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Não confie na IA!
Mesmo com 91% de acerto, IA do Google erra milhões de vezes por hora em buscas.

10 de abril, sexta-feira
Há exatamente 56 anos, milhões de fãs descobriram que o sonho tinha acabado. Paul McCartney anunciou a separação dos Beatles, citando “diferenças pessoais, financeiras e artísticas” — o famoso “o problema não sou eu, é você” versão rockstar. O impacto foi tão grande que as ações da Apple Corp (a empresa deles, não a do iPhone) despencaram na hora. Na verdade, John Lennon já tinha pedido o “divórcio” internamente meses antes, mas a banda manteve segredo por questões comerciais. Paul só decidiu chutar o balde primeiro publicamente, garantindo que o dia de hoje entrasse para a história como o início do luto oficial da Beatlemania. 🎙️🚶♂️
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Não confie na IA! - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
💸 Samsung meteu a faca
👀 CADE de olho no Google
📦 Fábricas de bolso
🧠 Google e Intel: amigas para sempre
Resumão do Brifão - o remember da semana
Coluna - nossos especialistas dão pitacos sobre assuntos relevantes
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões para consumir
Frase do dia - para refletir, concordar, discordar e compartilhar
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IA & MERCADO
NÃO CONFIE NA IA!

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As Visões Gerais de IA do Google, aqueles resumos que aparecem no topo da busca, estão acertando na maioria das vezes, mas errando em uma escala gigantesca. Com trilhões de pesquisas por ano, isso vira milhões de respostas incorretas circulando… a cada hora.
O número parece ótimo à primeira vista: 91% de precisão. Só que o Google processa cerca de 5 trilhões de buscas por ano e, quando você aplica 9% de erro nisso, o resultado não é pequeno. É coisa de dezenas de milhões de respostas erradas por hora.
E aí que vem o pulo do gato: não é só errar, é errar em escala global, com bilhões de pessoas usando a ferramenta todos os dias. A análise da startup Oumi, feita a pedido do The New York Times, basicamente aponta isso: o Google pode ter criado, sem querer (ou não tão sem querer assim), uma máquina de desinformação em massa.
⚔️ A gente confia demais

Getty Images
Tem um detalhe importante nessa história: as pessoas confiam (e muito) na IA. Um estudo recente mostra que só 8% dos usuários checam as respostas.
Outro experimento foi ainda mais tenso: mesmo quando a IA errava em quase 80% dos casos, a galera continuava seguindo o que ela dizia. Os pesquisadores deram até nome pra isso: “rendição cognitiva”, basicamente “se a IA falou, tá falado”.
E não ajuda o fato de que esses sistemas falam com uma confiança absurda, a IA pode estar completamente errada, mas escreve como se estivesse defendendo tese de doutorado. Quando não encontra uma resposta, ela simplesmente… inventa, mas com muita segurança (preciso começar a ser assim também).
🧘 Calma, ainda pode piorar
Nos testes da Oumi, o modelo mais novo do Google, o Gemini 3, até melhorou em precisão: chegou aos 91%, contra 85% do Gemini 2.
Só que tem um detalhe meio escondido aí. O número de respostas “sem fundamento”, aquelas que citam fontes que não comprovam o que foi dito, subiu de 37% para 56%. Ou seja, a IA não só erra: ela pode errar com referências que parecem confiáveis.

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O Google contestou a análise e disse que o estudo tem falhas e não representa o uso real das buscas. Segundo a empresa, as Visões Gerais são mais confiáveis porque se baseiam nos próprios resultados do buscador. Ainda assim, testes internos mostraram que o modelo pode dar respostas incorretas em 28% dos casos, o que não chega a ser um desastre total, mas também não é ok.
No fim, o cenário é meio confuso, porque a tecnologia está evoluindo, ficando mais precisa e mais útil, mas, ao mesmo tempo, está sendo usada numa escala tão absurda que qualquer erro vira um problemão.
Moral da história? Pode usar IA, claro. Só não vale tratar como verdade absoluta, porque, às vezes, ela fala com confiança… e erra com a mesma confiança também.


