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Rival da Nvidia em ritmo de festa!

IPO da Cerebras empolga, mas aumenta responsabilidade de marca que ainda precisa se provar.

18 de maio, segunda-feira

Hoje, 18 de maio, relembramos o dia em que a Terra resolveu mostrar quem é que realmente manda. Em 1980, o Monte Santa Helena, nos EUA, explodiu em uma das erupções mais catastróficas da história moderna. A montanha não explodiu pra cima, como todo mundo esperava, mas sim pro lado, após o maior deslizamento de terra já registrado na história arrancar metade do pico. O estrondo foi tão violento que o som sumiu perto do vulcão (criando uma zona de silêncio acústico), mas foi ouvido a centenas de quilômetros de distância. Um verdadeiro reboot forçado na geografia da região. 💥🏔️

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IA & MERCADO
RIVAL DA NVIDIA EM RITMO DE FESTA!

Brandon Scott Jones Comedy GIF by CBS

Giphy

por Nilton Kleina

Sabe aquele clima de animação na confirmação de uma oferta pública de ações (IPO) na Nasdaq, com papel picado caindo do teto, gente se abraçando e tudo mais? Talvez os sorrisos mais sinceros dos últimos anos tenham vindo dos executivos da Cerebras, que abriu o capital na quarta-feira (13).

A empresa de design de chips pra IA disparou em valor de mercado, superou as desconfianças do primeiro dia de negociações e fez o CEO se tornar o mais novo bilionário da indústria, tudo em uma tacada só.

Os números da Cerebras pós-IPO são bem impressionantes, mesmo em um mercado que apresenta valores cada vez mais estratosféricos:

  • Na IPO, que é a maior do ano até agora e uma das maiores da década em tecnologia, ela levantou US$ 5,5 bilhões (cerca de R$ 27,4 bi);

  • A companhia agora tem um valor de mercado de US$ 67 bilhões (R$ 334 bi) valor próximo de nomes de peso como a chinesa Meituan, dona da Keeta (US$ 65,2 bi), e a Cloudflare (US$ 70 bi);

  • As ações dispararam em 68% e chegaram a ser negociadas a US$ 385 por unidade no pico da estreia da empresa, estacionando em US$ 311 depois do tradicional vai-e-vem pós-IPO;

  • Sem contar fundos de investimento, o maior acionista individual é o cofundador e CEO, Andrew Feldman. Ele tem uma fatia de 4,6% da companhia, o que hoje significa US$ 3,2 bilhões, e potencial atrelado a metas de atingir US$ 6 bi.

🎯 A Nvidia precisa se cuidar?

A Cerebras foi fundada em 2015 e passou anos sendo um nome apenas conhecido de quem lidava com componentes de processamento em data centers. Ela desenvolveu chips interessantes e bem diferentes, mas que não chamavam tanto a atenção por não estarem em um mercado tão mainstream.

Só que isso mudou com o disparo do interesse no setor de IA: a fabricante se antecipou ao boom dos chips e virou uma queridinha alternativa pra empresas como Amazon e OpenAI, com quem fechou contratos generosos.

E aqui, tamanho é documento: os chips dela são maiores do que os das rivais, tendo o tamanho aproximado de uma folha de papel A4. Na prática, isso torna o sistema mais eficiente no processo de inferência — a execução dos sistemas de IA, área em que chips pequenos ou pra treinamento não se saem tão bem assim.

🤝 Promessa é dívida (e investimento)

Apesar da IPO bem-sucedida e do valuation nas alturas, agora a empresa precisa se acostumar com o novo tamanho. Isso porque ela está longe de entregar o que os números indicam: a receita em 2025 foi de “só” US$ 510 milhões e serão necessários mais contratos e investimentos em estrutura pra escalar as operações.

O acordo com a OpenAI, por exemplo, envolve adicionar 750 MW de capacidade computacional de IA de alta velocidade a partir de 2027, quando o Pix prometido por Sam Altman deve pingar na conta da Cerebras.

E ele foi fechado justamente em um momento em que a relação da dona do ChatGPT com a Nvidia estava balançada, algo que aconteceu por um misto de questões contratuais e desempenho de chips abaixo do esperado.

Tudo isso é suficiente pra tirar o sono de Jensen Huang, o chefão da Nvidia, e o valor de mercado que já foi de US$ 5 tri? Apesar da empolgação, é preciso ter calma: as duas ainda estão muito distantes, mesmo que a presença de mais nomes em um setor de alta demanda seja sempre uma boa notícia.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

⚖️ A DR dos bilhões no iPhone

O clima azedou no Vale do Silício e a OpenAI está ameaçando processar a Apple por causa da integração do ChatGPT nos iPhones. O motivo do estresse? A OpenAI alega que a Maçã quebrou cláusulas contratuais ao tentar “fatiar” a inteligência artificial dentro do iOS, limitando o acesso direto dos usuários e criando barreiras pras assinaturas pagas.

O que parecia o casamento perfeito da tecnologia virou uma disputa de ego e controle de dados, com a OpenAI acusando a parceira de comportamento anticompetitivo. No mundo tech, o amor dura até o primeiro desentendimento sobre quem manda no ecossistema! Leia mais

🚫 Claude Code está proibido no quintal de casa

A Microsoft decidiu passar o rodo e cancelou todas as licenças do Claude Code (a ferramenta de IA da rival Anthropic) que seus funcionários vinham usando internamente pra programar. A ordem que veio de cima é clara: se for pra usar inteligência artificial pra codificar, os desenvolvedores da casa que tratem de usar as pratas da casa, como o GitHub Copilot.

