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Pra correr tem que saber andar, né?
Relatório da Cloudera com a Harvard Business Review mostra que só 7% das empresas têm dados realmente preparados pra usar inteligência artificial, e isso está virando um problemão corporativo.

9 de março, segunda-feira
Hoje, 9 de março, celebramos o nascimento de Iuri Gagarin, o russo que deu o primeiro “rolê” oficial fora da órbita terrestre! Em 1934, nasceu o cosmonauta que, anos depois, olhou para baixo e mandou a frase mais icônica da história: “A Terra é azul”. Antes de decolar, ele pediu para o ônibus que o levava para a base de lançamento parar porque precisava dar uma “esvaziada na bexiga”, criando uma tradição que os cosmonautas seguem até hoje (sim, eles fazem xixi no pneu do ônibus antes de subir). Ele tinha apenas 1,57 m de altura, o que foi perfeito para caber na apertadíssima cápsula Vostok 1. Um brinde ao cara que teve a coragem de ser o primeiro a ver que o mundo é uma enorme bola de gude flutuante! 👨🚀🥂
⚡ O QUE VOCÊ VAI VER?
Pra correr tem que saber andar, né? - matéria principal do dia
De olho no TecMundo - matérias direto do nosso grande irmão
Don’t leave, just read - notícias importantes pra ler rapidinho
☢️ Energia nuclear de Bill Gates
🛡️ Chips sob vigilância
📡 Anatel contra a internet pirata
🪖 Anthropic sob sanção
Pensamentos de segunda - insights questionáveis, porém mind-blowing!
A redação recomenda - dicas de conteúdos diferentões para consumir
Frase do dia - para refletir, concordar, discordar e compartilhar
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IA & MERCADO
PRA CORRER TEM QUE SABER ANDAR, NÉ?

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Se você acha que as empresas já estão prontas pra viver na era da inteligência artificial, talvez seja bom segurar um pouco o hype. Um relatório global da Cloudera feito com a Harvard Business Review Analytic Services mostra que apenas 7% das empresas dizem ter dados totalmente preparados pra IA. Ou seja: enquanto os executivos falam de agentes inteligentes e automação em todas as apresentações de PowerPoint possíveis, a base que faz tudo funcionar (os famosos dados) ainda está bem longe de estar organizada.
💣 NOTÍCIA BOMBÁSTICA: o Excel existe
A inteligência artificial virou praticamente item obrigatório nas estratégias corporativas. Toda empresa quer dizer que está usando IA, testando IA ou “reimaginando o negócio com IA”. O problema é que, na prática, a infraestrutura de dados que sustenta essas iniciativas não evoluiu na mesma velocidade.
O estudo entrevistou mais de 230 executivos envolvidos em decisões de dados e IA em suas organizações e encontrou um gap claro entre discurso e realidade. Enquanto as empresas aceleram projetos de inteligência artificial, suas bases de dados continuam desorganizadas ou simplesmente difíceis de acessar (às vezes uma planilha resolve).
O resultado é um cenário curioso: apenas 7% dizem estar totalmente prontos pra adotar IA, enquanto 27% afirmam que seus dados estão pouco ou nada preparados.
😭 Castigo do monstro
Quando perguntados sobre o que realmente trava o avanço da IA nas empresas, os executivos apontam um problema bem menos divo do que os discursos sobre inovação sugerem: a bagunça nos dados corporativos.

