O jornal que nunca existiu

Investigação revela redação inteira criada por inteligência artificial pra gerar cliques e autoridade no Google.

19 de maio, terça-feira

Hoje, 19 de maio, celebramos o dia em que a Apple resolveu que lojas de tecnologia poderiam ser bonitas, minimalistas e até divertidas. Em 2001, a empresa abriu suas duas primeiras Apple Stores, na Virgínia e na Califórnia, mudando o varejo de eletrônicos para sempre. A curiosidade aqui é que Steve Jobs chegou a adiar a inauguração porque não gostou do piso das lojas. Parece exagero, mas o conceito deu tão certo que virou modelo para praticamente toda loja de tecnologia depois. 🍎✨

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Existe um momento muito específico da vida adulta em que você percebe que ter um notebook lento afeta mais o seu humor do que a segunda-feira. Hoje em dia, a tecnologia é o básico para que a rotina funcione, e ela tem que aguentar muita coisa: é trabalho, estudo, organização financeira, calls sem fim, IA aberta em segundo plano e 27 abas abertas que você jura que ainda vai usar.

E como ainda tem campanha rolando ao longo do mês na Acer Store, essa pode ser uma boa janela para garantir uma máquina novinha em folha e parar de sofrer para abrir três programas ao mesmo tempo. A marca colocou em destaque notebooks e monitores das linhas Consumer e Office pensados para produtividade, estudos e rotina multitarefas, somando isso a condições onde o upgrade faz sentido no orçamento também. 

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IA & COMPORTAMENTO
O JORNAL QUE NUNCA EXISTIU

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Se você já abriu uma notícia online e pensou “hmm… tem minhoca nessa goiaba”, talvez seu instinto estivesse certo. Um site chamado South Florida Standard se vendia como um jornal local independente dos EUA, cheio de repórteres “especializados”, artigos fresquinhos e aquele visual clássico de portal regional. O problema? Nenhuma das pessoas que assinavam as matérias existia de verdade, era tudo IA.

A descoberta veio após uma investigação do jornal The Florida Trb junto com o podcast Question Everything, da rádio pública KCRW. Eles perceberam que os jornalistas do site tinham fotos geradas por IA, bios genéricas demais e uma produtividade meio suspeita, porque ninguém publica 12 matérias por dia sem coringar.

🗞️ Dois reais ou um ‘jornalismo’ misterioso?

Os perfis fake eram montados sob medida: jornalista de esportes com cara de “pai de família que corre às 6h da manhã”, repórter de cultura com foto de perfil digna de banco de imagens e editor político com vibe de NPC. Tudo criado por IA pra parecer confiável (e funcionava). O site publicava toneladas de conteúdo, grande parte copiado de outros veículos.

Quando a fraude foi exposta, o South Florida Standard simplesmente evaporou da internet.

Quem está por trás disso claramente não se importa com a verdade.

Kelly McBride, do Instituto Poynter, referência em ética jornalística nos EUA

🕵️ Seguindo o rastro digital

A investigação então começou a puxar os fios da teia. Com ajuda do professor Casey Frechette, da Universidade do Sul da Flórida, os repórteres conectaram o portal a outros sites parecidos espalhados pelos EUA, como o Charleston Sentinel e o San Francisco Download

Todos tinham o mesmo DNA: notícias locais genéricas, autores inexistentes e aquela vibe estranhamente robótica que faz qualquer leitor questionar sua sanidade mental.

No fim das contas, os sites levaram até Drew Chapin, um empresário da Filadélfia que administra uma empresa chamada The Discoverability Company. No próprio site, ele se descreve como alguém que ajuda pessoas e empresas a “contarem histórias melhores sobre si mesmas na internet”. O que aparentemente também incluía criar jornais fakes com IA.

🖱️O golpe do ‘jornal’ em 20 minutos

Inicialmente, representantes do site negaram qualquer ligação com Chapin e disseram que o objetivo era “construir autoridade nos mecanismos de busca” pra depois vender o domínio. Em português claro: encher um site de notícias automáticas pro Google achar que ele era relevante e alguém comprar depois

Depois de muita insistência dos jornalistas, Chapin admitiu ser dono não só do South Florida Standard, mas de outros 17 sites semelhantes. Segundo ele, dava pra criar um portal inteiro de notícias falsas em menos de 20 minutos usando um domínio de US$ 10 e ferramentas básicas de IA

O desafio real da internet em 2026 é identificar fake news no nível hard, porque, aparentemente, a estética de “portal confiável” hoje custa a mesma coisa que um combo do McDonald’s.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

🍅 Uuuuuuu, inteligência artificial, uuuuu


O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, virou alvo de vaias durante um discurso de formatura na Universidade do Arizona, nos EUA. O climão começou quando ele falou sobre os impactos da IA no mercado de trabalho, assunto que claramente não animou os recém-formados prestes a procurar emprego.

