Musk põe as fichas na China

Bilionário não quer ver isso acontecer, mas aposta que o país asiático pode vencer corridas por energia, chips e IA.

8 de janeiro, quinta-feira

Hoje, 8 de janeiro, brindamos ao nascimento de Stephen Hawking, o homem que explicou o Universo sem sair de sua cadeira! Ele nasceu exatamente 300 anos após a morte de Galileu, provando que o cosmos tem um senso de ironia refinado. Hawking, que teria, além de tudo, previsto o fim do mundo, nos ensinou que buracos negros não são tão pretos assim e que a inteligência é a capacidade de se adaptar às mudanças (e às piadas espaciais).

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MERCADO & TECNOLOGIA
MUSK PÕE AS FICHAS NA CHINA

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Imagem: Giphy

Por Nilton Kleina

A China é um país em desenvolvimento acelerado e plenamente capaz de incomodar os Estados Unidos ou até mesmo virar referência em setores que serão chave para o futuro, como fornecimento de energia, eletrônicos e inteligência artificial (IA).

Isso não é novidade para ninguém que acompanha a indústria: são até conclusões de análises de mercado como as da ARK Invest e do Morgan Stanley, este último citando que a liderança em IA é uma meta a ser atingida até 2030.

Porém, desta vez quem elogiou as estratégias do país foi alguém que não é exatamente conhecido por reconhecer a qualidade de rivais: Elon Musk, dono de companhias como x.AI, Tesla e SpaceX.

🚀 Eles estão com tudo

Isso aconteceu durante uma conversa de Musk no podcast Moonshots with Peter Diamandis. No papo de tons informais, o bilionário reconheceu que a China "vai ter mais energia que qualquer um e provavelmente terá mais chips" também.

Essa concentração pode ser crucial para que o país vença disputas que incluam não só o mercado de IA, mas também a competição em baterias, carros elétricos, equipamentos para energia solar. 

Nem tanto em tom de brincadeira, Musk disse acreditar até que ele foi indiretamente responsável por parte disso. "Parece que a China escuta tudo o que eu digo e faz basicamente tudo, ou então eles estão só fazendo essas coisas de forma independente", refletiu o CEO, agora voltando ao estilo mais conhecido.

O CEO argumenta que os EUA ainda têm a liderança e a capacidade para focar em se manter no topo, mas é preciso um esforço conjunto — e talvez aí tenha sobrado uma alfinetada para o ex-desafeto e novamente amigo Donald Trump — nos investimentos, assim como a própria China tem feito.

⚡ No fim, é tudo sobre eletricidade

De qualquer forma, os argumentos de Musk sobre o poder chinês fazem sentido. Para ele, um dos destaques é a fabricação massiva de baterias de grande porte, já que essas fontes de energia são essenciais para produtos do futuro e do presente, de casas em momentos de apagão até data centers.

A questão da eletricidade foi bastante mencionada por ele nessa comparação. O chefão da Tesla também acredita que esse pode ser um obstáculo importante no desenvolvimento de IA, junto com uma eventual crise de chips.

A Tesla tem baterias de grande porte como a recente Megapack 3, mas estão longe de serem referência global no mercado. (Imagem: Divulgação/Tesla)

Para Musk, a capacidade de geração de energia elétrica nos EUA é alta, mas o uso médio ainda está bem abaixo. Isso significa que há espaço para crescimento, incluindo pela utilização de fontes como a energia solar e o uso de baterias para armazenamento desse excedente.

A China, por outro lado, tem planos mais concretos sobre escalar a geração de eletricidade e isso pode ser chave para os investimentos em IA seguirem disparando por lá. Aqui no The Brief, já falamos sobre como a conta de luz é mesmo um problemão em tempos de construções aceleradas de data centers.

💥 Muitas dores de cabeça

O reconhecimento da concorrência reflete também a situação atual de um dos empreendimentos hoje comandados por Musk: a montadora Tesla. A chinesa BYD passou a Tesla em 2025 no volume de vendas de carros elétricos, virando a nova líder do setor. 