Entre os principais obstáculos aparecem dados isolados e dificuldade de integrar sistemas, citados por 56% dos entrevistados. Em muitas empresas, informações importantes estão espalhadas em diferentes plataformas, departamentos ou nuvens, o que dificulta criar uma base única pra treinar modelos de IA.
Outros 44% apontam a falta de uma estratégia clara de dados, enquanto 41% mencionam problemas de qualidade ou viés nas informações disponíveis. Já 34% dizem que restrições regulatórias também limitam o uso de dados pra IA.
Em outras palavras, antes de pedir pra um algoritmo dar upgrade no negócio, muitas empresas ainda precisam resolver questões básicas como padronizar bases de dados e garantir que elas façam realmente sentido.
🤯 Choque de realidade
Apesar do cenário meio bagunçado, os líderes empresariais parecem ter entendido que não dá pra escalar IA sem uma estrutura sólida de dados por trás. O estudo mostra que apenas 23% das empresas já têm uma estratégia de dados bem estabelecida pra IA, mas 53% dizem que estão desenvolvendo uma agora.
Essas estratégias costumam girar em torno de três pilares principais. O primeiro é proteção de dados sensíveis e privacidade, citado por 59% dos executivos, refletindo a crescente pressão regulatória e os riscos de exposição de informações corporativas. O segundo é qualidade dos dados, apontado por 46%, seguido por governança de dados, mencionada por 41%.
Pode parecer um tema técnico demais, mas na real isso significa algo simples: empresas que querem usar IA em larga escala precisam saber exatamente de onde vêm seus dados, quem pode acessá-los e se essas informações são confiáveis. Não é exatamente a parte mais legal da revolução tecnológica, mas é a que realmente faz a máquina funcionar.
🤖 O robô resolve, né?

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Mesmo com todos esses desafios, o entusiasmo com a próxima geração de inteligência artificial continua forte. O relatório mostra que 65% dos executivos esperam que muitos processos de negócios sejam melhorados ou até substituídos por IA nos próximos dois anos.
Esse tipo de tecnologia promete ir além dos chatbots tradicionais, permitindo que sistemas tomem decisões, executem tarefas e automatizem fluxos inteiros de trabalho nas empresas. É basicamente a ideia de transformar a IA em um “funcionário digital” capaz de agir de forma autônoma (e sem salário).
Agora, o pulo do gato está aqui: quase metade dos entrevistados também acredita que a própria IA pode ajudar a resolver um dos maiores problemas atuais: 47% dizem que agentes de IA podem melhorar a qualidade dos dados corporativos. Em outras palavras, existe uma certa esperança de que a inteligência artificial consiga organizar a bagunça que impede… a própria inteligência artificial de funcionar direito (faz sentido?).
📖 Tem que começar pelo começo
Pra Sergio Gago, diretor de tecnologia da Cloudera, existe um princípio básico que muitas organizações acabam ignorando no meio da corrida pela inovação. Segundo ele, a IA só é tão poderosa quanto os dados que a sustentam.
Isso significa que, pra sair da fase de experimentos e realmente gerar impacto nos negócios, as empresas precisam ter acesso seguro a todos os seus dados, independentemente de onde eles estejam armazenados. Hoje, muitas organizações operam com informações espalhadas entre nuvens públicas, data centers próprios e ambientes híbridos, o que aumenta a complexidade de integrar tudo em um lugar só.
A proposta defendida pela Cloudera é inverter a lógica tradicional: em vez de mover grandes volumes de dados pra onde está o modelo de IA, levar a inteligência artificial até os lugares onde os dados já estão armazenados. Essa abordagem ajudaria a reduzir custos, manter controle sobre as informações e acelerar o uso da tecnologia em escala.
🏃 Não tem pra onde fugir

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O retrato que o relatório mostra tem uma certa ironia. De um lado, empresas falando de agentes autônomos, automação massiva e IA que promete reinventar negócios inteiros, tudo muito futurista e com palavras chiques. Do outro, equipes lidando com problemas bem menos glamourosos: integrar sistemas antigos, limpar bases de dados bagunçadas e descobrir qual é a versão certa de um arquivo chamado “relatorio_final_agora_vai_3”.
No fim das contas, a revolução da IA pode até ser inevitável, mas antes de algoritmos superinteligentes saírem por aí tomando decisões estratégicas, alguém ainda precisa fazer o básico do básico: organizar os dados. E, pelo jeito, em muitas empresas isso vai demorar.