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
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🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
💸 Samsung meteu a faca
Se você estava guardando as moedas para um Galaxy novo, temos más notícias: a Samsung resolveu que o brasileiro precisava pagar um pouco (ou muito) mais. Por causa da crise dos chips, os preços subiram 19% por aqui! O mais irônico é que a “facada” foi maior justamente nos modelos de entrada e intermediários, como o Galaxy A17, enquanto os caríssimos dobráveis subiram só um tiquinho.
E o troféu sem noção vai para o tablet Tab S10 Lite, que encareceu 28% do nada. A Samsung diz que a culpa é da geopolítica e do câmbio, mas para o nosso bolso, a explicação é uma só: o silício virou artigo de luxo! Leia mais
👀 CADE de olho no Google
O Google entrou na mira do CADE novamente! Um conselheiro do órgão pediu uma investigação oficial para saber se a empresa está usando inteligência artificial para “roubar” o tráfego de sites de notícias. A ideia é que, ao entregar resumos prontos via IA, o Google faz com que ninguém mais clique nos links originais, matando a monetização dos veículos jornalísticos.
O Google jura de pé junto que só quer ajudar, mas o CADE quer entender se essa ajudinha não é, na verdade, uma prática anticoncorrencial disfarçada. Por enquanto, o julgamento foi adiado, mas o clima no buscador tá ficando tenso. Leia mais
📦 Fábricas de bolso
A USP resolveu dar uma forcinha pro Brasil parar de depender tanto de chips gringos com a PocketFab. A ideia é sensacional: em vez de construir fábricas gigantescas e caríssimas, eles criaram microfábricas de semicondutores compactas e sustentáveis. A primeira unidade já está operando e o plano é chegar a 60 milhões de chips por ano, espalhados por 10 polos no país.
O foco inicial é salvar a indústria automotiva e de dispositivos médicos, que estão sofrendo com a falta de componentes. É a ciência brasileira provando que tamanho não é documento quando o assunto é inovação tecnológica! Leia mais
🧠 Google e Intel: amigas para sempre
O Google e a Intel decidiram levar o relacionamento para o próximo nível e fecharam um acordo para fabricar chips totalmente personalizados para os data centers de IA da gigante das buscas. A ideia é criar processadores sob medida para o treinamento e a inferência de sistemas inteligentes, deixando tudo mais rápido e eficiente.
Depois de uma fase difícil, a Intel está dando a volta por cima, acumulando parcerias de peso como essa e a Terafab do Elon Musk. Parece que o Google cansou de esperar pelas filas da Nvidia e resolveu fazer seus próprios “brinquedinhos” com a ajuda da veterana do silício! Leia mais
🏃♀️ ️ RESUMÃO DO BRIFÃO (o remember da semana)
🗸 A Nvidia está perdendo o trono na China para gigantes locais como Huawei, Alibaba e Baidu. Segundo dados da IDC de abril de 2026, a fatia da Nvidia no mercado chinês de aceleradores de IA despencou de 95% para 55% em pouco tempo. Enquanto isso, os fabricantes domésticos já dominam 41% do setor, impulsionados pelas sanções dos EUA que forçaram o país a investir em sua própria infraestrutura de chips. Leia mais
🗸 O governo Trump criticou o Pix em seu relatório de barreiras comerciais, alegando que o sistema desfavorece gigantes como Visa e Mastercard. A Casa Branca vê o sucesso do Banco Central como tratamento preferencial, além de questionar leis brasileiras que podem multar Big Techs em até 20% do faturamento. Leia mais
🗸 A Receita Federal confirmou o uso de inteligência para cruzar o padrão de vida exibido em redes sociais com a renda declarada no IRPF 2026. “Ostentações” incompatíveis com o patrimônio declarado podem levar direto à malha fina. Outra novidade é a obrigatoriedade de declarar saldos em bets acima de R$ 5 mil. Leia mais
🗸 A startup Ex-Human processou a Apple por remover seus apps de IA (Botify e Photify AI) da App Store e reter US$ 500 mil em pagamentos. A acusação é de prática anticompetitiva para favorecer as IAs da própria Apple. Contudo, os apps enfrentam polêmicas por gerarem conteúdos impróprios e imagens sem consentimento, embora sigam disponíveis na Play Store. Leia mais
🗸 Acionistas da Amazon, Google e Microsoft exigem transparência sobre o consumo de energia e água dos data centers de IA. Em 2025, o gasto de água na América do Norte atingiu 1 trilhão de litros, enquanto as emissões do Google saltaram 51%. A pressão agora é para conciliar o lucro tecnológico com as metas de sustentabilidade global. Leia mais
