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Um gerente vs. 5 mil funcionários?

Empresas cortam gerentes, ampliam equipes e usam IA como justificativa, mas sobrecarga e queda no engajamento já aparecem.

9 de abril, quinta-feira

Há 166 anos, o som deixou de ser algo passageiro! Em 1860, o francês Édouard-Léon Scott de Martinville gravou uma pessoa cantando “Au clair de la lune” usando o seu foneautógrafo, marcando o nascimento técnico da gravação sonora! Muito antes de Thomas Edison aparecer com o fonógrafo, Scott de Martinville já estava registrando vibrações sonoras em papel coberto de fuligem. Ele não tinha a intenção de tocar o som de volta (ele só queria “ver” as ondas sonoras no papel). Foi apenas em 2008 que cientistas usaram tecnologia moderna para converter aqueles rabiscos em áudio. O resultado? Uma voz fantasmagórica que parece estar vindo direto de um filme de terror, mas que é o vovô oficial de todos os seus podcasts. 👻🎶

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CARREIRA & MERCADO
UM GERENTE VS. 5 MIL FUNCIONÁRIOS?

Giphy

A inteligência artificial prometia facilitar a vida no trabalho (e até facilita, mas está deixando a vida dos chefes bem mais caótica, segundo pesquisas). Nos EUA, o número médio de funcionários por gerente saltou para 12. Sim, DOZE. Se antes já era difícil lembrar o nome de todo mundo na reunião, agora virou quase um reality show.

Essa mudança não veio do nada. Nos últimos três anos, empresas acabaram com os cargos intermediários, cortando gerentes para economizar. Resultado: quem ficou virou um “megagerente”

A IA entrou como justificativa perfeita: “dá pra fazer mais com menos”, dizem eles.

🚨 Menos chefes, mais caos

A lógica é simples (no papel): com a IA cuidando de tarefas chatas, tipo organizar agenda, resumir relatórios e monitorar prazos, dá pra reduzir hierarquia. Aquela mensagem que antes demorava três aprovações pra chegar, agora vai direto. Em teoria, um sonho.

E as empresas estão comprando essa ideia com força. Tem até divisão de IA com proporção de 50 funcionários pra um gerente! 

Historicamente, grandes tecnologias sempre aumentaram a produtividade. A eletricidade dobrou a produção no início do século 20, a internet acelerou o ritmo de crescimento lá pelos anos 2000. A IA deve seguir o mesmo caminho… mas não agora, porque essas coisas levam tempo (primeiro perrengue, depois benefício).

🏃 E o lado humano nisso tudo?

Pesquisas mostram que gestores já estão sobrecarregados e isso antes mesmo da IA virar padrão. Agora, com mais gente pra cuidar, menos tempo e mais pressão, o cenário virou um burnout coletivo.

O engajamento global caiu pra 21%, perto do pior nível em 15 anos, e os próprios gerentes estão entre os mais insatisfeitos, ou seja: nem quem manda está feliz. O clima no escritório? Uma segunda-feira eterna.

Um dos maiores prejuízos é invisível: mentoria. Sabe aquele chefe que te orienta, dá feedback e ajuda na carreira? Pois é, ele tá ocupado demais tentando sobreviver à própria agenda. Com mais subordinados, o tempo por pessoa despenca e isso afeta principalmente quem está começando. 

Menos cargos de chefia também significa menos promoções, simples assim. Além disso, empresas estão perdendo conhecimento interno, porque quando cargos somem, levam junto experiência acumulada (e isso não se substitui com um prompt, infelizmente).

🩼 Ajuda ou atrapalha?

Pesquisadores dizem que o impacto da IA depende do que ela automatiza. Se tirar tarefas chatas, ótimo, o gerente foca no que importa, mas se começar a mexer na parte estratégica do trabalho, aí complica.

Mas calma, bebê: ainda não é o apocalipse corporativo. Outras revoluções tecnológicas também bagunçaram tudo antes de melhorar.

A grande questão é se as empresas vão usar a IA pra melhorar o trabalho ou só pra cortar custos. E se nada mudar, o futuro do trabalho pode ser isso mesmo: menos gente no topo, mais gente na base… e um gerente no meio pensando “como foi que eu aceitei essa promoção?”.

👀 DE OLHO NO TECMUNDO (o grande irmão)

🏃‍♀️ ️ DON'T LEAVE, JUST READ (pra ler rapidinho)

🚀 Nadando no dinheiro e fugindo da Nvidia

A Anthropic, mãe da IA Claude, resolveu que US$ 30 bilhões de receita é um bom número pra começar o dia — um salto absurdo comparado aos US$ 9 bilhões do ano passado. Pra manter o pique, eles fecharam um bem bolado com a Google e a Broadcom pra garantir um poder computacional de 3,5 GW até 2027.

