mais dele.


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🏛️ Duelo nos tribunais
O primeiro dia de julgamento da Meta nos Estados Unidos foi marcado por acusações duras e defesas enfáticas. Promotores estaduais apresentaram documentos internos alegando que Mark Zuckerberg e sua equipe sabiam dos danos psicológicos causados pelo Instagram e Facebook a jovens, mas priorizaram o engajamento diário. A defesa da empresa rebateu argumentando que desenvolveu dezenas de recursos de segurança e controle parental nos últimos anos.
O confronto deu o tom da batalha jurídica que promete se estender pelas próximas semanas. No fim das contas, a dona das maiores redes sociais do planeta terá que provar aos juristas que suas notificações incessantes foram criadas para aproximar pessoas, e não para sequestrar a atenção dos adolescentes até a madrugada. Leia mais
✉️ Liderança sem enrolação
O CEO da Siemens, Roland Busch, revelou que adota um estilo de gestão focado em corte radical de burocracias. Para manter a produtividade alta e a caixa de entrada limpa, o executivo costuma responder e-mails apenas com um sucinto “OK” e baniu todas as reuniões diárias ou semanais recorrentes da empresa, mantendo na agenda somente encontros que demandem decisões urgentes.
O método do chefe alemão busca liberar tempo útil para o trabalho estratégico e a inovação. No fim das contas, enquanto muito gestor perde o dia em reuniões que poderiam ser um e-mail, o chefão da Siemens provou que o segredo do sucesso corporativo é digitar o mínimo possível e desligar a câmera do computador. Leia mais
📉 O freio de mão dos bilhões
A OpenAI registrou receita de US$ 6,7 bilhões no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 18% em relação aos três meses anteriores. Apesar da cifra bilionária, o resultado frustrou investidores que esperavam uma desaceleração menor, principalmente após a rival Anthropic mais que dobrar seu faturamento no mesmo período, atingindo US$ 11,6 bilhões e assumindo a liderança do trimestre.
Para piorar o clima, o prejuízo operacional da criadora do ChatGPT saltou para US$ 12,3 bilhões no período. No fim das contas, Sam Altman descobriu que queimar montanhas de dinheiro com servidores para entregar respostas inteligentes é fácil, mas convencer o mercado de que o prejuízo vale a pena está ficando cada vez mais difícil. Leia mais
☁️ Acesso via nuvem na mira
O governo dos Estados Unidos e parlamentares estadunidenses estão tentando fechar uma brecha legal que permite a empresas chinesas acessarem o poder computacional dos chips mais avançados da Nvidia. As regras atuais proíbem a venda e o envio físico dos componentes para a China, mas companhias locais de IA estão alugando servidores em data centers localizados no Sudeste Asiático para rodar seus modelos via nuvem.
A manobra veio à tona após a startup chinesa Moonshot AI utilizar chips GB300 alocados na Tailândia para treinar seus sistemas. No fim das contas, Washington descobriu que banir a entrega das caixas não adianta muito quando os chineses conseguem controlar os supercomputadores da Nvidia com um simples acesso remoto. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Piero Contezini)
Os grandes eventos de tecnologia mostram que palestras e palcos só geram engajamento real quando priorizam conteúdos relevantes e visões de futuro, superando a mera exposição comercial. Em um cenário onde o público busca conexões autênticas e aprendizados práticos, transformar encontros no setor em vitrines superficiais afasta os participantes e esvazia o propósito dessas reuniões.
O verdadeiro valor das feiras e conferências reside no conhecimento transformador compartilhado. Eleve o nível das suas experiências e acesse a coluna completa de Piero Contezini no TecMundo. 🎤💡
![]() | Piero Contezini |
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
(livro, 210 páginas, em português)
Manuel Castells mapeia como a tecnologia e as redes redefinem a economia, a política e a cultura. Ler este livro evita que você continue culpando apenas o algoritmo pelos problemas do século. 🌐📱
O Melhor do Mundo com Antoni Porowski
(série, 2026, 1 temporada, 4 episódios)
Antoni Porowski percorre metrópoles icônicas atrás de culinária, cultura e experiências autênticas. Guia perfeito pra quem quer viajar o mundo sem sair do conforto do sofá. ✈️🍽️
(livro, 192 páginas, em português)
Seis astronautas orbitam a Terra dezesseis vezes em um dia, unindo ciência e reflexões filosóficas. Fugir dos problemas mundanos a quatrocentos quilômetros de altura garante uma vista insuperável. 🌍🚀
(série, 2014, 5 temporada, 51 episódios)
Lorne Malvo semeia o caos e manipula um pacato vendedor de seguros em uma cidadezinha congelada. O crime perfeito pode até existir, mas o frio do congelador cobra seu preço. ❄️🩸
Sem estratégia, a execução é sem rumo. Sem execução, a estratégia é inútil.
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