🗸 O presidente Gustavo Petro defendeu o Pix contra as críticas dos EUA e solicitou a expansão do sistema para a Colômbia. No X, ele classificou as sanções americanas como “inúteis” e exaltou a ferramenta como exemplo de soberania tecnológica. Após a Argentina, a Colômbia busca integrar-se ao modelo brasileiro de transferências instantâneas. Leia mais
🗸 Uma falha de privacidade no Google Gemini gerou alerta após a IA citar o nome completo de uma usuária sem solicitação prévia. O incidente levanta questionamentos sobre a segurança de informações sensíveis e a eficácia da filtragem de dados pessoais nos modelos de linguagem. Embora o Google trate o caso como uma “alucinação” anômala, especialistas alertam para os riscos de exposição em ferramentas generativas. Leia mais
🗸 A Samsung projeta um lucro recorde de US$ 43 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um salto de oito vezes em relação ao ano anterior. A divisão de semicondutores responde por cerca de 95% desse resultado, impulsionada pela explosão na demanda por memórias HBM4 para IAs e pelo aumento nos preços de chips DRAM e NAND. Com isso, o lucro de um único trimestre já supera todo o resultado operacional da empresa em 2025. Leia mais
🗸 Três grandes canais do YouTube — h3h3Productions, MrShortGame Golf e Golfholics — processaram a Apple na Califórnia na última semana. Eles alegam que a empresa violou o DMCA ao burlar proteções da plataforma para “raspar” milhões de vídeos e alimentar o dataset Panda-70M, usado para treinar modelos de IA generativa de vídeo. Segundo os criadores, a prática é um “ataque inconcebível” que lucra sobre o trabalho alheio sem compensação. Leia mais
🗸 A Anthropic saltou para US$ 30 bilhões em receita, ante os US$ 9 bilhões do ano anterior. Para reduzir a dependência da Nvidia, a dona do Claude fechou parceria com Google e Broadcom para garantir 3,5 GW de poder computacional em chips personalizados. Apesar de críticas do governo dos EUA sobre o uso da IA em fins militares, a empresa segue batendo recordes. Leia mais
🗸 Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, prevê que a IA vai reduzir a semana de trabalho para três dias e meio. O executivo afirma que o ganho de produtividade permitirá que a próxima geração viva mais e trabalhe menos. Por outro lado, ele alerta que a tecnologia substituirá funções repetitivas, tornando a requalificação da mão de obra o maior desafio dessa transição. Leia mais
🗸 A GoPro anunciou a demissão de 23% de sua equipe (cerca de 145 funcionários) em um plano de reestruturação para 2026. A medida visa reduzir custos operacionais após um prejuízo de US$ 9 milhões no fim de 2025 e queda de 20% nas vendas. Pressionada por rivais como DJI e Insta360, a empresa agora aposta no novo processador GP3 e em câmeras voltadas ao mercado profissional para tentar se recuperar. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Sergio Maria)
Esqueça o debate sobre a “morte do SEO”. O que estamos vivendo é sua transformação em uma infraestrutura invisível para a Inteligência Artificial. Através do RAG (Retrieval-Augmented Generation), modelos como ChatGPT e Claude realizam buscas em tempo real antes de responder, o que significa que se o seu conteúdo não ranqueia no Google, ele sequer existe para a IA.
Descubra na coluna de Sergio Maria por que a visibilidade agora depende de uma presença em malha — de APIs a dados estruturados — e como a clareza objetiva e a autoridade (E-E-A-T) tornaram-se as únicas moedas capazes de vencer o “zero-click” e garantir que sua marca seja a resposta escolhida pelo algoritmo. 🌐🔍
![]() | Sergio Maria |
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
(livro, 272 páginas, em português)
Andrew H. Knoll resume 4,6 bilhões de anos em uma narrativa de detetive sobre as origens do nosso planeta. O livro revela como o funcionamento interno da Terra moldou o passado e dita os caminhos do nosso futuro. 🌍🕵️♂️
(filme, 2025, 106 minutos)
Uma mãe bem-sucedida contrata uma babá que é o legítimo “cavalo de Troia” em forma de gente. Neste remake de um clássico, o perigo mora ao lado e ainda ganha salário para ninar seu filho. 🤱🔪
(livro, 352 páginas, em português)
Um guia para entender o cosmos sem dar nó no cérebro. Explica de matéria escura a buracos negros com mapas mentais, ideal para quem quer entender o Universo sem precisar virar um fogueteiro da NASA. 🌌🚀
(série, 5 temporadas, 34 episódios)
Capitão Pátria virou um ditador mimado e transformou os EUA em um regime de terror. Bruto e seus “caras” tentam derrubar o Super antes que o país vire um lixão fascista permanente. 🦸♂️👊
O triste da inteligência artificial é que ela carece de artifício e, portanto, de inteligência.
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
