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Sobrecarga de IA?
Ela veio com a promessa de reduzir trabalhos repetitivos, mas a realidade não é bem assim

11 de fevereiro, quarta-feira
Neste 11 de fevereiro, celebramos o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência — a data oficial para lembrar que, se o mundo ainda não colapsou e temos tecnologia de ponta, muito provavelmente tem o dedo (e os neurônios) de uma mulher nisso. De Marie Curie a Ada Lovelace, elas passaram séculos resolvendo os enigmas do universo, muitas vezes sem nem ganhar o crédito no rodapé da história.
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IA NÃO DIMINUIU O TRABALHO, MUITO PELO CONTRÁRIO

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Por Igor Almenara
Se as inteligências artificiais não tirarem seu emprego, elas aparentemente vão fazer você trabalhar bem mais. O artigo “AI Doesn’t Reduce Work – It Intensifies It” da Harvard Business Review mostra que as IAs de fato aumentam a produtividade — mas isso não significa, necessariamente, que o funcionário passa a ter tempo sobrando.
As consequências do uso de IA no ambiente de trabalho foram várias, conforme apurado nas entrevistas conduzidas na pesquisa. E a promessa de reduzir trabalho, na verdade se inverteu. As atribuições começaram a se sobrepor, levando designers e gerentes de produto, por exemplo, a lidar com programação, ou ainda, pesquisadores a executar tarefas de engenharia — em geral, atividades que antes terceirizavam ou evitavam completamente.
O uso de IA também impôs um ritmo de trabalho frenético. Os profissionais entrevistados relataram executar tarefas em paralelo aos modelos generativos, enquanto a lista de afazeres crescia de forma significativa. Além disso, surgiu o hábito do “só mais um promptzinho”, em que faziam pedidos extras após o expediente para adiantar o trabalho.
Os efeitos colaterais
De primeira, essas mudanças no ambiente de trabalho parecem positivas, mas a análise dos pesquisadores indica que o cenário é mais complexo.
A IA permitiu que todos pudessem programar, mas a pergunta é: será que deveriam? Em alguns casos, desenvolvedores passaram a atuar informalmente como “coaches” de vibe-coding dentro das empresas
No campo da multitarefa, o principal efeito colateral foi a desatenção. A quantidade de entregas aumentou, mas a densidade não acompanhou o mesmo ritmo. Os profissionais perceberam uma aceleração do fluxo de trabalho, mas isso veio acompanhado de maior esforço cognitivo e de um número maior de tarefas abertas simultaneamente. E é aquela máxima: até dá pra fazer tudo, mas aí nada sai bem feito.
Uma vez capazes de entregar mais rápido, os funcionários passaram a ser cobrados para manter esse ritmo. Como consequência, tornaram-se ainda mais dependentes da IA, já que abrir mão da ferramenta significa não conseguir sustentar o volume de entregas esperado.
Com o tempo, o aumento da carga de trabalho pode comprometer o senso crítico do profissional, tornando-o menos rigoroso na avaliação dos outputs das ferramentas e levando a entregas cada vez menos revisadas – terreno fértil para o chamado “workslop”.
Uso inteligente do tempo
Como sugestão, os pesquisadores recomendam a adoção mais inteligente de IA. Lideranças deveriam incentivar pausas intencionais — deixar a entrega “descansar” — e preservar fluxos de trabalho mais sequenciais, com menos dispersão.
Por fim, é essencial preservar a base humana do processo. As IAs podem ser assistentes eficientes, mas o valor do uso — e da revisão dos outputs — depende do profissional de carne e osso. Como dizia o Manual de Treinamento da IBM de 1979: “Um computador nunca pode ser responsabilizado; portanto, uma máquina nunca deve tomar uma decisão de negócio”.


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