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Jarvis da vida real
Assistente pessoal integrado em todos os aparelhos não é mais luxo de heróis multimilionários.

03 de fevereiro, terça-feira
Se hoje a gente reclama quando a câmera do celular não foca no escuro, imagine o perrengue que era em 1966. Há exatos 60 anos, no dia 3 de fevereiro, a União Soviética dava um "olá" definitivo para o nosso satélite natural. A Luna 9 foi a primeira nave da história a realizar um pouso suave na Lua — ou seja, ela conseguiu chegar lá sem se espatifar. Ela também enviou as primeiras fotos do solo lunar, garantindo o "check-in" original fora da Terra e provando que a superfície era sólida.
Vamos às notícias?
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
OpenClaw é o Jarvis da vida real - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
📱Criminosos se passam por técnicos de TI e roubam credenciais de funcionários
👀Musk, Gates, Bezos e mais: os chefões de tecnologia ligados ao Caso Epstein
🚓Falha no app Stop ICE expõe ativistas anti-Trump para autoridades dos Estados Unidos
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões para consumir
Frase do dia - para refletir, concordar, discordar e compartilhar
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MERCADO
OpenClaw é o Jarvis da vida real

Imagem: Giphy
Por Felipe Vidal
Não se fala em outra coisa no mundinho da IA (leia-se: em qualquer esquina da internet) a não ser o Clawdbot Moltbot OpenClaw, um novo agente de inteligência artificial ilustrado como uma simpática lagosta.
O projeto chamou a atenção desde quem é aficionado por tecnologia, até quem só precisa de mais 20 minutinhos no dia. Isso porque a ferramenta se integra à rotina de (teoricamente) qualquer pessoa — um Jarvis da vida real.
🤷♂️ O que é o OpenClaw?
O OpenClaw é o nome atual — e possivelmente definitivo — do projeto de Peter Steinberger, desenvolvedor responsável pelo repositório oficial da ferramenta no GitHub. Basicamente funciona assim: você pode colocar um agente de IA dentro de um app de mensagens e ele, tal qual um ótimo assistente, realiza ações por conta própria.
Imagine o seguinte: você está negociando um horário para marcar com um prospect pelo WhatsApp. Você pode pedir, direto pelo app, para o robôzinho ver a sua agenda, achar uma janela e depois enviar o invite, sem precisar abrir nenhum aplicativo novo para isso.
Se configurado corretamente, o agente pode executar tarefas em nome do usuário, como navegar na web, preencher formulários e organizar documentos pessoais, gerar lembretes… enfim, agir como um assistente virtual completo e melhor: autônomo.
O assistente parece tão real que já teve até crise de identidade. O projeto se chamava Clawd, depois mudou de nome para Clawdbot e, desde quinta (29), passou a se chamar OpenClaw – nesse meio tempo, ainda foi chamado de Moltbot.
🤖Como funciona o OpenClaw?
As interações com o OpenClaw podem acontecer dentro de qualquer aplicativo de mensagem — WhatsApp, iMessage, Telegram ou Discord, por exemplo. O bot pode ser hospedado localmente ou de forma remota, e o grande modelo de linguagem (LLM) também pode rodar no próprio dispositivo ou em servidores externos. Tudo depende de quanto de memória, bateria e dinheiro você tá disposto a gastar – e o quanto de privacidade quer ter também.
Na prática, a conversa com o OpenClaw é como se você estivesse falando no grupo da família ou do trabalho - só que sem a parte das brigas. Quando o LLM é executado localmente, ele “pensa” sem precisar se conectar a data centers. Caso contrário, as interações são processadas via chamadas de API do modelo escolhido — e isso custa uma grana.
🤑 Não é para todo mundo
Apesar de ter sido pensado para ser fácil de usar e simplificar a vida de todo mundo, o OpenClaw possivelmente demanda mais do que o seu sobrinho metido a gênio da TI pode ajudar. A instalação é complexa e passa longe de só “baixar e usar”: é necessário lidar com linhas de comando e configurações técnicas para colocar tudo em funcionamento.
Além disso, dependendo do nível de personalização e das configurações, as chamadas de API podem se acumular rapidamente e a conta vir pesada no fim do mês..
Mas se dinheiro não é um problema, antes de sair usando a ferramenta, vale considerar o fator risco. Conceder acesso amplo a uma IA conectada à internet para operar dentro do computador pessoal geralmente não é boa ideia. O processamento externo de informações sensíveis levanta preocupações de privacidade, e a autonomia do agente amplia a superfície de ataques, incluindo técnicas como prompt injection.
Por mais que já tenha ocupado as manchetes e tweets por aí, o OpenClaw deve ser encarado como um experimento – e deve ser manipulado com cuidado. Por sua conta e risco, você pode conferir mais informações no repositório oficial do GitHub – e é bom tomar cuidado contra os golpes, não vai dizer que não avisamos!


👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)
Trono ameaçado – Especialista chinês aposta que iFood perderá a liderança no Brasil.
Sinal inimigo – Ucrânia acusa drones russos de usarem internet da Starlink para ataques.
Abalo no GTA – Nova IA do Google que cria jogos derruba ações da Take-Two.
Nome na lista – Ex-chefão da Rockstar é citado em arquivos do caso Epstein.
Caça-fraude – Novo sistema de segurança do Pix torna-se obrigatório hoje.
Freio na IA – Microsoft deve reduzir recursos de Inteligência Artificial no Windows 11.
🏃♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)
📱Criminosos se passam por técnicos de TI e roubam credenciais de funcionários
Uma nova onda de ataques cibernéticos está mirando empresas por meio de ligações falsas. Membros do grupo cibercriminoso ShinyHunters ligam diretamente para funcionários fingindo ser da equipe de TI interna e os convencem a entregar credenciais de acesso e códigos de autenticação multifatorial em tempo real.
De acordo com relatório divulgado hoje pelo Google Threat Intelligence Group e pela Mandiant, empresa de segurança cibernética, múltiplos grupos de ameaças estão usando técnicas de phishing por voz, conhecidas como vishing, combinadas com sites falsos sofisticados para roubar credenciais de login único e burlar sistemas de autenticação multifatorial.. Leia mais
👀 Musk, Gates, Bezos e mais: os chefões de tecnologia ligados ao Caso Epstein
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou, na última sexta-feira (30), milhões de páginas de documentos relacionados às investigações de crimes sexuais contra o empresário Jeffrey Epstein. Os arquivos podem ser consultados publicamente no site da instituição.
A nova seleção de documentos, que inclui principalmente emails supostamente rascunhados, salvos ou trocados, inclui menções a uma série de figuras notáveis. Além de celebridades, atores, músicos, políticos e apresentadores, executivos do ramo da tecnologia aparecem nos arquivos. CEOs, cofundadores e engenheiros de grandes empresas tiveram contato com Epstein ou até mesmo teriam visitado uma das residências do financista. Leia mais
🚓Falha no app Stop ICE expõe ativistas anti-Trump para autoridades dos Estados Unidos
StopICE, um aplicativo e site ativista, sofreu um grande vazamento de dados e expôs mais de 100 mil usuários para agências federais dos Estados Unidos. Os criminosos afirmam ter acesso a nomes, logins, senhas, telefones e coordenadas GPS dos usuários – e alegam ter enviado as informações às autoridades.
O ICE, sigla para Serviço de Imigração e Alfândega, é o braço do governo norte-americano responsável por fiscalizar a imigração e investigar crimes nas fronteiras dos Estados Unidos. Recentemente, a entidade se envolveu em polêmicas pelo uso de violência em abordagens contra cidadãos do país. Leia mais
📄 ️COLUNA (por Harold Schultz)
O futuro está logo aqui - 5 anos adiantado, para sermos exatos. Grandes futuristas como Ray Kurzweil e o próprio Elon Musk tinham uma data marcada para a IA chegar ao estágio de ser especialista em uma coisa e passa a ser capaz de realizar qualquer tarefa intelectual que um ser humano consegue fazer: 2030.
Mas com o nosso grande amigo OpenClaw parece que o jogo virou. Descubra na coluna de Harold Schultz o motivo desse burburinho todo e porquê a tecnologia está nos aproximando cada vez mais do futuro.
![]() | Harold Schultz |
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
Na encruzilhada das terras raras (Podcast, 78 minutos, em português)
Uma cidadezinha em Minas Gerais no meio da disputa global por minerais.
O andar do bêbado (Livro, 264 páginas)
Quase tudo é por acaso. (Menos você ler essa Newsletter, continue)
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Pra dar um quentinho no coração
A IA não é apenas uma ferramenta para automação; ela é um facilitador para aprimoramento
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