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☢️ Energia nuclear de Bill Gates
A TerraPower, startup fundada por Bill Gates, obteve uma licença histórica para construir o primeiro reator nuclear comercial de última geração nos EUA em quase uma década. O projeto, batizado de Natrium, será instalado em Wyoming e utiliza sódio líquido para resfriamento, sendo mais eficiente e seguro que as usinas tradicionais.
Com capacidade inicial de 345 MW, a usina deve ser inaugurada em 2030 e é vista como peça-chave para atender à crescente demanda energética de data centers de IA e combater a crise climática. A construção deve começar já nas próximas semanas. Leia mais
🛡️ Chips sob vigilância
O governo dos EUA estuda um decreto que pode exigir permissão especial para a venda de chips de IA, como os da Nvidia e AMD, até mesmo para países aliados. O rascunho da medida prevê licenças obrigatórias para compras acima de mil unidades e negociações diretas entre governos para lotes maiores. Em casos de pedidos massivos (acima de 200 mil chips), oficiais americanos poderiam realizar visitas presenciais aos data centers estrangeiros para fiscalização.
A iniciativa visa garantir a segurança tecnológica e pode forçar empresas estrangeiras a investirem em infraestrutura dentro dos próprios Estados Unidos. Leia mais
📡 Anatel contra a internet pirata
A Anatel, com o apoio da Polícia Federal, deflagrou a “Operação Provedor Legal” em todo o Brasil para combater operadoras de internet clandestinas. A ação resultou na prisão de seis pessoas em flagrante e na apreensão de R$ 200 mil em equipamentos não homologados, além de 500 metros de cabos furtados. Segundo o relatório, mais de 50% das empresas fiscalizadas operavam sem licença.
A agência reforça que a pirataria prejudica a livre concorrência e a segurança do setor, prometendo novas fases de fiscalização para garantir que apenas empresas legalizadas ofereçam o serviço. Leia mais
🪖 Anthropic sob sanção
A Anthropic foi oficialmente rotulada pelo governo dos EUA como um “risco para a cadeia de suprimentos”. A medida, determinada por Donald Trump, ocorre após a startup se recusar a flexibilizar suas políticas éticas para o uso militar da IA Claude pelo Pentágono. Com a sanção, empresas contratadas pelo Departamento de Defesa estão proibidas de usar os softwares da companhia em atividades ligadas às Forças Armadas.
O CEO Dario Amodei classificou a ação como ilegal e prometeu contestá-la judicialmente, comparando o tratamento ao dado a empresas de países rivais, como a chinesa Huawei. Leia mais
🤔 PENSAMENTOS DE SEGUNDA (voltamos para sua alegria!)
🍺 Você nunca mais olha para adultos bêbados de outra forma depois que percebe que eles se comportam e se movem como bebês.
🚗 Lombadas são mais eficazes que radares, mas sustos passam mais rápido do que dores financeiras.
🔌 Quanto mais o tempo passa, menos crianças vão entender piadas sobre o lado certo do USB.
👨💻 Se “suas comunidades falam por você”, o quanto elas estariam erradas desde que o Orkut acabou?
💡 A luz viaja mais rápido que o som. Por isso algumas pessoas parecem brilhantes até você ouvi-las falando.

Imagem: Giphy
✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA
Box Tetralogia Napolitana (livro, 1736 páginas, em português)
Elena Ferrante narra a complexa amizade entre Lenu e Lila, da infância à velhice, em uma Nápoles vibrante e violenta. A saga é um retrato visceral sobre o papel da mulher e as transformações sociais da Itália. 🤌🏻📚
Os fantasmas ainda se divertem (filme, 2024, 105 minutos)
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A contadora (livro, 308 páginas, em português)
Dawn é uma contadora metódica que desaparece misteriosamente, deixando sua colega Natalie em um jogo perigoso. O thriller de Freida McFadden questiona quem é a verdadeira vítima quando segredos sombrios vêm à tona. 🧮📑
O homem do norte (filme, 2022, 137 minutos)
Nesta jornada brutal, o príncipe Amleth busca vingança contra o tio que traiu seu pai e roubou o trono. É um épico visualmente visceral que mergulha nas raízes mitológicas das sagas vikings. ⚔️🐺
Você não pode bater à porta da oportunidade sem estar preparado.
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