Além disso, o setor de robôs humanoides — justamente a atual aposta da marca — já é forte na China, com várias empresas exibindo produtos interessantes na área. E, mesmo com a x.AI recebendo cada vez mais investimentos, mesmo com a plataforma Grok dando todos os motivos para isso não ser uma boa ideia, os LLMs do país asiático também são alguns dos mais aguardados para 2026.

O papo tem quase 3 horas de duração e pode ser conferido na íntegra por aqui. Os participantes falam ainda sobre exploração espacial, o futuro da humanidade e até da teoria de que, na verdade, estamos em uma simulação.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

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🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

📱 Realme vira submarca da Oppo

A Realme será incorporada à Oppo, passando a atuar oficialmente como uma submarca da empresa. A decisão estratégica visa unir recursos e reduzir custos de produção para ambas as fabricantes chinesas, que já faziam parte do mesmo grupo. O atual CEO da Realme, Sky Li, continuará à frente das operações da marca.

Especialistas acreditam que o modelo seguirá o exemplo da Xiaomi com a Redmi e a Poco, mantendo a identidade da Realme, mas com uma integração muito maior de tecnologias e cadeias de suprimentos da Oppo. Leia mais.

📉 Microsoft: rumor de demissões massivas

Rumores apontam que a Microsoft pode demitir até 22 mil funcionários em janeiro de 2026, cerca de 10% de sua força de trabalho global. As áreas mais afetadas seriam as divisões de Xbox, Azure e o setor de vendas.

O motivo principal seria o remanejamento de recursos para investir pesadamente em inteligência artificial generativa, com gastos previstos de US$ 80 bilhões para este ano fiscal. Além dos cortes, a empresa deve adotar uma política mais rígida de trabalho presencial a partir de fevereiro. Leia mais.

📢 Caso Master: influenciadores sob pressão

Influenciadores digitais relataram ter recebido propostas financeiras para defender o Banco Master e criticar o Banco Central após a liquidação extrajudicial da instituição. O plano era criar vídeos alegando que o banco seria uma "vítima" do BC, buscando desacreditar a autoridade monetária.

Embora alguns perfis tenham recusado o acordo, a Febraban identificou um volume atípico de postagens em defesa do banco, sugerindo uma campanha de gerenciamento de reputação. A defesa do Banco Master nega qualquer envolvimento ou conhecimento sobre essas propostas de contratação. Leia mais.

🚀 xAI capta US$ 20 bilhões

A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, anunciou a arrecadação de US$ 20 bilhões em sua rodada de investimentos Série E, superando a meta inicial em US$ 5 bilhões. Entre os investidores estão gigantes como Nvidia, Cisco e o fundo soberano do Catar.

O montante será destinado ao treinamento do Grok 5, à contratação de novos talentos e à expansão da infraestrutura tecnológica para competir globalmente. O aporte ocorre apesar das polêmicas recentes envolvendo o uso da IA para gerar imagens inadequadas. Leia mais.

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • O despertar de tudo: uma nova história da humanidade (livro, 696 páginas, em português)

    Graeber e Wengrow desafiam visões tradicionais sobre nossa evolução, revelando a diversidade politica de sociedades antigas. A obra questiona as origens da desigualdade e propõe novas formas de liberdade social. 🏛️🌱

  • Tron: Ares (2025, filme, 120 minutos)

    Ares, um programa de inteligência artificial avançado, é enviado do mundo digital para o mundo real em uma missão perigosa, marcando o primeiro contato físico da humanidade com uma IA. 🤖🌐

  • Cai o pano (livro, 224 páginas, em português)

    Hercule Poirot retorna a Styles para sua última investigação. Envelhecido, ele pede ajuda a Hastings para identificar um assassino entre os hóspedes antes que seu tempo se esgote definitivamente. 🕵️‍♂️🔚

  • All Her Fault (série, 1 temporada, 8 episódios)

    O pesadelo de Marissa e Peter Irvine começa quando seu filho pequeno, Milo, é sequestrado, desencadeando uma busca desesperada e angustiante pela criança desaparecida. 🚔🆘

O aumento significativo do papel da China na governança global é muito positivo. Nenhuma outra potência global pode afirmar ter relações essencialmente positivas com tantos países quanto a China.

Avery Goldstein, professor de ciência política na Universidade da Pensilvânia

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