Além de proteger seus próprios segredos industriais, a gigante de Redmond quer evitar dar dinheiro e dados de bandeja pra concorrência. Na guerra das IAs, quem não joga no seu time não joga no seu campo! Leia mais

📧 Faxina no Gmail e espaço reduzido!

O Google confirmou o início de um novo teste que vai encolher o armazenamento gratuito das contas do Gmail pra apenas 5 GB, uma queda drástica dos atuais 15 GB compartilhados. A mudança, que já começou a aparecer pra um grupo selecionado de usuários, acendeu o alerta vermelho pra quem guarda anos de e-mails, fotos e arquivos no Drive sem se preocupar com o amanhã.

O objetivo por trás da estratégia é claro: empurrar o público pros planos pagos do Google One. Se a moda pegar e sair da fase de testes, o jeito vai ser fazer uma limpa pesada na lixeira ou preparar o bolso! Leia mais

🧼 Dinheiro de volta pelo Pix

A Ypê abriu o canal de atendimento pra reembolsar os consumidores que compraram os lotes suspensos de seus produtos de limpeza. Pra reaver a grana sem burocracia, a empresa está solicitando apenas a chave Pix dos clientes afetados após a confirmação dos dados do produto em seu site oficial. O recolhimento preventivo aconteceu após a identificação de um desvio de qualidade que poderia comprometer a eficácia da higienização.

É a marca correndo pra apagar o incêndio, usando a agilidade do Pix pra manter a confiança da dona de casa e garantir que o prejuízo não fique no bolso de ninguém! Leia mais

📄 ️COLUNA (por Stephanie Kohn)

A introdução da inteligência artificial no ambiente corporativo reproduz e intensifica desigualdades estruturais históricas, penalizando diretamente as mulheres. Como as ferramentas tendem a automatizar tarefas operacionais e de suporte — posições onde a presença feminina ainda é majoritária —, trabalhadoras enfrentam um risco desproporcional de deslocamento ou estagnação profissional. Além do desafio da recolocação, há o impacto na saúde mental, alimentado pela dupla jornada e pela pressão de se adaptarem a um cenário tecnológico moldado por vieses de dados.

Leia na coluna de Stephanie Kohn por que a governança de IA e o desenho do futuro do trabalho precisam integrar uma perspectiva de gênero urgente, sob o risco de transformarmos a inovação em um vetor de retrocesso social. 📉🧠

Stephanie Kohn
Stephanie Kohn é jornalista, psicanalista e cofundadora da Aurora, consultoria em saúde mental com foco no desenvolvimento de carreiras e culturas organizacionais. Foi Editora-chefe do The BRIEF e Head de Conteúdo da NZN. Com mais de 20 anos de experiência em conteúdo e liderança, atua na interseção entre saúde mental, mercado e tendências que estão mudando a forma como trabalhamos.

🤔 PENSAMENTOS DE SEGUNDA (voltamos pra sua alegria!)

🦥 Não existe absolutamente nenhuma desculpa pra preguiça. Mas se você encontrar alguma, me avise.

🤭 A coisa mais difícil de todas: controlar o riso em momentos sérios.

🪫 O único aviso que levo a sério hoje em dia é quando a bateria do meu celular está fraca.

🦅 Deixe o mundo dizer que você é louco, então você estará livre pra fazer o que quiser.

🌀 Você sabe que está realmente estressado quando começa a se irritar consigo mesmo.

Imagem: Giphy

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • A natureza da mordida

    (livro, 231 páginas, em português)

    Uma jornalista e uma psicanalista aposentada se encontram em um sebo e desentocam traumas profundos. Elas compartilham abandonos e culpas, testando os limites da memória e do perdão. 📚✍️

  • O sistema por trás do sistema

    (reels, TecMundo)

    A LG mostrou como chillers, CDUs e sistemas industriais trabalham nos bastidores. Clica no link aqui em cima e dá o play pra entender como funciona o “lado invisível” da inovação.

  • Ensina-me a viver

    (livro, 128 páginas, em português)

    Harold, um jovem de 19 anos obcecado pela morte, encontra Maude, uma idosa caótica de 80. Entre roubos de carro e enterros, ela ensina que viver vale a pena. 🌻🚗

  • O Continental — Do mundo de John Wick

    (série, 1 temporada, 3 episódios)

    Na Nova Iorque dos anos 1970, Winston Scott monta uma equipe pra tomar o famoso hotel de assassinos. Tudo por culpa de uma treta sangrenta envolvendo seu irmão. 🏨💼

Não tenha medo de se impor, confie nas suas habilidades e não deixe que os canalhas te derrubem.

Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York e fundador da Bloomberg L.P.

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Somos o The BRIEF, o briefing diário de inovação, tecnologia e negócios com inteligência e personalidade pra quem precisa estar por dentro de tudo sem perder tempo e o bom humor. Uma criação original do TecMundo. Editor: Rafael Farinaccio. Repórter: Alice Labate.