Por que mataram o Sora?!

App de vídeos com IA da OpenAI vira corte de custos e expõe pressão por lucro.

31 de março, terça-feira

Hoje, 31 de março, Paris inaugurou a Torre Eiffel para a Exposição Universal de 1889! Com seus 330 metros, ela foi a construção mais alta do mundo por quatro décadas. Na época, os intelectuais franceses odiaram a estrutura e a chamaram de “esqueleto gigante” e “vergonha de ferro”. Ela só não foi demolida depois da exposição porque perceberam que ela era uma antena de rádio perfeita para comunicações militares. No verão, a torre “cresce” até 15 cm por causa da expansão térmica do ferro. Gustave Eiffel, o engenheiro por trás da obra, bancou a ideia e ainda construiu um apartamento secreto no topo para receber convidados ilustres como Thomas Edison. O que era para durar apenas 20 anos acabou virando o símbolo máximo do país — nada mal para um “puxadinho” de metal, hein? 🏗️🗼

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IA & MERCADO
POR QUE MATARAM O SORA?!

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Se você não vive debaixo de uma pedra, já sabe que na semana passada a OpenAI decidiu encerrar o Sora, seu app de geração de vídeos por IA. Mas a pergunta que não quer calar é: por que sacrificar um dos produtos mais hypados da empresa?

A resposta curta? dinheiro, competição e timing ruim, mas calma que a gente desenrola. 

A decisão não veio isolada, ela faz parte de um movimento bem maior da OpenAI, que no mesmo dia também cancelou um acordo bilionário com a Disney, mexeu na liderança e anunciou mais US$ 10 bilhões em investimentos. Ou seja, não foi só desligar um app, foi basicamente um “reset estratégico”.

E isso acontece num momento em que a empresa começa a sentir mais pressão pra justificar os bilhões que já recebeu. Depois de anos operando no modo “inovação a qualquer custo”, a OpenAI agora precisa provar que consegue transformar modinha em dinheiro de verdade.

💸 A conta não fechou

O Sora era impressionante? Era, mas também era bem caro.

O produto passou a consumir uma quantidade gigante de poder computacional, que hoje é um dos recursos mais valiosos da indústria de IA. E aqui entra o ponto-chave: esse gasto todo não estava voltando em forma de receita, muito pelo contrário, estimativas indicavam prejuízo milionário diário!

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Então, quando a OpenAI começou a olhar com mais cuidado pra onde estava colocando seus recursos, o Sora virou alvo óbvio, não porque era ruim, mas porque era caro demais pra um retorno meio meh.

📉 Do luxo ao lixo

No lançamento, o Sora viralizou. Teve milhões de downloads e estourou nas redes, só que, passado o impacto inicial, o uso começou a cair.

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Os números mostram uma queda consistente nos downloads ao longo dos meses, mesmo com a expansão pra novos mercados (sinal clássico de problema): quando nem a novidade sustenta o crescimento, é porque o produto ainda não encontrou um uso indispensável no dia a dia.

Ao mesmo tempo, a concorrência avançava rápido e ferramentas do Google e de outras empresas começaram a entregar soluções semelhantes, às vezes até mais eficientes ou com melhor custo-benefício. Resultado: o Sora ficou pra trás.

🔄 How the turntables…

Enquanto isso, a OpenAI começou a olhar com mais carinho pra áreas que realmente dão dinheiro, como ferramentas de programação e agentes de IA que automatizam tarefas. 

Nesse novo cenário, o Sora começou a parecer mais um experimento caro do que um produto estratégico, e ainda tinha outro detalhe: ele consumia recursos que poderiam ser usados em projetos considerados mais promissores, como novos modelos e aplicações empresariais.

O impacto dessa decisão ficou ainda mais evidente com o fim do acordo com a Disney, um sinal claro de que a OpenAI estava disposta a fazer cortes rápidos pra ajustar a rota.

