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Novo visto chinês é um caça-talentos
China adere ao visto K-visa para receber profissionais estrangeiros de ciência e tech.

11 de novembro, terça-feira
Hoje, 11 de novembro, faz 84 anos que a Willys Overland iniciou a produção do primeiro Jeep! O veículo foi criado pra guerra, mas se tornou um ícone de aventura e lama. A data serve para lembrar que o melhor do design é aquele que é tão funcional que se torna eterno, que o melhor caminho não é a estrada asfaltada, mas sim aquele que exige tração nas quatro rodas e que todo mundo já quis um jipinho para escapar do trânsito da cidade.
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Briga pelo home office rende demissões no Nubank
O segredo corporativo da diversidade sumiu
Funcionário demitido da Intel roubou 18 mil arquivos internos
A Justiça decreta falência do grupo Oi
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CARREIRA & MERCADO
NOVO VISTO CHINÊS É UM CAÇA-TALENTOS

Imagem: Giphy
Por Felipe Vidal
Não é surpresa para ninguém que por muitos anos os EUA foram o paraíso dourado para profissionais de tecnologia. Sabe matemática, é indiano, japonês, ou chinês? Então vai ganhar um visto. Porém, com as recentes mudanças feitas pela administração Trump, a China abriu o seu programa de caça-talentos.
A notícia é simples e objetiva. Os chineses aperfeiçoaram o K-visa, e não, esse não é um grupo de K-Pop. Esse é o esforço dos colegas orientais para atraírem mais mentes brilhantes para trabalhar em seu país, como se fosse uma versão asiática do tão sonhado visto H-1B dos Estados Unidos.
Se de um lado os estadunidenses querem focar cada vez mais em seus próprios profissionais e saber menos sobre estrangeiros, a China faz o aposto. O dragão asiático deseja atrair uma galera fortemente especializada em ciência e tecnologia, e talvez a gente saiba o motivo.
🤨 China vai aproveitar momento dos EUA
A chegada de um novo tipo de visto para competir com o H-1B é estrategicamente perfeito para os chineses. Os asiáticos vão querer aproveitar ao máximo as incertezas trabalhistas e as políticas de imigração que a administração Trump vem trabalhando, e criar o visto K-visa pode ser um chamariz de ofertas para empregados altamente qualificados.
O primeiro ponto é que os EUA agora vão obrigar as empresas que desejam contratar estrangeiros a pagar uma taxa de US$ 100 mil (R$ 530 mil). É, talvez algumas companhias gigantes como a Nvidia aceitem pagar isso por alguns funcionários, mas a realidade é que nem todo mundo está disposto a gastar tanto dinheiro por um empregado — a menos que ele seja o Michael Jackson daquela área.
Mas o que realmente pode assustar muita gente é uma possível insegurança. Trump apertou o pescoço da imigração com o ICE, e embora a fala oficial seja somente sobre deportar imigrantes ilegais, muitos estrangeiros documentados são deportados do país. Viver com o constante medo de ser deportado não parece um benefício trabalhista muito legal.
E é exatamente por isso que o K-visa da China é genial. O documento chega em um momento de incertezas internas no seu principal competidor, e qualquer profissional sabe que a cada mês a China se torna mais rica e mais desenvolvida.
🃏 Estrangeiros são carta na manga
Porém, há um terceiro fator que a China realmente vai usar ao seu favor até esgotar: inteligência artificial. O próprio CEO da Nvidia, empresa mais rica do mundo e potência em IA, disse que a China iria vencer em inteligência artificial caso os EUA não se cuidassem. Bem, isso pode ser sério.
Como os EUA não vão fornecer seus chips de IA potentes para a China, os asiáticos vão precisar desenvolver suas próprias tecnologias. Abrir o mercado para estrangeiros diversos com inúmeros conhecimentos pode ser ideal para alavancar suas pesquisas em IA e outros campos.
Enquanto os EUA aderem ao movimento protecionista em várias frentes, a China quer fazer o que o Tio Sam faz há décadas: pegar talentos para construir uma base forte e que vai dar muito dinheiro.


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📄 ️COLUNA (por Harold Schultz)
O futuro do desenvolvimento de software exige uma mudança de papel: o desenvolvedor precisa virar roteirista da IA. A era do vibe coding está evoluindo para o Spec-Driven Development (SDD), onde a especificação detalhada se torna a fonte de verdade para a Inteligência Artificial.
Descubra na coluna de Harold Schultz como essa mentalidade permite construir features complexas em horas, garante código escalável e livre de dívida técnica, e por que a pergunta é: você ainda está pedindo código "no vibe" ou já está tratando a IA como uma engenheira que precisa de um bom roteiro?
![]() | Harold Schultz |
🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
💻 Briga pelo home office rende demissões no Nubank
O Nubank demitiu 12 funcionários por justa causa após uma tensa videoconferência sobre a volta ao trabalho presencial. O banco digital, que adota o home office desde 2020, vai passar a exigir que a maioria dos empregados compareça ao escritório de duas a três vezes por semana a partir de 2026.
A mudança gerou protestos no chat da reunião, com mensagens ofensivas contra o CEO David Vélez. O Nubank alegou "desrespeito e violações de conduta" e confirmou os desligamentos, enquanto o Sindicato dos Bancários cobra a revisão das demissões. Leia mais.
🤫 O segredo corporativo da diversidade sumiu
Gigantes da tecnologia como Google, Microsoft e Meta decidiram parar de publicar seus relatórios anuais de diversidade, em um movimento que, segundo analistas, é uma forma de aceno ao governo Trump. As empresas estão reduzindo a transparência sobre contratações e programas de Inclusão e Equidade (DEI) nos EUA, uma política atacada pelo presidente.
Enquanto a Microsoft justifica a mudança como uma transição para formatos "mais dinâmicos", a decisão é vista por críticos como uma omissão de dados que prejudica o movimento de diversidade e inclusão no mercado de trabalho americano, onde programas dessa área foram cortados. Leia mais.
🔒 Funcionário demitido da Intel roubou 18 mil arquivos internos
Um ex-engenheiro de software da Intel, Jinfeng Luo, foi processado após roubar 18 mil arquivos internos, incluindo dados "altamente secretos", pouco antes de sua demissão ser efetivada. Ele utilizou um servidor de armazenamento (NAS) para driblar a segurança da empresa, que agora o acusa de espionagem industrial.
A Intel pede uma indenização de 250 mil dólares e a devolução de todos os seus eletrônicos para inspeção, temendo que os arquivos roubados fossem comercializados com concorrentes. Leia mais.
📉 A Justiça decreta falência do grupo Oi
A Oi teve a falência decretada pela Justiça do Rio de Janeiro, encerrando um processo de recuperação judicial que durou quase dez anos. A operadora, que ainda acumula R$ 15 bilhões em dívidas, teve seus ativos colocados em liquidação para o pagamento aos credores.
A decisão ocorre após a empresa não conseguir reativar seu fluxo de caixa positivamente, o que causou uma queda abrupta em suas ações. As operações da Oi serão encerradas de forma provisória e a gestão será transferida para um Administrador Judicial. Leia mais.
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