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Ninguém cria nada!
Por que seu time finge que usa IA enquanto você rasga dinheiro e como virar o jogo antes que sua empresa pare no tempo.

6 de agosto, quinta-feira
Hoje celebramos a data de nascimento do maior habitat da humanidade: a World Wide Web. Em 1991, o cientista da computação britânico Tim Berners-Lee postou uma mensagem despretensiosa no grupo de notícias alt.hypertext explicando os conceitos do seu projeto de hipertexto. O primeiríssimo servidor da web rodava em um computador NeXT (empresa fundada por Steve Jobs após sair da Apple) no CERN. Para evitar que alguém desligasse a máquina por engano na faxina do laboratório, Sir Tim colou um bilhete em vermelho escrito à mão: “Esta máquina é um servidor. NÃO A DESLIGUE!”. Foi esse pedaço de papel que segurou toda a infraestrutura da internet no começo! 💻⚠️
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Ninguém cria nada! - matéria principal do dia
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📈 Acelerando fundo
🧠 Chefes de robôs
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💸 Só pensam em dinheiro?
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IA & MERCADO
NINGUÉM CRIA NADA!

Giphy
Sabe aquela reunião presencial de alinhamento na qual o CEO lança um “e aí, quem já tá usando IA no dia a dia?” e a sala vira um deserto? Então…
O problema não é que seu time não saiba dar um prompt no ChatGPT pra resumir um PDF chato ou reescrever um e-mail; metade do mercado já faz isso. A grande questão, e o verdadeiro obstáculo pros líderes hoje, é que quase ninguém está criando nada com a tecnologia.
A maioria é mero consumidor de assistente virtual, enquanto a galera que realmente gera valor é uma parcela muito pequena.
🖥️ Usuário x Criador: a grande virada
A diferença aqui é brutal: usar IA pra uma tarefa pontual te dá um ganho de produtividade momentâneo, mas criar uma automação ou um agente próprio transforma esse ganho em algo reutilizável pra empresa toda.
O professor Will Drover, da Texas Christian University, chama essa distância de “lacuna de ativação do criador”.
O caso clássico, citado por ele na Fortune, é o da executiva Caroline Davis, da Capital Factory. Ela começou sem saber programar nada e hoje roda a rotina inteira com a Sunny, uma assistente virtual que ela própria desenvolveu no Claude e que integra e-mail, CRM e planilhas, matando processos de horas em 15 minutos.
E adivinha só? O obstáculo pra ter mais pessoas como a Caroline no seu time não é a falta de conhecimento em código, já que hoje qualquer um cria assistentes funcionais usando linguagem natural.
O freio de mão puxado é puramente cultural e de identidade. Anos de corporativismo ensinaram os funcionários a pensar que “desenvolver sistemas é papel da TI”. A galera simplesmente não se enxerga no papel de criadora de soluções.
Só que a psicologia organizacional já provou que a gente não muda a autoimagem pensando, mas sim agindo; a mentalidade só vira a chave depois que a pessoa coloca a mão na massa.
🔑 Como virar essa chave na prática

Giphy
Pros CEOs que querem destravar esse potencial, a primeira lição, segundo Drover, é: torne a primeira criação inevitável. Treinamento teórico não muda o chip de ninguém, mas exigir que todo mundo construa e apresente uma ferramenta prática pra um problema real muda na hora.
A SharkNinja, por exemplo, parou a operação por quatro dias numa maratona de inovação interna de IA: o resultado foi a transição direta do “vou esperar a TI resolver” pro “eu tenho um problema e eu mesmo posso criar a solução”. Quando a barreira da primeira entrega quebra, o colaborador entende que aquilo também é pra ele.
A segunda virada estratégica é dar visibilidade a quem constrói e liderar pelo exemplo. Quando o CEO da Airtable, Howie Liu, precisa testar uma funcionalidade, ele não manda um documento chato de requisitos: ele cria um protótipo rápido e envia o link direto pra equipe testar.
Priorizar “protótipos em vez de apresentações” mostra pra empresa inteira que qualquer um pode (e deve) botar a mão na massa. Se os líderes e os colegas não técnicos desenvolvem soluções em público, a definição de “quem pode criar” se expande pra todo o organograma.
📈 Métrica certa, resultado real
Por fim, esqueça os indicadores fofos como “número de funcionários treinados” ou “tokens consumidos”, porque isso só mede uso superficial.
Aprofunde os dados e meça o que realmente foi construído e implementado nos fluxos de trabalho. O banco BBVA, por exemplo, acompanha de perto os mais de 20 mil GPTs personalizados criados por seus colaboradores, dos quais 4 mil estão em uso diário.
No fim do dia, se você quer extrair valor real da IA, precisa provocar seu time a sair da zona de conforto do chat. Da próxima vez que perguntar sobre IA na firma, garanta que a resposta não seja o silêncio.