Mesmo tentando tranquilizar a plateia, Schmidt reconheceu que muita gente teme perder espaço para as máquinas. Ele disse que a IA vai transformar o mundo de qualquer jeito, mas que os jovens ainda podem decidir como essa tecnologia será usada. Só que, entre gritos e interrupções, ficou claro que o papo motivacional não convenceu muito a turma. Leia mais

💵 Brasileiro acha bug e ganha bolada


Um estudante brasileiro de engenharia conseguiu faturar cerca de R$ 25 mil depois de encontrar uma falha de segurança no Twitter (atual X). Nícolas Marchetti descobriu a brecha em apenas três dias fuçando o sistema da plataforma em um programa de caça a bugs, basicamente o “quem achar problema ganha dinheiro”.

A falha envolvia a área financeira da rede social, mas os detalhes seguem em segredo. O estudante contou que mexeu em alguns parâmetros do sistema para conseguir uma vantagem financeira dentro do X. A empresa analisou o caso, classificou o bug como grave e correu para corrigir tudo antes que alguém resolvesse aproveitar a brecha de verdade. Leia mais

⚖️ Elon Musk saiu perdendo


Elon Musk levou um “não” da Justiça dos EUA no processo bilionário contra a OpenAI. O júri decidiu que ele entrou com a ação tarde demais e, por isso, os pedidos acabaram derrubados antes mesmo de avançarem de verdade. Musk queria nada menos que até US$ 134 bilhões de volta, além de tentar mexer na estrutura da empresa e tirar executivos do comando.

A disputa ainda revelou vários bastidores da treta entre os antigos sócios. Musk acusou a OpenAI de ter abandonado a proposta “sem fins lucrativos”, enquanto a empresa expôs tentativas dele de assumir o controle da startup no passado. No meio do julgamento, o bilionário também admitiu ter usado tecnologia da OpenAI para treinar o Grok, chatbot da xAI. Leia mais

🎒 Drones querem virar seguranças das escolas


Uma empresa dos EUA está testando drones super rápidos para tentar impedir ataques em escolas antes mesmo da polícia chegar. As aeronaves ficam escondidas em mini hangares e podem alcançar um suspeito em até 15 segundos depois que alguém aciona o alarme. Parece filme futurista, mas já está sendo testado em escolas da Flórida e da Geórgia.

Os drones são controlados por operadores humanos à distância e conseguem dar ordens pelo alto-falante ou até usar spray de pimenta e impactos não letais para parar o atirador. Inspirado em drones usados na guerra da Ucrânia, o sistema quer virar uma espécie de “segurança voador” para responder emergências em tempo recorde. Leia mais

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • A próxima onda: Inteligência artificial, poder e o maior dilema do século XXI

    (livro, 420 páginas, em português)

    Mustafa Suleyman, um dos criadores da DeepMind, explica como a IA pode revolucionar o mundo, mas também gerar crises, vigilância extrema e perigos enormes se avançar sem controle. 🖥️❗

  • Eu, Robô

    (filme, 2004, 115 minutos)

    Em 2035, um policial desconfiado investiga um robô que pode pensar sozinho e acaba descobrindo uma revolta das máquinas contra os humanos, liderada por uma IA. 🤖🔥

  • Westworld

    (série, 4 temporadas, 36 episódios)

    Num parque futurista de Velho Oeste, robôs vivem histórias repetidas para divertir humanos ricos, até começarem a criar consciência própria e questionar tudo ao redor. 🤠🌍

  • Cointeligência: A vida e o trabalho com IA

    (livro, 224 páginas, em português)

    Um professor explica como a inteligência artificial pode virar colega de trabalho, professora e parceira criativa, mudando empregos, estudos e a forma como humanos pensam e criam juntos. 📚🤖

Em mãos sábias, a IA pode ser ferramenta, extensão, tradutora e até espelho ético.

Paulo Andreoli, consultor internacional de negócios e comunicação estratégica

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