A ideia é parar de ser tão dependente das placas da Nvidia usando chips personalizados. Mesmo com o governo dos EUA fazendo cara feia por causa de tretas militares, as empresas estão fazendo fila pra contratar o Claude. O bolso agradece! Leia mais

🏝️ Menos trampo?

Jamie Dimon, o chefão do JPMorgan, mandou uma previsão que é música para os nossos ouvidos: graças à Inteligência Artificial, a semana de trabalho pode cair para apenas três dias e meio! Segundo ele, a IA vai aumentar tanto a produtividade que a próxima geração vai viver muito mais e trabalhar bem menos.

Mas calma lá, nem tudo são flores no escritório: ele também avisou que a tecnologia vai substituir muita gente em funções repetitivas. O desafio agora é saber se vamos usar esse tempo livre para descansar ou para maratonar vídeos de gatinhos criados por... IA. Leia mais

📉 Cortes na GoPro

A GoPro não está nada bem na foto e anunciou que vai mandar embora 23% dos seus funcionários (cerca de 145 pessoas) ao longo de 2026. A empresa está tentando desesperadamente cortar custos por causa da crise nos componentes e das tarifas de importação que não param de subir.

O fundador da marca, Nicholas Woodman, até tentou ser otimista no começo de 2025, mas os prejuízos de milhões falaram mais alto. Depois de já ter feito cortes em 2024, a reestruturação agora foca em tentar sobreviver no mercado macroeconômico atual. Leia mais

🔞 Chega de likes pra molecada

A Grécia decidiu dar um “block” geral e vai banir redes sociais para menores de 15 anos a partir de 2027! O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis mandou o papo: o vício, a ansiedade e a falta de sono dos adolescentes chegaram num nível insuportável.

Se as plataformas não barrarem os novinhos, a multa vai ser salgada — até 6% do faturamento global das empresas. A Grécia ainda pediu uma força para a União Europeia, querendo que o bloco todo adote essa “maioridade digital”. Depois da Austrália, parece que a vida offline está voltando à moda na marra! Leia mais

📄 ️COLUNA (por Lucian Fialho)

A inteligência artificial deixou de ser ferramenta para se tornar a própria estrutura das empresas de tecnologia, mudando drasticamente o perfil de contratação. Em empresas AI-heavy, agentes executam tarefas operacionais de triagem e testes, enquanto humanos passam a atuar como orquestradores e decisores. Esse movimento já causou uma queda de 25% na contratação de desenvolvedores júnior nas gigantes de tech.

Confira na coluna de Lucian Fialho como o Brasil ainda possui uma janela de oportunidade devido ao talento técnico aliado ao custo competitivo, mas o critério agora é outro: não basta dominar frameworks, é preciso saber trabalhar e orquestrar agentes de IA. Quem não souber responder a essa mudança na próxima entrevista sentirá o peso da nova realidade. 👩‍💻📉

Lucian Fialho
CTO e cofundador da Métricas Boss, programador e especialista em tecnologia e dados.

✍️ A REDAÇÃO RECOMENDA

  • Receita previsível

    (livro, 304 páginas, em português)

    Aaron Ross revela a metodologia que criou uma máquina de vendas no Vale do Silício. O livro ensina a especializar times e prospectar com estratégia para garantir faturamento constante e previsível. 📈💰

  • Nefarious

    (filme, 2023, 107 minutos)

    Um serial killer no corredor da morte afirma estar possuído por um demônio e desafia um psiquiatra em um duelo espiritual. O que deveria ser uma avaliação final vira um jogo psicológico sobre fé, maldade e o destino da alma. ⚖️😈

  • O ego é seu inimigo

    (livro, 272 páginas, em português)

    Ryan Holiday alerta que o ego é o maior obstáculo para o sucesso. Por meio de lições históricas, o livro ensina a dominar essa força destrutiva para focar no que realmente importa: o trabalho, a humildade e o legado. 🧠🛡️

  • Mayans M.C.

    (série, 1 temporada, 10 episódios)

    Um ex-prodígio mergulha no submundo dos motociclistas na fronteira mexicana em busca de vingança. Uma jornada violenta onde segredos de família destroem o sonho americano. 🏍️🦂

Não se ocupe tanto em ganhar a vida a ponto de se esquecer de viver.

Dolly Parton, cantora, compositora, atriz e filantropa estadunidense

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