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🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
📈 Acelerando fundo
A AMD atropelou as estimativas de Wall Street e registrou uma receita recorde de US$ 11,54 bilhões no trimestre, um salto de 50% em relação ao ano passado. O grande motor desse crescimento foi a divisão de data centers, que disparou 107% impulsionada pela busca insaciável por GPUs e CPUs para inteligência artificial, consolidando a empresa comandada por Lisa Su como a rival mais indigesta da Nvidia.
Nem mesmo a queda de 31% no setor de games estragou a festa do lucro de US$ 2 bilhões. Pelo visto, enquanto os gamers sofrem para trocar de placa de vídeo, os servidores corporativos continuam engolindo chips sem olhar a conta. Leia mais
🧠 Chefes de robôs
O avanço acelerado dos agentes autônomos de inteligência artificial está exigindo uma mudança radical no ambiente corporativo. Especialistas alertam que as empresas precisam parar de ensinar apenas como usar as ferramentas e começar a treinar os funcionários para atuar como verdadeiros gerentes de equipes virtuais.
A ideia é que os profissionais deixem de fazer tarefas operacionais para assumir papéis de supervisão, auditando as decisões, corrigindo alucinações dos algoritmos e alinhando os robôs com as estratégias do negócio. No fim das contas, a novidade prova que a rotina de passar raiva gerenciando a equipe não acabou — agora você só precisa aprender a dar bronca em linha de código. Leia mais
📱 Consultoria de bolso
A Geração Z encontrou uma nova utilidade prática para a inteligência artificial: transformar os chatbots em conselheiros sentimentais e sociais. De acordo com o TecMundo, jovens estão usando a IA para revisar capturas de tela, decifrar intenções em trocas de mensagens e até rascunhar respostas perfeitas para paqueras, DRs ou conversas difíceis do dia a dia.
A prática reflete o receio de cometer deslizes na comunicação digital e a busca por aprovação instantânea. Por um lado, os robôs ajudam a evitar textões desastrosos no WhatsApp; por outro, provam que a diplomacia das relações humanas agora exige o aval de um algoritmo para dar "dar match". Leia mais
💸 Só pensam em dinheiro?
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, demonstrou insatisfação nos bastidores com o perfil dos novos contratados da empresa. De acordo com o site Axios, o executivo reclamou que parte dos profissionais aceita trabalhar lá motivada apenas pelos salários astronômicos oferecidos no setor de inteligência artificial, deixando de lado a “missão sagrada” da companhia de criar uma IA focada em segurança.
O desabafo gerou ironias no mercado, já que a própria Anthropic disputa talentos a peso de ouro contra rivais como OpenAI e Google. Pelo visto, Amodei descobriu da pior forma que amor à camiseta não paga o aluguel dos engenheiros no Vale do Silício. Leia mais
📱 A conta chegou
A Samsung estuda aplicar um “aumento de preços agressivo” na sua linha de celulares para tentar estancar o prejuízo da divisão mobile. Apesar de registrar receita recorde, a sul-coreana fechou o trimestre no vermelho devido aos custos de componentes — especialmente os chips de memória, inflacionados pela alta demanda dos data centers de inteligência artificial.
Para recuperar a margem de lucro no ecossistema Galaxy, a empresa avalia encarecer novos lançamentos e cortar benefícios promocionais, como cupons e vale-presentes. Pelo visto, quem financia a corrida maluca da IA na nuvem é você, direto no boleto do seu próximo smartphone. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Piero Contezini)
A expansão da IoT e o avanço da inteligência artificial tornaram o cibercrime imprevisível, migrando falhas digitais para o mundo físico. Episódios recentes mostram invasões afetando a mobilidade de veículos e canais de emergência, provando que o perímetro de defesa tradicional ruiu.
Diante dessa nova ameaça veloz e descentralizada, empresas concorrentes passam a colaborar no compartilhamento de dados. Proteja sua operação e acompanhe essa análise sobre a continuidade dos negócios lendo a coluna completa de Piero Contezini no TecMundo. 🛡️🌐
![]() | Piero Contezini |
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
(livro, 368 páginas, em português)
Fernando Pessoa dá voz a Bernardo Soares em um diário poético repleto de reflexões sobre a existência. A leitura ideal para quem gosta de encarar a própria melancolia com bastante profundidade. ✍️📖
(série, 2026, 1 temporada, 4 episódios)
Tom Hiddleston investiga as últimas 24 horas de Pompeia para descobrir como os moradores enfrentaram a tragédia. Um olhar envolvente que une arqueologia moderna e histórias humanas de sobrevivência. 🌋🏛️
(livro, 128 páginas, em português)
Albert Camus expõe o absurdo da condição humana através de Meursault e seu crime indiferente. Um clássico visceral sobre apatia, liberdade e a busca por sentido na existência. 📖🏖️
(série, 2009, 11 temporada, 250 episódios)
Uma equipe de documentário acompanha o cotidiano caótico e hilário das três filiais da família Pritchett. A prova definitiva que toda família é normal até você olhar bem de perto. 📺👨👩👧👦
Você nunca estará verdadeiramente satisfeito com o trabalho até que esteja satisfeito com a vida.
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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.