O coitadinho do Sora não morreu por falta de tecnologia ou criatividade, morreu porque não se encaixava mais no plano de negócios.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

🎬 O Sora era um buraco sem fundo

A OpenAI puxou o freio de mão e descontinuou o Sora, seu famoso gerador de vídeos. O motivo? Dinheiro, e muito! Segundo o Wall Street Journal, a empresa perdia cerca de US$ 1 milhão por dia para manter a ferramenta rodando. Apesar do hype bizarro e da promessa de parceria com a Disney, os custos operacionais eram insustentáveis.

O número de usuários caiu pela metade em poucos meses, e a integração com o ChatGPT foi para o ralo. Agora, a equipe será realocada para projetos de robótica, onde a OpenAI espera ver mais lucro. O cinema feito por robôs vai ter que esperar. Leia mais

⚽ Google entra em campo com a Seleção

A Google agora é o novo patrocinador oficial da Seleção Brasileira de Futebol! O acordo bizarro promete levar a inteligência artificial Gemini para dentro dos gramados e dos treinos. A ideia é usar a tecnologia para análise de desempenho dos jogadores em tempo real e criar experiências interativas para os torcedores nos estádios.

Além de estampar a marca nos uniformes de treino, a Google quer transformar a forma como a comissão técnica toma decisões estratégicas usando dados pesados. É a união do talento brasileiro com o cérebro do Vale do Silício. Será que a IA ajuda o hexa a vir finalmente? Leia mais

⚖️ Cade aperta o cerco contra a Meta

O Cade decidiu manter a multa de R$ 250 mil por dia contra a Meta. O motivo é o bloqueio de chatbots de IA alternativos, como ChatGPT e Copilot, dentro do WhatsApp. O órgão entende que a dona do Zap está abusando do seu poder para favorecer apenas a Meta AI, proibindo a concorrência de rodar no app.

A Meta tentou argumentar que cobrar por essas mensagens faz parte do negócio, mas o Cade não engoliu a desculpa e exige que as outras IAs continuem funcionando livremente. O relógio está correndo e o prejuízo diário só aumenta! Leia mais

🐮 Bilionário investe pesado em… vacas?

Peter Thiel, cofundador do PayPal, liderou um aporte bizarro de US$ 220 milhões na startup Halter, que fabrica coleiras inteligentes para gado. O dispositivo usa um “cowgorithm” para criar cercas virtuais e guiar o rebanho pelo celular usando sons e vibrações. Além de monitorar a saúde e o ciclo reprodutivo de cada animal, a tecnologia reduz drasticamente a carga de trabalho nas fazendas.

Com o Brasil no radar de expansão, a Halter quer digitalizar o pastoreio e transformar a pecuária em um negócio de assinatura recorrente. Quem diria que o futuro do agronegócio seria via app? Leia mais

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • O estrangeiro

    (livro, 128 páginas, em português)

    No clássico de Albert Camus, Meursault comete um crime quase por tédio e encara o absurdo da vida sob o sol da Argélia. Um “manual de autoajuda” existencialista que prova que ser indiferente ao mundo tem seu preço. ☀️⚖️

  • Família de aluguel

    (filme, 2025, 111 minutos)

    Brendan Fraser é um ator em Tóquio que vira “parente de aluguel” para desconhecidos. Uma jornada que prova que, às vezes, fingir ser a família de alguém é o único jeito de encontrar a sua. 🏮🎭

  • Dicionário de símbolos

    (livro, 1096 páginas, em português)

    Este clássico de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant é o GPS definitivo para decifrar os segredos do inconsciente humano. Com 1.600 verbetes, o livro prova que nada é “só um desenho” ou “só um sonho” na nossa cultura. 🔍🌀

  • Contos do Loop

    (série, 1 temporada, 8 episódios)

    Inspirada na arte de Simon Stålenhag, a obra mostra como ter um acelerador de partículas no quintal torna a vida bem mais estranha. Onde a ficção vira realidade e os mistérios do universo são o novo “normal”. 🤖🌀

Muitos dos fracassos da vida são de pessoas que não perceberam o quão perto estavam do sucesso quando desistiram.

Thomas Edison, inventor e empresário estadunidense

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